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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Educação em nossas mãos no Congresso Nacional


O Senador Cristovam Buarque "vestindo a camisa" do Movimento Educação em Nossas Mãos! 
Muito obrigado ao senador, para quem o grupo entregou a versão inicial do documento "Vozes dos Educadores Brasileiros". Através dele, o documento será entregue e discutido na Câmara de Educação. O senador ainda prometeu tentar uma audiência pública no Congresso, com o pronunciamento de um de nossos educadores. EDUCAÇÃO EM NOSSAS MÃOS!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

África: reparar ou recolonizar? por Neuma Barbosa


Nelma Cristina Silva Barbosa
Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano)

Marca criada pelo publicitário
 João Silva contra o Racismo
Brasil e África ensaiam atualmente uma aproximação por meio da Ciência e Tecnologia, instrumentos eficazes para a cidadania e autonomia dos povos. Desde o governo Lula essa relação tem o desafio da reparação dos danos causados pelo tráfico de seres humanos. A Educação tornou-se hoje um dos eixos dessa política, especialmente através da cooperação internacional dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, criados em 2008, e que já são 38 ao todo.
Em nosso estado temos o IFBA (antigo Cefet-Ba) e o IF Baiano (reunião das antigas agrotécnicas federais e das Escolas Médias de Agropecuária da Ceplac – EMARC). Ambos tem sido procurados por países como Angola e Camarões, que estudam a replicação do novo modelo brasileiro de educação profissional.  Mas como se dará essa cooperação se o nosso paradigma de desenvolvimento científico é eurorreferenciado e não aceita as contribuições de outras civilizações?
O conhecimento contribui para a formação de uma sociedade justa. Então, por que ainda não conseguimos construir pontes entre os diferentes povos para dissolver as disparidades

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Protesto em Wall Street termina com 700 presos - A Maria Preta estava lá e registrou - Veja as fotos

O maior protesto da organização Ocupar Wall Street terminou hoje com a prisão de 700 dos cerca de 1.500 manifestantes que bloqueavam a ponte do Brooklin, um dos principais acessos a Manhattan, em Nova York. Nas últimas duas semanas, esse movimento pacífico contra os excessos econômicos e políticos das grandes corporações e do mercado financeiro dos Estados Unidos manteve-se concentrado no Parque Zucotti (ou Liberdade), na vizinhança da Bolsa de Valores de Nova York.

Foto: Maria Preta
Foto: Maria Preta

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vamos falar de Educação? Ainda há muito a fazer

Foto: Portal Ananindeua

Por: Emerson Teodoro

Quero debater na minha primeira postagem o PRO-UNI (Programa Universidade para Todos) que fornece bolsas parciais e totais em faculdades particulares. O PRO-UNI é um programa que tem por finalidade a concessão de bolsas em cursos de graduação ou seqüenciais em instituições privadas de ensino superior para estudantes advindos de escolas publicas ou de escolas particulares onde obtiveram bolsa de 100%. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Há muito tempo a propaganda deixou de ser uma frase de efeito ou uma brincadeirinha com imagens e palavras. A propaganda é uma grande ferramenta de vendas, de lucro e de resultados, mas também pode, deve e tem a obrigação de contribuir para que a sociedade avance, a humanidade melhore e as pessoas possam viver mais felizes." 

Publicitário João Silva

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ministra quer que MEC incentive ensino de cultura afro-brasileira

Luiza Bairros: a lei não pode
ficar à mercê da vontade individual
de secretários de educação.
A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Luiza Bairros, defendeu hoje que o Ministério da Educação (MEC) adote o cumprimento da Lei 10.639/03, que obriga os estabelecimentos de ensino básico a ofertar disciplinas sobre história e cultura afro-brasileira, como critério de avaliação das escolas. “Não existe hoje nenhum fator de indução forte para a aplicação da lei, e incluí-la como critério de avaliação do ensino seria extremamente importante”, afirmou, em audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Cibercultura: o que muda na Educação – TV Escola



Programa TV Escola lançou uma série muito rica intitulada “Cibercultura: o que muda na Educação” que conta com a participação e autoria de importantes professores e pesquisadores da área de educação online.
Programas:


O programa é exibido às 19h pela TV Escola, via antena parabólica (analógica: Hor./Freq. 3770 e digital: Banda C Vert./Freq. 3965) e internet (http://tvescola.mec.gov.br/aovivo.html), e reprisado às 8h e às 14h. Além disso, a TV Escola é transmitida via SKY (112), Telefônica TV (694) e Embratel (123). Produzido pela TV Brasil, o programa é apresentado em reprise na grade da emissora às 5h50min.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

" Acredito que a comuncação é um instrumento transformador, que pode e deve ser tratadocom responsabilidadepelos publicitarios, empresários e gestores públicos." - João Silva

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Método de ensino da cultura afro-indígena pode auxiliar educadores


Tal como ocorre em muitas escolas do ensino fundamental e médio no Brasil, às vésperas do Dia do Índio – celebrado em 19 de abril – os alunos de um colégio público situado na favela Real Parque, no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo, costumam preparar cartazes alusivos à data comemorativa que são espalhados pelas salas de aula. [...]

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Campanha contra racismo reforça direitos de crianças e adolescentes

O alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência no Brasil e sobre a necessidade de mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial está na campanha Por uma infância sem racismo, lançada em novembro de 2010. Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e demais órgãos do Governo Federal, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) chama a atenção dos brasileiros contra a discriminação racial. [...]

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

No Racism Here! Campanha da Maria Preta ganha apoio de negros americanos.

A campanha do Instituto Maria Preta “No Racism Here!” ganhou o apoio e adesão de empresas, entidades e lideranças americanas em New York.

Jornalista Marta Arruda - New York - NY
 Concita Pinto e Juliana Oliveira, presidente e a vice presidente do Instituto Maria Preta apresentaram a campanha No Racism Here no dia 30 de dezembro de 2010 no Restaurante Silvia's no Harlem (bairro negro de NY), durante o evento foram adquiridas algumas camisetas e alguns participantes destacaram a criatividade da marca/símbolo que segundo os americanos representam o globo terrestre.

O Jornalista Ivy Goulart diretor do premiado filme
Além da Luz ( Press Award)

A receptividade é incrível em NY, Concita se disse muito emocionada com o apoio e carinho recebido com a campanha ela faz questão de destacar o endereço para aquisição da camiseta “não basta gostar é preciso comprar e vestir ”  www.mariapreta.org
Jaga e Remi Adebule - do Sylvia's no Harlem  para Philadelphia 

Sylvia's - Harlem - New York - NY

A campanha também já foi lançada em Viena, Áustria a convite de Queila Rosa, dirigente da ABRASA ,  uma organização sem fins lucrativos que combate a discriminação social contra imigrantes no país.
Meninos pintores de Angola - Viena - Áustria






Calendário afro - Assessoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Município de Goiânia

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lei do ensino afro é descumprida

Ministério Público pede mais celeridade às gestões para inclusão do tema da história africana no currículo das escolas

Está escrito na Lei Federal nº 10.639/2003: todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio são obrigados a ensinar conteúdos sobre história e cultura afro-brasileira. Entretanto, poucas são as escolas, tanto da rede municipal quanto estadual, que estão cumprindo a lei, afirmou o promotor de Justiça de Defesa do Direito à Educação do Ministério Público Estadual (MPE), Elnatan Alves.

"Muitas delas (escolas) ficam realizando eventos pontuais, achando que assim burlam a lei. O ensino do conteúdo africano deve ser feito de forma programada e com rigor, não de qualquer jeito. A maioria dos estabelecimentos ignora a decisão que já tem sete anos de existência", afirmou o promotor.


O MPE entrou com recomendações e procedimentos para que os gestores públicos deem mais celeridade ao cumprimento da legislação. A legislação determina que conteúdos de história africana devem ser ministrados dentro do currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história brasileiras. Vale lembrar que o tema surge no mês em que se celebra a consciência negra no País.




Lentidão
O assessor técnico da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), Denilson Albano, explicou que, com a implementação da lei 10.639/2003, todas as escolas da rede estadual tem algum tipo de atividade programada sobre o tema. "Temos planos de ações, mas não tratamos isso numa disciplina específica, fazemos seminários e eventos em alguns períodos do ano", disse o técnico, explicando que os professores foram capacitados conforme exige a legislação.

Para a coordenadora da Educação na Diversidade da Secretaria Municipal de Educação (SME), Gislana Vale, a "lentidão" na implantação da lei se dá por várias dificuldades que vão desde a organização curricular até a formação dos professores. "Fizemos a formação de cerca de 300 educadores recentemente e estamos organizando um plano de implementação para regulamentar a lei".

Fonte: diariodonordeste.globo.com

domingo, 19 de setembro de 2010

Irmandade do Rosário dos Pretos .Patrimônio Imaterial



Cartaz de abertura - Maria Comunicação
Video - Patrícia Bernardes

Irmandade discute seus aspectos jurídicos e socias - II Seminário do Rosário dos Pretos

Aconteceu nesta sexta (17) no Auditório da Biblioteca dos Barris a segunda noite de debate relacionada ao II Seminário do Rosário dos Pretos. Na ocasião foram discutidos os aspectos jurídicos, sociais e de interpretação do Patrimônio Religioso em Salvador.
Questões quanto ao conceito do que é verdadeiramente material ou imaterial foram descritas de forma clara e prática através de uma carta-aberta lida aos seminaristaspela Profª Drª Cleide Vasconcelos Farias. O papel social da Irmandade do Rosário dos Pretos e demais Instituições Religiosas de Matriz Africana em Salvador, também foi mostrado e conceituado por Célia Sacramento, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Salvador, Doutora em Direito e Professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e teve como moderador do debate o Padre Gabriel dos Santos.
“Somos um povo capaz de transformar tripa de porco em sarapatel e os joelhos do porco em mocotó; pratos típicos da culinária africana. Somos um povo empreendedor por natureza. Somos potencialmente capazes dentro da nossa matriz africana de fazermos nossa cultura ser transformada em recursos financeiros para nossa sobrevivência,” disse Célia Sacramento.
Segundo Célia, o que não nos leva a êxito nestas questões são a ausência de informação e o analfabetismo funcional. Por conta disso, o povo negro, do ponto de vista do Estado, se encontra na informalidade.
Partindo desse princípio, o papel das Irmandades Religiosas se torna mais presente nas famílias afrodescendentes com a função de “amenizar” os danos causados por esta “informalidade” no setor financeiro das famílias através da educação moral transmitida para as crianças e jovens destas comunidades; a ação social.
Desta forma, segundo Sacramento, o que era feito de forma precária, ganha uma ordenação assistida para que estas famílias entendam os seus deveres e se empoderem dos seus direitos. As ações afirmativas dentro de uma Irmandade Religiosa são potencializadas e promovem o atendimento social necessário para a manutenção das “tensões” existentes dentro de uma comunidade; papel este que deveria ser do Estado.
O ambiente empresarial das irmandades viabiliza um cunho social ativo empregando pessoas, gerando lucros e gerando riquezas. Ações e atividades de integração entre os valores éticos de um indivíduo é papel de toda associação, organização e/ou irmandade religiosa de matriz africana ou de qualquer outro segmento religioso, encerrou Sacramento.
A segunda questão exposta aos seminaristas foi o aspecto jurídico da Irmandade do Rosário dos Pretos com abrangência as demais irmandades existentes na Bahia. As colocações e posicionamentos sobre o assunto foi feita por Dr ° Balbino Simões. Para ele, os ideias liberais de capitalização da mão de obra negra com fundamentação jurídica precisam ser revistas e melhor tributariamente regulamentada; este é um dos maiores desafios. É necessário que o assistencialismo seja visto como libertação e atomização do cidadão negro e não mais a visão atrasada de assistencialismo “românico” do pão e circo antigamente aplicado.
Para Simões, a importância das fundações/irmandades/instituições de matriz africana perpassa pelo aspecto de constituição do patrimônio imaterial em suas questões jurídicas. Desta forma, o negro se posiciona diante do Estado de acordo com a realidade atual para que seus direitos sejam atendidos e discutidos de igual pra igual. Tudo feita de forma consciente e regulamentada.
A fundação/instituição//irmandade de matriz africana deve se mostrar como instrumento de realização de propósitos da intelectualidade do homem negro no Brasil. Diante disso, é possibilitado que a irmandade/fundação de ordem religiosa de matriz africana, a partir da organização jurídica, reestruture suas credenciais de funcionamento.
Associações e fundações caminham a passos curtos para sua finalização/fechamento de suas atividades devido a sua precariedade no que diz respeito aos seus aspectos jurídicos. A realidade atual das entidades religiosas da Bahia é que se faz necessário “implorar” ao Estado a sua reforma física e o repasse das verbas de manutenção, afirma Balbino.
“O povo negro e as ordenações religiosas, em âmbito geral, são prova viva a 300 anos de que podemos sobreviver ao tempo buscando a automização da sua história em sua raiz. A tradição sempre foi entregue de mão em mão. O desafio maior está dentro de nós que é enxergar o futuro em perspectivas. Nossos ancestrais já faziam isso”, finalizou Balbino Simões.
A última temática da noite foi justamente o Empreendedorismo Negro tendo como debatedor Edival Passos, Diretor Superintendente do Sebrae –Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Para Edival, preencher os espaços de cultura negra em suas oficinas,com atualização politicamente correta da sua documentação é um passo importante para dar perspectivas de retorno financeiro através do Empreendedorismo Individual. O empreendedor individual paga uma taxa mensal de R$57 e desta forma recebe atribuições legais para se tornar um micro empresário.
O tema final se mostrou controverso e polêmico já a maioria da população negra de Salvador sobrevive em sua maioria com os valores mensais referentes a um salário mínimo. Após as considerações finais de cada convidado a mesa do Seminário, todos foram convidados pelo Padre Gabriel a participar de um café acompanhados de produtos típicos da Bahia.
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Texto e Foto Patrícia Bernardes

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Palestras de Hans-Thies Lehmann e Eleni Varapoulou no PPGAC/ UFBA

Hora
Hoje às 14:00 - Amanhã às 18:00

LocalizaçãoTeatro Martim Gonçalves, Escola de Teatro da UFBA

Criado por

Mais informaçõesProgramação na UFBA:


Palestras:


14/09, 14-15h30: Eleni Varapoulou, Tendências modernas no teatro internacional
16-18h: Hans-Thies Lehmann, Teatro pós-dramático, novas reflexões


Seminário:
14-15h30, 16-18h: Pesquisa, Teoria, Dramaturgia e Pedagogia entre os modos dramático e pós-dramático


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Reflexões que “Só se vê na Bahia” Por Patrícia Bernardes

Guias de Turismo e “Povo de Santo” apontam conflitos no Turismo Étnico na Bahia
Por Patrícia Bernardes

O I Seminário Nacional de Turismo Étnico – Afro realizado no início deste mês de agosto deu “pano pra manga”.  Quem esperava um seminário “político” associado a  “ jargões de sustentabilidade” nas questões relacionadas ao negro e a diversidade da sua raça, saiu do Centro de Convenções da Bahia totalmente frustrado.    
A idéia de permissividade e folclore quando a pauta é roteiro turístico em Salvador, ganhou novas linhas de debate relacionado aos Gestores de Turismo. Guias de Turismo e Representantes dos Terreiros de Candomblé criticaram severamente a falta de capacitação e sensibilidade das empresas privadas de turismo  que incluem os Terreiros de Candomblé como ponto de visitação.Este foi  o ponto alto da discussão.
A construção de políticas públicas para dar fim ao desrespeito a Cultura Afro Brasileira nos Terreiros da Bahia, teve seu coro “engrossado” pelo colunista Jaime Sodré (Colunista A Tarde),Vilson Caetano (Antropólogo e Sociólogo/UFBA) e Antônio Gody com marca registrada em sua exposição “rígida”  quando o assunto é o nosso calendário de  Festas Populares.
Em três dias de Seminário, os desrespeitos com relação aos hábitos e ritos dos negros e a proliferação de empresas de turismo sem credenciamento para ordenar e receber turistas de todos os lugares do país e do mundo “apimentou” o debate. O próprio termo dado ao título do Seminário foi questionado por uma maioria de historiadores e lideranças do 3° setor presentes no local.
A noção de Turismo Étnico- Afro foi facilmente associada, nas mesas de debate,  à problemática da Intolerância Religiosa entre os povos, o Racismo sofrido pelos Produtores e Gestores Culturais Negros  na Bahia, em especial em Salvador , e a falta de “traquejo” do Estado , ainda a passos curtos de entender a multiplicidade cultural da maioria negra na Bahia foi ilustrado sem reservas por Zulu (Fundação Palmares) e Luiza Bairros ( Sepromi).
Outro ponto “inquietante” dos debates promovidos pelos gestores e historiadores como Sérgio Sobreira, foi à noção errônea de que os negros e demais povos étnicos presentes na Bahia só devem ser lembrados em momentos festivos do calendário do Verão no Nordeste. Segundo Sérgio Sobreira, a noção de que devemos nos adequar as exigências dos roteiros de turismos já impostos pelas agências de turismo  devem ser criticados e combatido.
O termo “Turismo Cultural” foi mais bem associado entre Antropólogos, Culinaristas, representantes de Terreiros como título para futuros seminários relacionado ao tema. As perguntas feitas ao Secretário Estadual de Turismo, Márcio Meirelles por cada representante de Entidades Sociais Negras de luta em prol da Igualdade de Direito só deixou nítida o quanto estamos atrasados na “corrida” pela implantação da educação moral e cívica dos cidadãos comuns da nossa cidade (taxistas, motoristas de ônibus, barraqueiros de praia, etc...) para que haja um melhor intercâmbio cultural para moradores e visitantes das cidades que fazem parte do roteiro de visitação na Bahia.
O livro lançado durante o I Seminário Nacional de Turismo Étnico – Afro além de  nortear futuros debates pode também esclarecer e implantar novas pautas de Congressos que podem vir a ser realizados por aqui.


Enviado por Patrícia Bernardes

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

" Que brilho é esse negro?" É educação - entrevista com Gelton de Oliveira.

“Que brilho é esse negro. Me diz se é o da paz .Me diz se é o do amor.Me diz que eu quero saber.” E Gelton disse: “É o brilho da educação”.
Caminhando pela sede do Bloco Afro Ilê Aiyê, as paredes do local mais parecem uma viagem no tempo. A tarde ensolarada desta sexta (20) só ascendeu as cores vivas presentes na arquitetura da Senzala do Barro Preto . O prédio de paredes grossas e tom rudimentar acolhem jovens e crianças durante todo o ano com a intenção de oferecer condições dignas de sobrevivência às famílias através da educação.
Sorriso tímido, passos curtos no caminhar e vestes branca na tradição da sexta – feira em Salvador, Gelton de Oliveira, coordenador da Escola Profissionalizante da Senzala do Barro Preto aceitou o meu convite como jornalista freelance para esta entrevista.
Em um bate papo descontraído, o homem com jeito de “menino” fala sobre sua infância, movimento negro, desafios na gestão no Curuzu, exemplos de sucesso, restrições pedagógicas e muito mais... 
Qual o seu nome e profissão?
G.O: Meu nome é Gelton de Oliveira. Sou coordenador dos Cursos Profissionalizantes e também faço trabalhos pedagógicos aqui.
Aqui onde?
G.O: Aqui no Ilê Aiyê. Durante o ano nós realizamos vários projetos com relação à profissionalização de jovens. Esses projetos são financiados pelo Governo do Estado que é o que nós estamos trabalhando agora; Projeto Novos Baianos. Ou pela Petrobrás. A Petrobrás também nos ajuda a fazer este trabalho de cunho social.
O que está sendo disponibilizado para os jovens daqui da Comunidade?
G.O: Esse ano nós estamos disponibilizando três cursos. Curso de Profissional em Vendas, Eletricista Predial e o Curso de Corte e Costura. Então nós temos uma meta esse ano (2010) de atender em torno de 240 jovens nas duas edições. A primeira e segunda edição de forma igualitária com 120 jovens. Estes cursos eles tem uma duração de seis meses em média com carga horária de 200hs e funcionando em turnos(Matutino/Vespertino/Noturno).
Quais os pré - requisitos necessários para ser matriculado?
G.O: A faixa etária que nós selecionamos estes jovens está entre 16 e 24 anos. Os jovens para ser matriculado nestes cursos precisam estar matriculados e freqüentando a escola pública, que é o foco principal e ter disponibilidade para estar aqui estudando. Este é o ponto.
Quando começou os seus trabalhos aqui na Senzala do Barro Preto?
G.O: Eu comecei a dar aula aqui tem seis anos (2004). Agora na Coordenação do Curso eu estou completando quatro anos. Eu sou professor de matemática. Desde a época que eu estou aqui e pelo histórico da escola, a gente já colocou no mercado de trabalho em torno de 8.000 mil jovens. E deste número ¼ esteve ou está inserido no mercado de trabalho.
O que vocês oferecem além dos Cursos Profissionalizantes?
G.O: Além de dar a profissionalização propriamente dita, agente faz um trabalho de motivação em cidadania. Aqui nós temos as disciplinas de Relações Interpessoais, Gestão de Negócios, de Cidadania que ajuda a consolidar este aprendizado que o aluno vai ter mais tarde no Módulo principal de cada curso que ele vá tá inserido.
Como é feito este trabalho de conscientização?
G.O: Então... Agente sempre procura estar contextualizando a questão da Cidadania e das Relações Interpessoais com a formação específica de cada curso. Isso vai dar um embasamento melhor. Vai consolidar o aprendizado. Então o jovem sai com uma maturidade maior quando ele tem esse subsídio das relações interpessoais. Que sem isso você não dá encaminhamentos para o mercado de trabalho.
O que é necessário atualmente para um jovem entrar no mercado?
G.O: Pra você ser inserido hoje no mercado de trabalho , você não tem que ser só profissional em si;conhecer a ferramenta que você vai trabalhar.Você tem que ter uma educação cidadã. Você tem que ser “um agente cidadão” pra que o mercado “abra as portas” pra você. Então esse é o nosso foco principal da nossa formação.
Que outras disciplinas são ministradas aqui?
G.O: Além das disciplinas de Matemática, Língua Portuguesa, Gestão de Negócios, agente não forma o jovem para ser um funcionário no mercado formal de trabalho. Agente forma o jovem para que ele possa atuar como um empreendedor. O empreendedorismo também é um dos focos da nossa formação. Entendeu? 
Como a Comunidade responde aos Cursos oferecidos aqui?
G.O: Quando fala em abertura de curso profissionalizante, agente tem cuidado em tá divulgando isso por que o telefone não para, a frente da sede fica cheio de gente. As pessoas têm vontade de estarem inseridas aqui dentro, as pessoas procuram. E nossos cursos já têm uma visão dentro da comunidade muito positiva.
Como tem sido a vida destes jovens pós curso?
G.O: A maioria destes jovens, ao terminares estes cursos, quase que automaticamente eles estão si inserindo no mercado de trabalho. Se ele ( o jovem) veio pra cá e fez “ o dever de casa” certo, fez “ a lição certa”,certamente ele vai estar empregado. Principalmente se eles estiverem nos cursos de Eletricista, Instalador Predial. Cursos como de Estética Afro que é muito procurado. Lida com visual, com estética, com cabelo. Nós fizemos um curso de dança e percussão que também foi muito bom. Então os cursos daqui têm uma resposta muito positiva para os jovens da comunidade. Sem sobra de dúvida...
Pra você, qual o prêmio maior recebido neste curso?
G.O: Quando um jovem aparece aqui e diz: “ – Pô , tô empregado.Consegui emprego.Tô com minha Carteira Profissional assinada.” Eu tenho uma história de um jovem que eu sempre gosto de relatar, daqui da Comunidade.Ele é muito estudioso. Ele veio aqui, se inscreveu no Curso de Eletricista , freqüentou as aulas. Ao término deste curso, ouve um processo seletivo na Codeba. Ele foi pra lá, se inscreveu, ele ainda não tinha o certificado mais entrou como ajudante. E com três meses ele já estava com a carteira de trabalho assinada e atualmente ele é encarregado da área de manutenção da empresa. Então isso é muito gratificante pra nós, pra Instituição e para a comunidade.
E a questão das drogas? Como é discutida aqui?
G.O: O que está ceifando muitas vidas, principalmente de jovens negros da periferia são as drogas. A falta de ter o que fazer a ociosidade. Então esse trabalho que a gente faz aqui , ele tem uma resposta positiva por que ele dá o que fazer aos jovens. Dá uma profissionalização pra ele ( o jovem). Então ele não vai ter tempo depensar em coisas ruins. Em roubar em cometer pequenos delitos, de se envolver com drogas, com o tráfico. Ele vai tá com o tempo dele todo ocupado. Em um turno ele está na escola e no outro turno ele está aqui estudando. Ao final do dia ele vai estar cansado. E quando a gente está cansado o corpo pede agente “cama”. A pessoa não vai ter pensamento a não ser no outro dia voltar a sua rotina de crescimento pessoal e profissional.
É gratificante? Vale a pena?
G.O: Trabalhar com profissionalização, trabalhar com jovem é gratificante por isso. Você salva cada um destes. Nós sabemos que no Estado que agente mora, na cidade de Salvador, na periferia ,em cada esquina pode ter um traficante .Pode ter um ponto de drogas e dinheiro fácil está aí pra isso. Esse dinheiro fácil ceifa muitas vidas em um curto espaço de tempo. E isso é a nossa grande preocupação.
Entrevista com Gelton de Oliveira / Coordenador de Cursos Profissionalizantes na Senzala do Barro Preto (Curuzu). (Bloco Afro Ilê Aiyê 2010)

Enviada por Patrícia Bernardes
(Jornalista e Gestora Social)

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