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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Aluno é barrado em escola municipal do Rio por usar guias do candomblé

'Ele foi muito humilhado', disse a mãe sobre o ocorrido no dia 25 de agosto.

Jovem caracterizou o episódio como discriminação e mudou de escola.

Colares são chamados 'guias'
(Foto: Reprodução / TV Bahia)

A rotina de ir à escola virou motivo de constrangimento para um aluno que estava se iniciando no candomblé. Aos 12 anos, o estudante da quarta série do ensino fundamental Escola Municipal Francisco Campos, no Grajaú, na Zona Norte do Rio, foi barrado pela diretora da instituição por usar bermudas brancas e guias por baixo do uniforme, segundo a família. A denúncia foi publicada nesta terça-feira (2) pelo jornal "O Dia".

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Viva Rio discute hoje: Paz, Conflitos Religiosos e Bens Comuns/ Peace, Religious Conflicts, Common Goods no Aterro do Flamengo

O encontro vai discutir meio ambiente, religião, governabilidade e lideranças comunitárias do Haiti, através da música e debates sobre o universo social do país
O Viva Rio promoveu dentro das atividades da Cúpula dos Povos, no dia 16, às 16h, o eventoBouyon Tanbou(Encontro de Tambores) – Encontros Culturais Brasil/Haiti. O encontro discutiu meio ambiente, religião, governabilidade e lideranças comunitárias do Haiti, através da música e debates sobre o universo social do país.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Marcha contra preconceito religioso reune mais de 2000 pessoas em Sao Paulo

Camisa da diversidade religiosa , marca criada
pelo publicitario Joao Silva para o projeto do
Instituto Maria Preta
Praticantes e adeptos das religiões afro-brasileiras se reuniram contra intolerância
Praticantes e adeptos das religiões afro-brasileiras participaram neste sábado de uma manifestação contra a intolerância e o preconceito religioso no Parque Ibirapuera, na capital paulista. Também uniram-se à chamada Marcha do Axé, pessoas ligadas aos grupos de GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros) e ONG (organizações não governamentais) contra o racismo. A Polícia Militar estima que cerca de 2 mil pessoas participaram da marcha.
Segundo um dos organizadores da marcha, Jorge Scritori, a manifestação é um movimento de conscientização com relação às dificuldades que a comunidade dos praticantes do umbanda e candomblé sofrem com relação à intolerância, ao preconceito e à discriminação. “Queremos trazer uma visão em relação a tudo o que vem acontecendo em todas as comunidades. Hoje se um dos meus filhos manifesta o teor religioso que temos em casa, tem dificuldades. Se há um terreiro pequeno dentro de uma comunidade ou um bairro, há vidros quebrados, entre outras coisas”

domingo, 16 de outubro de 2011

Intolerância religiosa afeta autoestima de alunos e dificulta aprendizagem, aponta pesquisa


Marca contra a intolerância religiosa, criada pelo publicitário
João Silva para o Instituto Maria Preta


Brasília – Fernando* estava na aula de artes e tinha acabado de terminar uma maquete sobre as pirâmides do Egito. Conversava com os amigos quando foi expulso da sala aos gritos de “demônio” e “filho do capeta”. Não tinha desrespeitado a professora nem deixado de fazer alguma tarefa. Seu pecado foi usar colares de contas por debaixo do uniforme, símbolos da sua religião, o candomblé. O fato de o menino, com então 13 anos, manifestar-se abertamente sobre sua crença provocou a ira de uma professora de português que era evangélica. Depois do episódio, ela proibiu Fernando de assistir às suas aulas e orientou outros alunos para que não falassem mais com o colega. O menino, aos poucos, perdeu a vontade de ir à escola. Naquele ano, ele reprovou e teve que mudar de colégio.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Caminhada contra a intolerância religiosa reúne milhares em Copacabana

Campanha do Instituto Maria Preta contra
a intolerância religiosa. Criada pelo publicitário
João Silva, da Maria Comunicação

Fonte: Jornal do Brasil

Milhares de pessoas participaram no último dia 18, na praia de Copacabana, da 4a Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que reuniu umbandistas, candomblescistas, muçulmanos, católicos, judeus, protestantes, kardecistas, além de adeptos do Santo Daime, hare krishnas, entre outros. O babalawo Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), disse que “a intolerância é uma semente para o fascismo”. 

“Nós não podemos aceitar isso para uma sociedade como a brasileira, que respeita a diversidade”. Para Ivanir, as outras religiões começaram a aderir ao movimento com mais compromisso. Segundo ele, inicialmente, a caminhada contava com a participação majoritária de umbandistas e candomblecistas e hoje contabiliza representantes de diversas outras religiões. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Coletivo de Entidades Negras lança documento de apoio à IV Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa


Marca da campanha contra a Intolerância Religiosa,
do Instituto Maria Preta, e criada pelo publicitário
João Silva, da Maria Comunicação


O Rio de Janeiro prepara-se para realizar em setembro de 2011 a maior manifestação da história recente contra a intolerância religiosa e a favor da liberdade de culto no Brasil. São esperados para a IV Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa e o Coletivo de Entidades Negras, organização membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro vem, publicamente, não só manifestar apoio à iniciativa, mas convocar seus filiados, de todo o país, a se fazerem presente neste que será, sem dúvida, um momento especial em defesa do inalienável direito à manifestação religiosa em nosso país.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lucidez do Pastor


Símbolo da diversidade religiosa,
 criada pelo publicitário João Silva,
para o Instituto Maria Preta
Parece mentira, mas foi verdade. No dia 1° de abril de 2010, o elenco do Santos atual campeão paulista de futebol foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas. O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.

Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.

Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo (24a), Marquinhos (28a) e André (19a) todos ídolos super-aguardados.

O motivo teria sido religioso: a instituição era o Lar Espírita Mensageiros da Luz, de Santos-SP, cujo lema é Assistência à Paralisia Cerebral

Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade. Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vista a camisa contra a Intolerância Religiosa!

Compre agora mesmo na Loja da Maria Preta a sua camisa contra a Intolerância Religiosa. Enviaremos para todo o Brasil.

Camisa contra a Intolerância Religiosa, com seu simbolo feito pelo publicitário João Silva


A Constituição Federal garante liberdade religiosa a todo cidadão brasileiro. Isso inclui o direito de escolher a religião que deseja e o de expressar as tradições e ritos da crença escolhida. Mas, nas comunidades afro-religiosas do Brasil isso não vem ocorrendo há anos. Em cada canto do país, adeptos das diversas religiões “ditas verdadeiras”, fazem suas próprias leis, perseguindo adeptos da Umbanda e do Candomblé, por pensarem não serem estas, “religiões verdadeiras”, mas quem pode dizer o que é verdadeiro ou falso quando se trata de religiosidade. O “verdadeiro” está na fé de cada um, está nas boas ações, no entender o outro como seu igual, suprimindo as diferenças, respeitando o livre arbítrio.

Em todo o Brasil grupos afro-religiosos unem-se para pedir o fim da discriminação e intolerância religiosa. Tem sido comum, caminhadas e fóruns, nos quais, o segmento afro-religioso, e até artistas, intelectuais e representantes de várias crenças, denunciam o preconceito e a perseguição por parte de outros grupos religiosos ou não.

Cotidianamente, lê-se nas revistas e jornais que os ataques são “sistemáticos”, inclusive pelos veículos de comunicação, por meio de programas evangélicos que mostram as religiões de matriz africana e ameríndias, como religiões do diabo.

O segmento afro-religioso convive com ofensas e com o desrespeito a sua crença; em cada esquina, vândalos depedram as oferendas aos orixás, que são simbologias importantíssimas para os afro-religiosos, dentre outros tipos de desrespeito e depedração.

Quem mais sofre com a intolerância e o preconceito são as crianças e as mulheres; as crianças, na escola, onde o Ensino religioso prega a religião cristã ou protestante, ao bel prazer dos professores, que sem pensar nas drásticas conseqüências de suas palavras para o psicológico de seus alunos, dizem a estes que os que não são católicos ou protestantes não são filhos de Deus. Fato recente, aconteceu com meu netinho de sete anos, na escola onde estuda, só porque ele ainda não está batizado em nenhuma religião. Quanto as mulheres, que têm de usar trajes na cor branca no período de suas obrigações, são taxadas de macumbeiras e seguidoras do diabo.

É fácil verificar que a idéia de intolerância religiosa parte da visão que muitos têm de que a sua religião é que é a verdadeira, e não abrem mão deste padrão, não se dão a chance de conhecer as outras culturas, outras religiões; contribuindo assim para o desrespeito com as demais religiões existentes, muitas delas, mais antigas que o catolicismo e que o protestantismo.

Tolerância religiosa significa reconhecer que cada povo, cada cultura, cada comunidade tem o direito de possuir sua própria religião e um modo próprio de reverenciar suas divindades. O que é padrão para um, pode não ser para outros, e ninguém tem o direito de impor qualquer religião ou crença a quem quer que seja. Tolerância significa aceitar o que parece errado, entender que o que é errado para uns, também tem sua verdade para outros; verdade esta que não é melhor nem pior do que qualquer outra verdade, e que deve ser respeitada não por bondade ou tolerância, mas principalmente, por acreditar que todos os grupos humanos possuem iguais poderes de ligação com a natureza divina; afinal, “ligação” ou “re-ligação ” nada mais é do que “religião”.


Artigo escrito por: Mara Sílvia Jucá Acácio,Profª substituta do Centro de Ciências Sociais e Educação - DLLT -Curso de Letras-UEPA e mestranda em Linguística da UFPa.

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