O
maior protesto da organização Ocupar Wall Street terminou hoje com a
prisão de 700 dos cerca de 1.500 manifestantes que bloqueavam a ponte do
Brooklin, um dos principais acessos a Manhattan, em Nova York. Nas
últimas duas semanas, esse movimento pacífico contra os excessos
econômicos e políticos das grandes corporações e do mercado financeiro
dos Estados Unidos manteve-se concentrado no Parque Zucotti (ou
Liberdade), na vizinhança da Bolsa de Valores de Nova York.
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Add caption |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
 |
| Foto: Maria Preta |
Na tarde de sábado, o protesto tomara as vias espressas da ponte.
Respaldada
pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a reação da polícia
chamou ainda mais a atenção do país para o movimento. Trata-se de uma
versão americana dos protestos em favor da democracia, no mundo árabe, e
dos acampamentos contra o ajuste fiscal e a recessão, nos países
europeus com risco de quebra.
Nos
EUA, o foco está na ação de grandes companhias e de agentes do mercado
financeiro, supostamente beneficiados pela crise de 2008. Assim como nos
países árabes e na Europa, não há lideranças, e as decisões são ditadas
pelo voto da maioria em assembleias, das quais qualquer um pode
participar.
A
ocupação simbólica de Wall Street foi acompanhada por manifestações
similares em Washington, em Los Angeles, em Boston, em Chicago, em
Albuquerque e em Portland, realizadas no último sábado. "É chegada a
hora de os 99% serem ouvidos. Somos sindicatos, estudantes, professores,
veteranos, famílias, empregados e desempregados. Somos de todas as
raças, sexos e credos. Nós somos a maioria. Nós somos os 99%. E não
vamos mais continuar silenciosos", resume o Ocupar Wall Street em sua
página na internet.
Nas
últimas duas semanas, cerca de 300 manifestantes do Ocupar Wall Street
foram detidos durante os protestos no Parque Zucotti, aos quais se
juntaram celebridades, como a atriz Susan Sarandon e o cineasta Michael
Moore, e veteranos dos protestos contra a Guerra do Vietnã nos anos 70.
Ontem, porém, a polícia de Nova York foi acusada de ter permitido o
acesso dos manifestantes à ponte sobre o East River para, horas depois,
iniciar a trabalhosa e demorada operação de prisão das 700 pessoas.
Os
presos foram levados em ônibus para as delegacias, com as mãos presas
por algemas de plástico. Liberados em seguida, responderão à Justiça por
desordem pública. "A polícia fez exatamente o que se esperava dela. É
muito fácil conseguir uma permissão (para uma marcha ou manifestação)",
defendeu Bloomberg.
A
prisão das centenas de manifestantes, entretanto, acabou sendo
comparada ao pequeno número de encarcerados entre os responsáveis pela
crise financeira de 2008. "A economia mundial tem sido arruinada por
esses negociantes gananciosos. Porém, são os manifestantes que vão para a
cadeia", disse o escritor Salman Rushdie, por meio do Twitter.
Fonte : DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE - Agência Estado
Nenhum comentário:
Postar um comentário