O preconceito só existe colado à ignorância, são irmão gêmeos, quase o mesmo DNA. O preconceito não se reduz a uma ideia pré-concebida, ele também é emocionalmente desenvolvido. O preconceito tem essas duas faces, é falta de conhecimento e é produtor de desafeto.
O preconceito ao exigir pouca desenvoltura da razão utiliza a repulsa da emoção para se materializar.
O preconceito é adquirido, historicamente construído e compartilhado.
O preconceito é sedutor e fluente porque exige pouca reflexão e compreensão da realidade.
Voltaire disse que o preconceito é uma opinião não submetida a razão.
O preconceito não requer trabalho, é parente da preguiça, diferente do conhecimento.
O preconceito é inquisidor, pré-julga e pode torturar ou matar.
O preconceito, sem nenhum legitimidade para tal, é dotado certezas.
O preconceito é apressado e contagioso, o preconceito só se reproduz onde é aceito.
Nós, individualmente e em grupos sociais, aceitamos o preconceito? Naturalizamos aquilo que de natural não tem nada?
Estamos evoluindo ao diminuir os espaços em que o preconceito é aceito, ou estamos perdendo a briga?
A inteligência humana, para além da sua concepção técnica, é incompatível com a intolerância.
O preconceito é a destreza do desprezo, é a casa do descaso.
O preconceito é a indiferença na sua excelência, é o pior que temos para oferecer como espécie.
O único aspecto alentador de tudo isso é que o preconceito é desmontável, pode ser desfeito, invalidado. Basta mente e coração aberto, oportunidades, estudo, vontade e uma humana coragem.
Fonte: Obvious
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