quinta-feira, 25 de junho de 2009

Maxi López nega racismo e é liberado; polícia instaura inquérito

- Registramos aqui nossa indignação, essa materia deveria estar nas paginas policias e não de esporte!
reproduzimos na integra.E gostariamos de saber sua opnião.
Do UOL Esporte
Em Belo Horizonte
Após a vitória do Cruzeiro por 3 a 1 sobre o Grêmio, nesta quarta-feira, no Mineirão, pela semifinal da Copa Libertadores, o volante do time mineiro Elicarlos acusou o atacante argentino da equipe gaúcha, Maxi López, de ter cometido ofensas racistas durante a partida. Em consequência da acusação, policiais civis e militares cercaram o ônibus da delegação gremista, com o objetivo de tomar o depoimento do jogador do clube gaúcho. Isso foi feito ainda no Mineirão e, por volta de 1h50, o jogador deixou a delegacia sem dar declarações.
Elicarlos alega que Maxi López o chamou de "macaco". "Fui atrasar o jogo do time do Grêmio, o atacante Maxi López me chamou de macaco, eu e o Wagner partimos para cima dele. Ele falou isso para mim", relatou o jogador do Cruzeiro.

Depois de negar, em depoimento prestado à delegada Roseli Barcelos Neves, ter chamado o volante Elicarlos de "macaco", como acusou o jogador celeste, o atacante argentino Maxi López, do Grêmio, foi liberado para deixar o Mineirão. De acordo com o também delegado de polícia Daniel Barcelos será instaurado o inquérito policial para investigar se houve realmente o crime de injúria qualificada.Ele informou que Elicarlos, em seu depoimento, confirmou a acusação feita ainda durante o jogo em que o Cruzeiro venceu o Grêmio, por 3 a 1, saindo à frente na disputa por vaga na final da Libertadores. "Ele manteve a versão dele de que foi chamado de macaco e o jogador Maxi López negou veemente qualquer tipo de expressão nesse sentido", contou.
Ao deixar a delegacia de polícia civil do Mineirão, a 1h50 da madrugada de quinta-feira, após o depoimento prestado à delegacia Roseli Baeta Neves pelo atacante Maxi López, acusado de racismo pelo volante celeste Elicarlos, no jogo entre Cruzeiro e Grêmio, o técnico Paulo Autuori confirmou ter recebido "voz de prisão".
Paulo Autuori procurou minimizar o fato. Indagado sobre o motivo da sua prisão, o treinador foi objetivo. "Não sei e nem quero saber. Não sou um vagabundo, criminoso", afirmou o técnico do Grêmio, para quem está tudo resolvido.
Daniel Barcelos disse que Paulo Autuori em algum momento se exaltou, mas, no entendimento da delegada Roseli Neves optou por relevar. "Ela entendeu como mero desabafo, que não configuraria infração penal", explicou o delegado.
Segundo ele, a presença de todos os jogadores do Grêmio na delegacia se deveu ao fato de Maxi López ter colocado os atletas à disposição da Polícia Civil de Minas Gerais para serem ouvidos como testemunha de defesa. O policial disse que o atacante argentino está liberado para seguir normalmente a Porto Alegre.
"A investigação prosseguirá, se necessário for, será expedida carta precatória para que ele seja ouvido. Não há em se falar em indiciamento. O que temos neste momento é a versão de um jogador contra a versão de outro, estamos iniciando a investigação que será concluída e ao final é que poderá se falar em indiciamento", comentou.
Daniel Barcelos explicou que a Polícia Civil entendeu ser situação complicada para se fazer prova imediata. "Poderíamos ouvir todos os jogadores do Cruzeiro e todos os do Grêmio, seria a palavra de 11 do Cruzeiro contra 11 do Grêmio, entendemos por bem não se necessário nesse momento", destacou.
Falta seriedade
Paulo Autuori disse ainda esperar que o Cruzeiro não espere um clima ruim no jogo da volta em Porto Alegre, na próxima quinta-feira. "Os responsáveis por isso é que devem estar preocupados, porque infelizmente já vimos esse filme, já vimos esse filme em São Paulo, não deu em nada, muita gente apareceu, acabou tudo como tudo acaba no Brasil", comentou Paulo Autuori, que já comandou o Cruzeiro por três vezes, sendo campeão da Libertadores, em 1997, pelo time celeste.
Segundo o treinador, o Brasil precisa ser mais sério. Ele disse que não conversou com Maxi Lopes, por ter tido tempo para nada, mas observou que situações de racismo acontecem rotineiramente no Brasil. "Temos mais coisas sérias para tratar", afirmou Autuori. Quando citou o caso de São Paulo, ele se referiu à denuncia de Grafite, então jogador do São Paulo, contra Desábato, em jogo com o Quilmes, pela Libertadores de 2005.
O supervisor do Cruzeiro, Benecy Queiroz, que acompanhou Elicarlos à delegacia, procurou tranquilizar a situação. "Nosso advogado conduziu o processo adequadamente, a polícia ouviu a posição e vamos aguardar agora o resultado. A diretoria do Grêmio entendeu a posição, o Paulo Autuori e a gente espera que tudo se resolva em paz", observou. Para Benecy Queiróz, a fala de Maxi López pode ser atribuída a um "momento impensado".
O diretor de futebol gremista, André Krieger, criticou duramente a Elicarlos. "É uma mentira deslavada desse menino, produção ridícula de um fato. Coisa dessas raposas velhas que comandam o Cruzeiro, forjando uma queixa", afirmou.
Luiz Onofre Meira, assessor do departamento de futebol do Grêmio, observou que o clima que cercou o caso não conduz com uma competição de futebol. "Tivemos de passar por um clima de insegurança, de incompreensão, os policias usando de uma agressividade fora do comum, inclusive com situações de puxarem armas e até mesmo algemando nosso segurança que tentava contornar a situação. Isso é lamentável, que ocorra uma situação dessas entre o Grêmio e o Cruzeiro", afirmou.
Depois que Elicarlos registrou queixa de racismo contra Maxi López, policiais civis e militares cercaram o ônibus do Grêmio, que foi impedido de deixar o Mineirão, e entraram no ônibus. Depois de um impasse, e Maxi López acompanhado de todos os seus companheiros, do técnico Paulo Autuori e de dirigentes do clube se dirigiram à delegacia instalada no estádio. O jogador foi ouvido e liberado em seguida.
Segundo Luiz Onofre, o Grêmio vai para Porto Alegre consciente de que procedeu da melhor forma possível. "Buscamos o diálogo e esperamos que para quinta-feira a gente resolva esta situação dentro de campo e que o Grêmio saia de campo classificado", comentou.
"O Máxi não precisou nos falar absolutamente nada, o que nós vimos foi que aconteceu um desentendimento que é absolutamente normal dentro de um jogo. O que nós vimos foi o Maxi ser agredido por jogadores do Cruzeiro, com a conivência do árbitro auxiliar que não tomou nenhuma atitude", protestou o assessor gremista. Ao chegar no Hotel Ouro Minas, onde a delegação está hospedada, Maxi López subiu imediatamente ao seu apartamento, sem dar nenhuma declaração à imprensa.

E aí o que você acha?

7 comentários:

J. Fernando disse...

o preconceito se traveste de muitas formas, apostar nos descaso é uma delas basta agente ver o que dise Paulo Autuori, "Os responsáveis por isso é que devem estar preocupados, porque infelizmente já vimos esse filme, já vimos esse filme em São Paulo, não deu em nada, muita gente apareceu, acabou tudo como tudo acaba no Brasil",fico cada vez mais perplexo diante da certeza da impunidade no brasil(nesse caso é com letra minuscula mesmo.
ONDE ESTÃO NOSSOS REPRESENTANTES NEGROS?

Anônimo disse...

Argentino é racista, chama brasileiro em geral de macacos, e ele tinha mais que ficar preso, porque o crime é inafiançável. Incrível é a posição deste técnico.

Manoel Oliveira disse...

o que será mais preconceituoso? o Elicarlos ser chamado de Macaco ou o Tecnico apoiar o ofensor dizendo:
"Temos mais coisas sérias para tratar", afirmou Autuori. o que pode ser mais serio do que isso?

Anônimo disse...

Esses é o país da impunidade.Esse é um país racista,embora mais de 70/% da população seja formada por afrodescendentes em suas variadas matizes.O que o Brasil viu,no jogo Cruzeiro X Grêmio,foi um gravissimo problema que as elites brasileiras insistem em mascarar ou tapar o sol com a peneira.Voces sabiam que o Grêmio foi o último clube brasileiro a admitir negros no seu elenco de jogadores?Que tambem esse clube do RS,teve o General Médici como presidente? E que sua memória é velada e homenageada?Desejo tenazmente que o jogador Elicarlos,vá a fundo na
ação judicial contra o idiota racista Max Lopez, e inclua tambem, o técnico Autuori,pelo seu comentário infeliz ,profundamente hostil e preconceituoso em defesa do inafiançável atleta.
É preciso combater o RACISMO ,com medidas rigorosas de educação,na conscietização racial,na formação de professores e alunos e tambem,por que não?Colocando os racistas flagrados(ufa!comoé dificil!)na CADEIA.Quanto a Salvador omissa,não me causa estranheza,embora tenhamos muitas entidades e grupos de movimentos negros,as vezes,acontece alguma desintonia com a realidade a transformar....
Nivalda Silva

Ana Paula disse...

Toda forma de segregação é degradante, quando pensamos que este tipo de atitude foi vista por milhões de pessoas e o silencio principalmente aqui na Bahia,onde temos a maior comunidade afro descendente do Brasil fica calada, dá uma Tristeza. Gritemos para todos ouvir :
RACISMO, AQUI NÃO
Indignemos:
RACISMO, AQUI NÃO!!!!

Ana Paula

Anônimo disse...

Só espero que o jogador do Cruzeiro leve a frente este processo e que esse não seja igual ao caso de grafite que denunciou um outro argentino e depois tirou a queixa. Engraçado que normalmente , aqui na américa do sul, esses casos só acontecem com jogadores da Argentina e Chile (Que irmãos hein?).Quem lembra do jogo em que Pelé entrou em campo contra o Boca Jr e toda a torcida o chamava de "Macaquito"? E ele não fez nada.

Anônimo disse...

Apesar de ser da raça, e cruzeirense diga-se de passagem, mas não vi muita coisa para que o caso seja postado como racismo não. Se fosse o nosso colega Elicarlos que tivesse chamado o colega Maxi Lópes de macaco também (claro, "macaco branco") também não seria racismo? Preconceito?
E por falar em preconceito, argentino também é gente - isso sim é preconceito. Que grande besteira, ninguém é melhor do que ninguém. Não há e nem deve existir supremacia de uma raça sobre outra. Acho que os principais protagonistas dessa grande bobagem chamada preconceito parte de nós mesmos - de cor escura. Devemos ser menos melindrosos e mais realistas. Senão vira frescura qualquer coisinha agora virar "racismo", isso sem falar no racismo branco, amarelo, etc? Pra que povo mais racista do que o da Bahia? Pelo amor de Deus, passei uma temporada em Pelourinho e ô povim do nariz empinado da figa! Se liguem, meus irmãos. Vamos viver em paz!

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