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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ceará - Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde do Ceará convida para reunião do Museu do Ceará

Em virtude de uma agenda movimentada e de ações em que a Rede
Nacional de Religiões Afro Brasileiras e Saúde no Ceará participou
como: O Seminário de Equidade, o Seminário de Saúde Mental, o
Seminário de Saúde sem Homofobia e reuniões com a Ciranda e a Rede
do Bom Jardim, sentimos a necessidade de convocar para o próximo dia 19/06 terça-feira às 14:00hs, mas uma reunião da Rede, que
acontecerá no auditório do Museu do Ceará, que fica situado ao lado
da Praça dos Leões no Centro da Cidade de Fortaleza.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Religiões afro: Governo sergipano lança cartilha e catálogo

Ministra Luiza bairros e Gov. Marcelo Déda
Proposta da Sedhic é transformar as publicações em material pedagógico
A ministra destacou o momento favorável do país para a promoção da igualdade racial
O governo de Sergipe lançou o catálogo Religiões de Matriz Africana e a Cartilha Pedagógica das Religiosidades de Matriz Africana e da Promoção da Igualdade Racial na última sexta-feira (20). O evento aconteceu no auditório da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease) e contou com a participação da ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, do governador Marcelo Déda, do secretário dos Direitos Humanos e da Cidadania, Luiz Eduardo Oliva, além de ialorixás, babalorixás, afrodescendentes e simpatizantes da cultura afro.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dia 16 de novembro, às 18 horas Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Solenidade oficial em homenageia os 103 anos da Umbanda


Há várias décadas atrás, seria inimaginável uma solenidade dessas, já que a Umbanda era uma religião hostilizada pelos detentores do poder. Mas, apesar de toda hostilidade, a fé venceu: sobreviveu às perseguições e hoje é professada por mais de 30 milhões de brasileiros.


A programação  da solenidade deste ano foi feita com muito esmêro. Estarão presentes personalidades, incluindo artistas que sempre fizeram questão de deixar claro que professam a fé umbandista. Mais do que isso: eles têm ajudado a divulgar e consolidar nossa crença no seio da sociedade.

Nesta solenidade do dia 16 de novembro, haverá numa grande corrente de fé, aproveitando a presença de centenas de dirigentes e mediuns, que juntamente com os ogans e seus atabaques, festejarão os guias.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lavagem do Bonfim 2011 - Viva a Diversidade !

Essa é camisa da Maria Preta para o Bomfim, e para depois do Bomfim também!
Adiquira já a sua para sairmos juntos propagando a idéia do Respeito a diversidade religiosa  e a Paz! Além é claro de estar contribuindo na manutenção da Vida da Maria Preta para outras ideias.
Estaremos colocando ela a venda em nossa loja no Blog por R$ 20,00 até a lavagem do Bomfim dia 13 de janeiro ela terá um desconto especial de 20%.


Quando: Agora
Onde comprar : Loja virtual da Maria Preta (clique aqui)
Ponto de encontro para a saída no Bomfim: Em Alaíde do Feijão - Aos pés do Elevador Lacerda
Objetivo - Colaborar na Manutenção da Maria Preta ,Propagar a paz e fazer Bonito!!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa reúne 120 mil em Copacabana

Marca Criada por João Silva 
Consegue imaginar um padre, um cigano, um pai de santo, e outros representantes religiosos em cima de um trio elétrico, brincando de trenzinho? A cena, que parece utópica, ocorreu ontem na tarde deste domingo, na 3ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que reuniu 120 mil pessoas na Praia de Copacabana.
O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, explicou que a iniciativa reivindica a criminalização da intolerância religiosa, já garantida por lei, e a aplicação da lei 10.639/2003, que obriga o ensino de história africanas escolas.
— Seria fundamental para a autoestima deste grande segmento da sociedade. E além do mais, a intolerância só vai acabar quando conhecermos a fundo o outro — reforçou.
A presidente da Congregação Espírita Umbandista do Brasil concordou. Ela mesma disse já ter discriminado o candomblé, antes dos 20 anos, quando ainda não conhecia a religião que veio a adotar. Para ela, o preconceito contra as religiões vem diminuindo, mas ainda é forte.
A caminhada...
— Achamos um panfleto dizendo que a umbanda é assassina, que distorce pessoas puras, que é macumbaria. É um ato criminoso, ainda mais diante de uma grande união de religiões como esta. Deus deve estar nos olhando lá de cima feliz, ao ver todos os seus filhos de mãos dadas — disse Fátima.

O convívio amigável entre as diferentes crenças era nítido na passeata. Pároco da igreja Santo Antonio dos Pobres, no Centro, padre Sérgio Marcos reuniu alguns fiéis para marcar presença. E aproveitou para cumprimentar algumas fiéis do candomblé.
Padre Sérgio Marcos, de igreja do Centro, com Doné Glória do Oxum, fiel da umbanda 
— Se engana quem pensa que só religião de origem africana sofre preconceito. Todos sofremos. Católico vive sendo chamado por aí de adorador de imagens, e não é exatamente isso que a nossa doutrina ensina. A tolerância tem que começar no seio das religiões, e é isso que o Papa e a Arquidiocese estão defendendo — explicou.
Fiel do candomblé há 30 anos, Doné Glória do Oxum disse que sente na pele o preconceito.
- Se a gente está de branco na rua, todo mundo fica olhando. Já teve gente me chamando de macumbeira, de filha do diabo, do encosto. Por isso, procuro conviver bem com todas as religiões. Perto da minha casa, em Sepetiba, tem uma igreja evangélica, e todo mundo me respeita bastante - afirmou.
A harmonia entre religiões extrapolou o diálogo. Deu-se também em música, coreografias e toda sorte de manifestação artística. A maior parte da passeata era aclimatada por repertório das mais variadas influências africanas. Mas havia espaço também para música cigana, com muitas cores e incenso.
Caminhada contou com música e dança cigana

- Se no próprio dicionário estamos definidos como trapaceiros e vagabundos, as pessoas vão achar que somos ladrões mesmo. Essa passeata é fundamental para que todos possam conhecer o que nossa cultura quer manifestar - diz o presidente da União Cigana do Brasil, Mio Vacite.
Fonte e fotos: Blog Religião e Fé - extra.globo.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Irmandade do Rosário dos Pretos .Patrimônio Imaterial



Cartaz de abertura - Maria Comunicação
Video - Patrícia Bernardes

Irmandade discute seus aspectos jurídicos e socias - II Seminário do Rosário dos Pretos

Aconteceu nesta sexta (17) no Auditório da Biblioteca dos Barris a segunda noite de debate relacionada ao II Seminário do Rosário dos Pretos. Na ocasião foram discutidos os aspectos jurídicos, sociais e de interpretação do Patrimônio Religioso em Salvador.
Questões quanto ao conceito do que é verdadeiramente material ou imaterial foram descritas de forma clara e prática através de uma carta-aberta lida aos seminaristaspela Profª Drª Cleide Vasconcelos Farias. O papel social da Irmandade do Rosário dos Pretos e demais Instituições Religiosas de Matriz Africana em Salvador, também foi mostrado e conceituado por Célia Sacramento, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Salvador, Doutora em Direito e Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e teve como moderador do debate o Padre Gabriel dos Santos.
“Somos um povo capaz de transformar tripa de porco em sarapatel e os joelhos do porco em mocotó; pratos típicos da culinária africana. Somos um povo empreendedor por natureza. Somos potencialmente capazes dentro da nossa matriz africana de fazermos nossa cultura ser transformada em recursos financeiros para nossa sobrevivência,” disse Célia Sacramento.
Segundo Célia, o que não nos leva a êxito nestas questões são a ausência de informação e o analfabetismo funcional. Por conta disso, o povo negro, do ponto de vista do Estado, se encontra na informalidade.
Partindo desse princípio, o papel das Irmandades Religiosas se torna mais presente nas famílias afrodescendentes com a função de “amenizar” os danos causados por esta “informalidade” no setor financeiro das famílias através da educação moral transmitida para as crianças e jovens destas comunidades; a ação social.
Desta forma, segundo Sacramento, o que era feito de forma precária, ganha uma ordenação assistida para que estas famílias entendam os seus deveres e se empoderem dos seus direitos. As ações afirmativas dentro de uma Irmandade Religiosa são potencializadas e promovem o atendimento social necessário para a manutenção das “tensões” existentes dentro de uma comunidade; papel este que deveria ser do Estado.
O ambiente empresarial das irmandades viabiliza um cunho social ativo empregando pessoas, gerando lucros e gerando riquezas. Ações e atividades de integração entre os valores éticos de um indivíduo é papel de toda associação, organização e/ou irmandade religiosa de matriz africana ou de qualquer outro segmento religioso, encerrou Sacramento.
A segunda questão exposta aos seminaristas foi o aspecto jurídico da Irmandade do Rosário dos Pretos com abrangência as demais irmandades existentes na Bahia. As colocações e posicionamentos sobre o assunto foi feita por Dr ° Balbino Simões. Para ele, os ideias liberais de capitalização da mão de obra negra com fundamentação jurídica precisam ser revistas e melhor tributariamente regulamentada; este é um dos maiores desafios. É necessário que o assistencialismo seja visto como libertação e atomização do cidadão negro e não mais a visão atrasada de assistencialismo “românico” do pão e circo antigamente aplicado.
Para Simões, a importância das fundações/irmandades/instituições de matriz africana perpassa pelo aspecto de constituição do patrimônio imaterial em suas questões jurídicas. Desta forma, o negro se posiciona diante do Estado de acordo com a realidade atual para que seus direitos sejam atendidos e discutidos de igual pra igual. Tudo feita de forma consciente e regulamentada.
A fundação/instituição//irmandade de matriz africana deve se mostrar como instrumento de realização de propósitos da intelectualidade do homem negro no Brasil. Diante disso, é possibilitado que a irmandade/fundação de ordem religiosa de matriz africana, a partir da organização jurídica, reestruture suas credenciais de funcionamento.
Associações e fundações caminham a passos curtos para sua finalização/fechamento de suas atividades devido a sua precariedade no que diz respeito aos seus aspectos jurídicos. A realidade atual das entidades religiosas da Bahia é que se faz necessário “implorar” ao Estado a sua reforma física e o repasse das verbas de manutenção, afirma Balbino.
“O povo negro e as ordenações religiosas, em âmbito geral, são prova viva a 300 anos de que podemos sobreviver ao tempo buscando a automização da sua história em sua raiz. A tradição sempre foi entregue de mão em mão. O desafio maior está dentro de nós que é enxergar o futuro em perspectivas. Nossos ancestrais já faziam isso”, finalizou Balbino Simões.
A última temática da noite foi justamente o Empreendedorismo Negro tendo como debatedor Edival Passos, Diretor Superintendente do Sebrae –Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Para Edival, preencher os espaços de cultura negra em suas oficinas,com atualização politicamente correta da sua documentação é um passo importante para dar perspectivas de retorno financeiro através do Empreendedorismo Individual. O empreendedor individual paga uma taxa mensal de R$57 e desta forma recebe atribuições legais para se tornar um micro empresário.
O tema final se mostrou controverso e polêmico já a maioria da população negra de Salvador sobrevive em sua maioria com os valores mensais referentes a um salário mínimo. Após as considerações finais de cada convidado a mesa do Seminário, todos foram convidados pelo Padre Gabriel a participar de um café acompanhados de produtos típicos da Bahia.
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Texto e Foto Patrícia Bernardes

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Islamofobia crescente

Intolerância religiosa

Muçulmanos americanos são tratados com preconceito, diz líder religioso

Os níveis da "islamofobia" nos Estados Unidos "talvez superem à do período imediatamente depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001", disse ontem o imã Feisal Abdul Rauf, em entrevista a veículos de imprensa internacionais. Diretor do projeto, que inclui atividades arquitetônica e conceitual para a construção de um centro islâmico a poucas quadras do local onde ficava o World Trade Center, o líder religioso Rauf fez estas declarações no programa "This Week", da emissora de televisão, a ABC. "Há uma crescente islamofobia neste país. Os muçulmanos americanos são tratados como se não fossem americanos, mas somos médicos, banqueiros, motoristas de táxis, fazemos parte da nação", afirmou. "O campo de batalha não é entre o Islã e o Ocidente, o campo de batalha é entre os moderados de todas as religiões no mundo todo e os radicais em todos os países", disse Rauf. O ímã afirmou ainda que se Terry Jones, chefe de uma seita cristã em Gainesville (Flórida), tivesse levado adiante seu plano de queimar em uma fogueira exemplares do Corão, "teria acontecido um desastre no mundo muçulmano". Jones voltou atrás e suspendeu o protesto alegando que seria parte de um acordo para que Rauf e seus associados transferissem o projeto do centro islâmico a outro lugar. "Como é possível comparar as duas coisas?", perguntou Rauf, que negou que haja tal acordo. "Como é possível comparar a profanação de escrituras sagradas para qualquer pessoa com um esforço para construir a paz e o entendimento entre as religiões?", questionou. "Os radicais e extremistas assumiram o controle da conversa sobre as relações entre os diferentes credos religiosos. Os radicais dos dois lados, os radicais nos Estados Unidos e os radicais no mundo muçulmano. Eles se nutrem reciprocamente", acrescentou Rauf. O imã reiterou ainda que se tomasse a decisão de construir o centro islâmico em alguma outra parte de Nova York, como concessão aos protestos, o "mundo muçulmano diria que o Islã está sob ataque nos Estados Unidos". "Isto fortalecerá os radicais no mundo muçulmano e lhes ajudará a recrutar militantes", continuou. Rauf indicou que toda a controvérsia que cerca agora o projeto do centro islâmico responde a interesses políticos. "Este projeto foi comentado em artigo na primeira página do ’New York Times’ em dezembro passado. Mas desde maio certos políticos, por razões políticas, decidiram que este projeto poderia ser útil para suas ambições e espalharam a controvérsia", concluiu.

Saiba Mais
Há quatro dias, a imprensa de todo o mundo acompanha as ações do pastor Terry Jones, líder de uma minúscula igreja em uma pequena cidade da Flórida. Ele chegou a anunciar que queimaria 200 exemplares do Corão. Depois, o pastor resolveu chantagear o imã Feisal Abdul Rauf, de Nova York. Jones condicionou a desistência de seu plano à promessa de desistência do projeto de construção de uma mesquita próxima ao local onde ficavam as Torres Gêmeas. Depois, o pastor teria desistido da empreitada.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Mãe Stella de Oxóssi abençoa a democracia


A Câmara dos Deputados realizou nesta segunda-feira (23/08/10) sessão solene em homenagem aos 100 anos do terreiro mais antigo do Brasil, o Ilê Axé Opó Afonjá, na Bahia de Todos os Santos. Mãe Stella de Oxóssi comanda o terreiro desde 1976, levando adiante uma história de crença e trabalhos sociais fundada por Mãe Aninha. A palavra foi concedida à lider do Ilê Axé Opó Afojá, que abençoou os deputados e a democracia: "O que tenho para pedir é que todos os Orixás abençoem a cada um de vocês. Vocês estão se doando, então que recebam integralmente cada um, de coração, de peito e de alma. Viva a democracia! Viva a Assembleia! Viva o Brasil! Que possamos sempre estar festejando e agradecendo aos homens e ao Divino tudo o que têm feito por nós, vendo que o sacrifício passado por nossos ancestrais deu resultado e valeu a pena. Que cada um de nós, cada dia, seja de alegria e de realização, com muitos anos de festejo. Boa sorte a todos. Considerem-se abençoados." (foto: Mauro Sampaio/Acessepiaui)
Enviado por Mariana Fumes

sábado, 7 de agosto de 2010

TERREIRO ILÊ AXÉ OPÔ AFONJÁ: 100 ANOS DE AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA

Na ultima sexta-feira (30), um dos mais antigos e tradicionais terreiros de Candomblé da Bahia, o Ilê Axé Opô Afonjá, comandado pela ialorixá Mãe Stella, completou 100 anos de criação com festa e discussões sobre a tradição religiosa de matriz africana. A cerimônia, realizada no barracão principal do terreiro, no bairro do Cabula, contou com a presença do secretário Especial para Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Elói Ferreira, da primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, e dos secretários estaduais de Cultura, Márcio Meirelles, e da Promoção da Igualdade, Luiza Bairros.

A festa foi aberta com uma saudação dos Alabés do terreiro à Casa. Depois, os convidados assistiram a uma apresentação de dança comandada pelo coreógrafo Clyde Morgan. Também houve o lançamento pelos Correios de um selo em homenagem ao centenário do terreiro, que traz a imagem de Xangô, o orixá da Casa, e da Bandeira do Brasil. Uma apresentação dos Filhos de Ghandy encerrou a cerimônia.

Os festejos continuam durante todo o fim de semana, com a realização de mesas redondas, palestras, inauguração do busto de Mãe Aninha, lançamento de livros, exibição de vídeos, apresentação do bloco Cortejo Afro, além de apresentações de grupos de capoeira, dança e da Banda Aiyê. A Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb) realiza a transmissão, via web, das comemorações, que ocorrerão até o próximo domingo (1º).

“É um momento para reverenciar o exemplo dessas mulheres, que durante 100 anos lutaram pela afirmação da identidade negra e da manutenção de suas raízes”, disse Luiza Bairros. O secretário da Cultura lembrou que festejar os 100 anos do Afonjá é comemorar a vitória do povo negro na Bahia. “Eles conseguiram vencer as adversidades e a perseguição para manter viva a tradição do Candomblé”.

Digitalização

Desde o ano passado, o Governo do Estado, por meio de uma parceria entre a Sepromi, a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb) e as Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), realiza o trabalho de digitalização do acervo do terreiro.

O Centro de Documentação e Memória Afonjá é especializado em cultura africana e afrobrasileira, tendo um vasto acervo bibliográfico, etnográfico e histórico, que poderá dar suporte às áreas governamentais voltadas para a execução de políticas públicas de promoção da igualdade racial.

História

Fundado em 1910 por um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca, comandado por Mãe Aninha, o Ilê Axé Opô Afonjá foi marcado pela luta de afirmação e manutenção das tradições religiosas. Durante estes 100 anos, cinco mães de santo comandaram o espaço, sempre com destacada atuação junto a sociedade baiana.

Em 1936, por exemplo, Mãe Aninha foi até o então presidente Getúlio Vargas para conseguir a liberação dos cultos, que eram fortemente combatidos pela polícia da época. Com a morte de Aninha, em 1938, a Casa passou a ser comandada pela ialorixá Bada, conhecida como Olufan Deiyi, seu nome sacerdotal, que governou o Ilê Axé de 1939 até 1941, quando veio a falecer. Para substituí-la, assumiu o matriarcado do templo, Maria Bibiana do Espírito Santo, a veneranda Mãe Senhora de Oxum.

Ela comandou o Ilê Axé Opô Afonjá, que, em português, significa “A Casa de Força Sustentada por Xangô”, durante 26 anos. Reformou, ampliou o terreiro e atraiu para os cultos nomes importantes da cultura baiana como Jorge Amado e Pierre Verger.

Depois de Mãe Senhora, o Afonjá passou a ser comandado por Mães Stella de Oxóssi, que até hoje ocupa o trono da Casa. Considerada a mais politizada e intelectual das ialorixás que estiveram à frente do terreiro, ela combateu o sincretismo religioso, escreveu livros, estimulou a pesquisa e o registro escrito das tradições como forma de manter a memória. Hoje, o Opô Afonjá tem uma escola modelo no ensino da cultura negra no Brasil, um museu com peças e documentos relativos ao culto do Candomblé, além de uma biblioteca.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ilê Axé Opô Afonjá comemora seu centenário nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira (30), a partir das 19h, na Rua Direta de São Gonçalo, no Cabula, terão início as comemorações do centenário do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, fundado em 1910 por um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca. O festejo contará com a saudação dos alabês (tocadores de atabaques), seguida da performance do dançarino e coreógrafo norte-americano Clyde Morgan e do lançamento do selo comemorativo pelos Correios. O primeiro dia da comemoração será encerrado com a apresentação do afoxé Filhos de Gandhy.

No sábado (31), a partir das 8h, acontecerá a inauguração do busto de Mãe Aninha, além da realização de mesas-redondas, palestras, lançamentos de livros e exibição de vídeos, além da exibição do bloco Cortejo Afro.

O terreiro, que tornou-se referência na construção de valores das religiões de matriz africana no estado, receberá ainda apresentações de grupos de capoeira, dança e da Banda Aiyê no domingo (1º), para o encerramento do evento.

Fonte : Agecom

100 Anos do Candomblé de São Gonçalo: E daí, nasceu o encanto!

PROGRAMAÇÃO

30 de Julho de 2010 (Sexta-feira)

Local: Barracão de Festas (traje branco)


19h00

Saudação à Casa : Alabês do Terreiro


19h20

Composição da Mesa de Abertura do Evento:

Mãe Stella de Oxóssi e Ogan José de Ribamar Feitosa Daniel, Presidente da Sociedade Cruz Santa.


20h00

Performance do dançarino e coreógrafo norte-americano Clyde Morgan


20h30

Lançamento de Selo Personalizado e Carimbo Comemorativo pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT


21h00

Coquetel e Apresentação do Afoxé Filhos de Gandhy e Convidados



31 de Julho de 2010 (Sábado)

Local: Barracão de Festas


08h00

Inscrição


09h00

Saudação Ritual aos Ancestrais e Inauguração do Busto de Mãe Aninha


09h30

Saudação à Casa


09h40

Palestra: “As Ìyálorixás do Ilê Axé Opô Afonjá”

Mediadora: Profª. Yeda Pessoa de Castro

Palestra: No Tempo de Mãe Aninha

Palestrante: Obá Muniz Sodré

Palestra : “Tia Cantu- Ìyá Egbé do Axé”

Palestrante: Babalorixá Bira de Xangô (RJ)

Palestra: No Tempo de Mãe Bada

Palestrante: Prof. Ubiratan Castro


11h00

Intervalo/Coffee Break


11h20

Palestra: No Tempo de Mãe Senhora

Palestrante: Obá Luis Domingos

Palestra: No Tempo de Mãe Ondina

Palestrante: Ègbón Adilson Almeida

Palestra: “Mãe Stella, a Ìyálorixá dos 100 Anos do Candomblé de São Gonçalo”

Palestrante: Prof. Jaime Sodré


13h00

Encerramento do dia – Tarde livre


17h00

Lançamento de Publicações: “Cartilha de Contos de Detinha de Xangô” e “Xangô. O Senhor da Casa de Fogo”, de Raul Lody


18h30

Exibição de documentário


20h00

Coquetel e Apresentação do Bloco Cortejo Afro e Convidados




01 de agosto de 2010 (Domingo)

Local: Barracão de Festas


09h00

Saudação à Casa


09h30

Palestra: Em Busca das Raízes Gurunsi do Ilê Axé Opô Afonjá: Uma Jornada ao Norte de Gana”

Palestrante: Maria Paula Adinolfi


10h20

Apresentação do Griô Doudou Rose Thioune


10h30

Apresentação dos Alunos do Grupo de Capoeira do Terreiro


11h00

Apresentação dos Alunos da Oficina de Dança do Ilê Axé Opô Afonjá


11h30

Coquetel de Encerramento com Apresentação da Banda Aiyê (Ilê Aiyê) e Convidados

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