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terça-feira, 5 de junho de 2012

Mães de Santo são homenageadas no Reconcavo baiano e promove mesa redonda com o tema - "Mãe Quissasse - Ancestralidade Viva!".

Da esquerda para a direita: 
Makota Silvia Bamburucema e 
Mameto-de-inquice Quissasse de Roxemucumbe 
A Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), em parceira com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), promove, no auditório da Casa da Cultura de Maragojipe, no dia 11 de junho, a partir das 09h, um evento no qual a história de vida, as experiências e a trajetória de uma das mais conceituadas mães de santo do Recôncavo serão justamente valorizadas. A homenageada deste dia é a Mameto-de-inquice Isabel da Conceição, mais conhecida como Mãe Quissasse. O encontro contará com palestras e fotos que trarão à tona a estrutura cultural da Nação Angola, principalmente no que diz respeito às divindades e laços com outras nações. Em seu momento maior, o evento irá discutir numa mesa redonda o tema:"Mãe Quissasse - Ancestralidade Viva!".

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ministra Luiza Bairros lança Edital voltado para o fortalecimento institucional das comunidades tradicionais

Ministra Luiza Bairros lança Edital 
A Chamada Pública já está disponível no Site do Ministério, e totaliza um investimento de R$ 1,2 milhões em projetos voltados para o fortalecimento institucional das comunidades tradicionais
A defesa da ancestralidade africana como instrumento essencial no combate à violência e à discriminação é compromisso fundamental da política de promoção da igualdade racial. Com esta compreensão, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) acaba de lançar edital voltado para comunidades tradicionais de matriz africana. Ao todo, serão investidos R$1,2 milhões para projetos que poderão contar com suporte financeiro entre R$60 mil e R$120 mil.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Cultura afro brasileira na Itália - Cortejo do "Arrastão de Yemanjá" leva às ruas de Milão, na Itália, a bênção da rainha do mar


Foto: Jamile Amine

A famosa festa de Yemanjá, que na Bahia é celebrada no 2 de fevereiro, será remontada no dia 13 de maio, às margens do Rio Darsena, situado n a área de um dos mais belos e conhecidos pontos turísticos de Milão: o Naviglio, sistema de canais que atravessa a cidade italiana. 
Muitos podem se perguntar o motivo pelo qual o cortejo é realizado três meses após a data oficial, mas a razão é simples: em fevereiro os europeus estão em pleno inverno, e realizar o evento em meio à neve e em temperaturas muito baixas é uma tarefa complicada.

O Arrastão de Yemanjá nasceu em 1993, como iniciativa do ator e músico baiano Kal dos Santos, com o objetivo de homenagear a rainha do mar e divulgar a cultura brasileira, que vai muito além da imagem estereotipada das mulatas e futebol.

Últimos dias da Exposição "Pedra da Memória" - semelhanças culturais entre Benin e Brasil


Até 13 de maio, o projeto Pedra da Memória, montado no Espaço CAIXA Cultural, é um convite aberto e gratuito para que o público baiano se reconheça na cultura do Benin. O passeio pelo país africano acontece por intermédio da memória do Babalorixá da Casa Fanti Ashanti, Euclides Talabyan, e do olhar da pesquisadora Renata Amaral, ambos registrados no documentário musical e na exposição fotográfica, que resultam em um material inédito no Brasil.

Trata-se do fruto da pesquisa realizada na África Ocidental, incentivando um profundo diálogo entre a cultura do Brasil e do Benin, ao reunir representantes da Casa Fanti Ashanti (Maranhão) com comunidades de culto Vodum beninenses.

Até a penúltima semana, cerca de 1.500 pessoas visitaram a exposição, o que representou um dos maiores registros de público da Caixa Cultural de Salvador. A pesquisadora Renata Amaral se declara bastante feliz pelo projeto ter sido exibido, pela primeira vez no Brasil, justamente na capital mais ancestral e miscigenada do país.

É fácil verificar, através do livro de registro de visitantes, os elogios que as pessoas fizeram ao ver o documentário e fotos expostas.

Quem quiser embarcar nessa viagem ancestral deve aproveitar a oportunidade, até o dia 13. A entrada é franca.


Serviço:
Exposição Fotográfica e Exibição do videodocumentário “Pedra da Memória”
Visitação: até 13 de maio de 2012, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h
Entrada: franca
Estacionamento gratuito ao lado
Classificação: livre para todos os públicos
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador (BA)
Informações: (71) 3241-4200

quinta-feira, 22 de março de 2012

Aos 83 anos de idade, parte para o Orùn, uma das maiores dignitárias do Candomblé, morre mãe Cidália de Iroko, antiga Egbon do Terreiro do Gantois.

Mãe Cidália de Iroko (foto mural Facebbok Ailton Ferreira)
A Casa de Òsùmàrè sente sobremaneira essa perda, haja vista, possuir laços estreitos com a Agba Njena do Ase Iyamase, pessoa de elevada estima para a Comunidade e para o Sacerdote  Pai Pecê de Òsùmàrè.
O Candomblé perdeu dia 20 de março de 2012, uma das mais sábias mulheres da religião, que possuía em seu sangue, a pujante cultura Nagô, mais que isso, soube como poucos, conduzir com maestria o ensinamento absorvido ao longo de décadas, disseminando com louvor a herança africana, oriunda da sua nobre ancestralidade.
A Casa de Òsùmàrè lamentou profundamente a morte de Mãe Cidália, que superou os 70 anos de iniciada, sendo sempre uma referência para todos da comunidade e, sobretudo, uma grande amiga para todas as horas.
"A morte física é somente uma passagem, para o recomeço da vida, desta feita, diante de Olodunmare, no Orùn".

Ìyá Cidália Iku Agba Lese Òrìsà
Mãe Cidália, Morreu Anciã, aos pés do Òrìsà

Casa de Òsùmàrè 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Negra Jhô em exposição "Coroa de Ouro" no Pelourinho

Negra Jho com Alaide do Feijao na Quitando Saber 2011
Quem for ao Pelourinho visitar a exposição poderá conferir um pouco da arte que Negra Jhô vem produzindo na cabeça de baianos e turistas do mundo inteiro. “Deusa do Ébano”, “Zumbi dos Palmares”, “Rainha Nzinga” e “Carmem Miranda” são alguns dos nomes escolhidos para identificar os turbantes.
Serviço: Exposição Coroa de Ouro
Quando: de Terca a Domingo
Horário: 10h às 18h (ter a sex) e 13h às 17h (sáb, dom e feriados
Onde :Museu de ceramica Udo Knoff - Pelourinho

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

ILÊ AYIÊ DEBATE TEMA DO SEU CARNAVAL: "NEGROS DO SUL. LÁ TAMBÉM TEM"

É numerosa a população negra no Sul do pais, mas completamente invisível pois, para o senso comum, estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina são sinônimos de cultura branca e imigração européia. Esta foi a principal constatação extraída da mesa redonda que reuniu na noite da última sexta-feira, dia 30 de setembro, na Senzala do Barro Preto, no Curuzu, estudiosos dos três estados em questão para aprofundar aquele que será o tema do Ilê Aiyê no próximo Carnaval: “Negros do Sul. 

Lá também tem”. - Pouca gente sabe, mas o Paraná é o estado mais negro da região Sul, com uma população afrodescente de cerca de três milhões de pessoas, o que corresponde a 27,4 por cento da população total do estado”, contabilizou a socióloga Lena Garcia, doutora pela Unesp, uma das participantes da mesa redonda, que reuniu também as estudiosas em cultura negra Lucia Brito(RS) e Geruse Romão(SC). 

domingo, 4 de setembro de 2011

CALENDÁRIO NEGRO - SETEMBRO

04 - Promulgação da lei Euzébio de Queiroz, extinguindo o tráfico de escravos no Brasil / 1850
 07 - Criação do Grupo União e Consciência Negra do Brasil / 1981
 10 - Morte do líder angolano Agostinho Neto / 1979
12 – Assassinato de Steve Biko, lider sulafricano, idealizador da Consciência Negra
11 - Independência do Senegal, África / 1960
14 - É fundado o jornal O Homem de Cor, o primeiro da imprensa negra brasileira / 1833
16 - Fundação da Frente Negra Brasileira, maior entidade da primeira metade do século, primeiro partido político de afro-descendentes/ 1931
18 - Circula o primeiro número do jornal A Voz da Raça, jornal da Frente Negra / 1933
18 - Decreto do Presidente Getúlio Vargas diz que o Brasil precisa desenvolver, em relação à imigração, "as características mais convenientes de sua ascendência européia"
21 - Independência do Mali / 1960 22 - Libertação jurídica dos escravos nos EUA / 1862
22 - Independência do Mali, África / 1960
23 – Dia Internacional contra a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças
24 - Independência da Guiné-Bissau, África / 1973
27 - Dia dos Idosos
28 - Aprovada a Lei do Ventre Livre / 1871
28 - Assinada a Lei do Sexagenário / 1885

domingo, 14 de agosto de 2011

Oficina ensina história da cultura afro e afro-brasileira em São José dos Pinhais - Paraná

A prefeitura de São José dos Pinhais, no Paraná, oferece a alunos da Escola de Linguagens Culturais e interessados da comunidade em geral a oficina Kizomba (Na Roda com a Cultura Afro), sobre cultura africana e afro-brasileira, que será realizada de 17 a 19 de agosto, pela Secretaria Municipal de Cultura.

O objetivo da oficina é divulgar e valorizar as influências africanas e afro-brasileiras em toda a cultura nacional, com ênfase na cultura contemporânea, incluindo a música, as artes cênicas, a literatura e a culinária. “A ideia é ofertar para os alunos da Escola de Linguagens Culturais, da rede pública de ensino e ao público interessado um conhecimento mais amplo a respeito das influências que a cultura afro tem na cultura brasileira”, disse Lisandro César Vieira, chefe da Divisão de Artes Plásticas e Literatura da Secretaria Municipal de Cultura.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mês de Maria : New York!

Publicitário João Silva no lançamento da revista Maria 15 anos, em evento em Nova Iorque

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

AfroReggae - 18 anos


Rio - ‘Chegamos. Já era hora de alguém tomar essa iniciativa’. O trecho de apresentação do número zero do jornal Afro Reggae Notícias, publicado dia 21 de janeiro de 1993, parecia prever o futuro do que viria a ser o Grupo Cultural AfroReggae que, há exatos 18 anos, une as favelas ao asfalto através da cultura, pela inclusão social. [...]


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Portela quer levantar o público com batida afro

A mistura de ritmos que enfeitiçou Nilo Sérgio na viagem à África do Sul, na Copa do Mundo de 2010, vai virar uma bossa abrasileirada na apresentação da bateria da Portela este ano na Avenida. O mestre tem mesclado a nova e a antiga gerações num desafio de inovar sem interferir na tradição da "Tabajara do Samba".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

No Racism Here! Campanha da Maria Preta ganha apoio de negros americanos.

A campanha do Instituto Maria Preta “No Racism Here!” ganhou o apoio e adesão de empresas, entidades e lideranças americanas em New York.

Jornalista Marta Arruda - New York - NY
 Concita Pinto e Juliana Oliveira, presidente e a vice presidente do Instituto Maria Preta apresentaram a campanha No Racism Here no dia 30 de dezembro de 2010 no Restaurante Silvia's no Harlem (bairro negro de NY), durante o evento foram adquiridas algumas camisetas e alguns participantes destacaram a criatividade da marca/símbolo que segundo os americanos representam o globo terrestre.

O Jornalista Ivy Goulart diretor do premiado filme
Além da Luz ( Press Award)

A receptividade é incrível em NY, Concita se disse muito emocionada com o apoio e carinho recebido com a campanha ela faz questão de destacar o endereço para aquisição da camiseta “não basta gostar é preciso comprar e vestir ”  www.mariapreta.org
Jaga e Remi Adebule - do Sylvia's no Harlem  para Philadelphia 

Sylvia's - Harlem - New York - NY

A campanha também já foi lançada em Viena, Áustria a convite de Queila Rosa, dirigente da ABRASA ,  uma organização sem fins lucrativos que combate a discriminação social contra imigrantes no país.
Meninos pintores de Angola - Viena - Áustria






quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Outras Áfricas" ensina a sermos transformadores da realidade

É comum ouvir - “o ESTADO tem que fazer alguma coisa, tem que incentivar isso ou aquilo, esse ou aquele segmento”. Um blá blá blá de bandeirolas, contraproducentes, geralmente vindo daqueles, que fazem do seu medo de se comprometer uma bandeira de luta. Até quando essas pessoas não perceberam que ficarmos chacoalhando chapéu a frente do poder público, será os miseráveis pedintes. Mas quando se resolve fazer, a qualquer custo, os meios surgem, e se não surge a vontade coletiva se encarrega disso. Não estou dizendo que recursos não sejam necessários, são e temos que correr atrás, para manter profissionais e, sobretudo a qualidade dos trabalhos propostos.
A questão é essa, se propor a realizar, a fazer a diferença. Nós artistas temos a competência e a sensibilidade de comunicar-se diretamente com as necessidades, de vivenciá-las e transformá-las. Para o Estado e seus representantes, com seus sorrisos amarelos em tempos de campanha, vêem essa realidade, não na troca, mas nos laudos estatísticos.
Quando o ator Jorge Washington um dos integrantes do grupo BANDO DE TEATRO OLODUM me contou do projeto Outras Áfricas, me encheu os olhos. E esse grupo me conquistou em mais uma de suas facetas, porque nessa rede, já tinha postados alguns artigos sobre a qualidade artística desse Bando de gente de talento. São vinte anos bem vividos onde esses artistas madureceram, e tornaram cônscios que são transformadores da realidade.
Quando se trata de trabalhos de inclusão social, vêem as nossas mentes (um ex.) oficinas programadas cujo objetivo tirar as crianças das drogas. E pronto! Resolvido o problema. O trabalho inclusivo é mais que isso, tem que florescer o espírito de cidadania e o amor a vida. Através do sentir-se cidadão, a pessoa vai ter discernimento de seu livre arbítrio, e amando a si, ele amará seu próximo. Tenho uma experiência com trabalhos de inclusão o qual gostaria de citar: - A CIA CAOS8 DE TEATRO que sou coordenador tinha projeto de apresentações de espetáculos, com patrocínio da ERICSSON TELECOMUNICAÇÕES. O projeto visava apresentarmos um espetáculo de teatro, por mês, para as unidades da AACD, espetáculos curtos, com temáticas sociais. O sucesso do projeto era garantido, a cada espetáculo, as crianças, estavam mais participativas. Mas sentíamos que podíamos fazer mais. Um determinado ano foi proposto ao parceiro (patrocinador) uma oficina de teatro, esse se portou de forma profissional dizendo NÃO, no momento não reza no contrato de patrocínio esse tipo de atividade. Fizemos uma proposta, a companhia dará uma oficina, a título de laboratório, se funcionar, incluiremos no próximo ano. Assim acordamos. Uma profissional da empresa ao vir às primeiras aulas, com crianças que mal mexiam o pescoço. Incrédula me pergunta: - Sérgio você acha que vai dar certo isso? Resposta: não tenho a menor idéia, estou aqui para tentar.
Valeu ter tentado. Essa iniciativa teve como resultado, 12 espetáculos patrocinados, com turmas de todas as unidades onde o público assistia artistas em cena, apagando a imagem de cadeirantes e crianças com necessidades especiais, onde suas carências, psicológicas e necessidades de inclusão e acessibilidade ainda um passivo social muito grande.
Falo com toda autoridade que esse tipo de experiência me proporcionou. O grupo Bando de Teatro Olodum, através do projeto “Outras Áfricas”, em parceria com 7 escolas públicas (municipais e estaduais) e instituições sócio-culturais de Salvador esta criando cidadãos da mais alta qualidade. E o publico que for conferir, vai ver uma ação social de fato, e quem procurar os arquétipos da carência dessas populações, se frustrará, porque já despacharam para dar o lugar ao seu novo momento, a graça de serem artistas. Vale a oportunidade, as empresas que procuram um projeto transformador, onde desejam associar suas marcas, como socialmente responsáveis, aproveitem será um investimento social de grande valia.
Ações dessa qualidade o poder público, não tem habilidade e nem competência para realizar. E mesmo, se quer valorizar. A realidade é distante da vida conspiradora a qual vivem. Portanto o MINC é beneficiado pelo projeto, quantos todos envolvidos, a “aliança” de interesse coletivo. Sabido que também no segundo setor, há necessidades de projetos de responsabilidade social, de suas empresas, e suprem suas carentes de parceiros no terceiro setor.
O Bando nos mostra, não espere, faça, e verão que eles precisam mais do SEU TRABALHO que o TRABALHO, deles. Porque acima de um projeto inclusivo, são de fato transformadores da realidade.

Escrito por Sérgio Cumino (Ator e Diretor de Teatro, Poeta e Gestor de Projetos Sociais) 
Colaboração: Patrícia Bernardes Sousa

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Quilombinho: Pela valorização da cultura afro-brasileira

Há sete anos, o Centro Cultural Quilombinho luta pelo trabalho de divulgação da cultura afro-brasileira em Sorocaba. A entidade que começou como um projeto, no dia 4 de junho de 2003, no Clube 28 de Setembro, propõe o resgate da autoestima dos escravos-descendentes por meio da valorização e da difusão da cultura desse povo. Cerca de 50 crianças e adolescentes, de 6 a 18 anos, de famílias carentes desenvolvem na instituição atividades de conscientização e socioculturais mesclando o conhecimento da história e a reflexão da sua comunidade contemporânea. Todas as ações são extensivas aos familiares que ajudam, inclusive, na organização de eventos promovidos pelo Centro Cultural Quilombinho.
 Apesar de procurar valorizar a cultura afro-brasileira, as crianças e adolescentes trabalham também com diversas etnias, a fim de enriquecer o conhecimento sobre as variadas culturas brasileiras, explica a coordenadora de projetos Rosângela Cecília da Silva Alves. Incluída no programa da Prefeitura de Sorocaba ‘Roteiro Educador, o Quilombinho começou a se tornar cada vez mais conhecido. Sob o slogan ‘Cuidando do Futuro com Carinho, o Centro Cultural oferece uma série de atividades a seus alunos que, para participarem do programa, precisam estar matriculados na escola. Maracatu, capoeira, maculelê fazem parte das atividades do grupo. A entidade Pintura Solidária proporciona aos jovens momentos de introspecção e exteriorização da arte, por meio da pintura. Além disso, participam com frequência de ações que trabalham a linguagem do corpo, como dança e música. Conhecimentos sobre solidariedade, valores, drogas, sexualidade são temas muitas vezes abordados em palestras.
Tanto os alunos quanto seus pais assistem às filmografias que retratam questões sociais, étnicas e culturais dentro do programa Cineclube Quilombinho. O Centro Cultural é aberto ao público também. Entre as atividades, está a participação do grupo ‘Panela de Samba, às terças-feiras, às 19h30, na qual as pessoas levam suas composições que são postas em uma panela, misturadas e, a partir daí, o grupo cria a música. É muito divertido e interativo!, observa Rosângela, que completa: É a preservação e o resgate do samba de raiz.
Ela lembra que o Centro Cultural lançará, em breve, uma escola para ensinar a tocar instrumentos de Escola de Samba. Atualmente, o Quilombinho tem o seu bloco carnavalesco, o Bloco Quilombinho. Para o ano que vem, a entidade inicia um curso de seis módulos, em parceria com a Prefeitura de Sorocaba, para a formação de professores em Cultura Afro-brasileira. Esse curso será um marco na história de Sorocaba, aposta Rosângela.
Outra parceria interessante do Centro Cultural Quilombinho é com a rede McDonalds. A parceria consiste na exposição de trabalhos feitos na entidade nos restaurantes daquela franquia norte-americana, entre os dias 1º e 30 de novembro. O projeto que recebeu o nome de ‘Amo Muito o Quilombinho divulgará o trabalho da entidade e, também, da cultura afro-brasileira. Rosângela explica que a exposição não são aqueles quadros que ficam em um determinado local para que as pessoas vejam. Na verdade, a divulgação será feita no papel que serve de forração às bandejas do restaurante, quando são servidas as refeições aos clientes.
SERVIÇO - Centro Cultural Quilombinho
Rua Caramuru, 203, Vila Leão
(15) 3018-8090 ou 9741-2369
www.crearte.com.br/quilombinho
Notícia publicada na edição de 21/10/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno C -

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

52º Prêmio Jabuti premia Cultura Afro-brasileira

52º Prêmio Jabuti premia Cultura Afro-brasileira

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Entre os 21 livros que receberão o 52º Prêmio Jabuti, no dia 04 de novembro, em São Paulo, está “Uma História da Cultura Afro-brasileira”, dos autores Walter Fraga e Wlamyra R. de Albuquerque, que venceu em primeiro lugar, na categoria Didático e Paradidático. O livro aborda diversas referências sobre a história, a geografia e a cultura da África, sobre o tráfico de escravos e sobre suas condições de vida no Brasil. Em entrevista ao CORREIO NAGÔ, a Doutora em História Social pela Unicamp e professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana – BA, Wamyra R. de Albuquerque fala sobre a importância de ganhar o mais importante prêmio literário do Brasil e sobre o tipo de produção voltado para essa temática.


CN: Do que se trata o livro?
WA: O livro trata da cultura afro-brasileira numa perspectiva histórica. O que fizemos (o livro é co-autoria com Walter Fraga) foi escolher assuntos importantes da nossa história e, a partir de pesquisas de diversos autores, recontá-los enfatizando o papel decisivo que os povos africanos e descendentes tiveram na constituição da nossa cultura. Em “Uma História da cultura afro-brasileira” não tratamos as histórias destes povos como contribuições periféricas à cultura nacional, mas como forças dinâmicas que formaram os modos de viver no Brasil.
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CN: Para você qual a importância de ganhar o mais importante prêmio literário do Brasil?
WA: Sobre a importância do prêmio devo dizer que ainda estou numa nuvem de surpresa e felicidade, porque nunca imaginei que esta temática pudesse nos render um prêmio. O Jabuti é o mais importante prêmio literário do país, portanto estamos entre perplexos e orgulhosos pelo livro. Passado o susto, começo a pensar na importância desta premiação para dar visibilidade ao esforço de tantos autores que pesquisam e publicam nesta área.
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CN: Qual a importância deste tipo de produção, já que os professores ainda reclamam da falta de material pedagógico para cumprir a lei 10.639?
WA: Acho que para os professores este livro se soma ao empenho deles, tanto os da rede pública quanto da privada, em oferecer aos alunos conteúdos e abordagens mais antenadas com questões que ainda são difíceis de serem abordadas no espaço escolar. As discussões sobre raça e cultura nacional estão, e acho que continuarão a estar em aberto na nossa sociedade, porque não fundamentais e sempre inacabadas. E é bom que seja assim. Um dos saldos positivos das políticas de inclusão racial foi o de tirar da sombra os debates sobre raça, identidades e culturas miscigenadas no Brasil. A gente espera que o livro ajude os professores a enfrentar estas questões com os seus alunos.

Fonte: Correio Nagô

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Oxalá reina no Curuzu ...Doné Hildelice Benta


    A quinta filha de Mãe Hilda de Jitolu , Doné Hildelice Benta dos Santos , falou pela primeira vez em público , na noite desta segunda (27), aos participaram da Semana da Mãe Preta 2010, no Curuzu.Na ocasião, a nova mentora espiritual do Terreiro Ilê Axé Jitolu, filha de Oxalá, falou sobre as responsabilidades e desafios na direção da Escola Mãe Hilda e também como guia espiritual do Bloco Afro Ilê Aiyê.


Texto e Foto : Patrícia Bernardes (Jornalista e Gestora Social)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Beje Eró ...um outro Ogunjá

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Em vídeo-entrevista na tarde desta segunda(27),Anativo Oliveira e Rejane Maia do Grupo de Teatro Beje Eró falam sobre a importância da Educação e da Arte para Crianças e Jovens de Salvador. O Grupo de Teatro Beje Eró realiza suas Oficinas de Dança e Teatro no bairro do Ogunjá.
Informações: (71 ) 8637- 1644

Confira o video








Vídeo:Patrícia Bernardes
(Jornalista e Gestora Social)

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