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quarta-feira, 29 de abril de 2015

5 motivos para o governo rever relações com o povo brasileiro ao invés da Indonésia.

violencia

Nesses dois dias a imprensa tem noticiado o posicionamento do governo brasileiro sobre a execução do traficante brasileiro na Indonésia , apresentamos aqui 5 motivos para o governo rever relações com o povo brasileiro ao invés da Indonésia.
1 – Violência: A cada dez minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil.
2 – Execução por balas perdidas: Brasil é o segundo país a matar com balas perdidas na América Latina
3 – Racismo: 61,7% da população carcerária é composta de negros
4 –
Genocídio: Morre no Brasil 153,9 % a mais de jovens negros do brancos
5 – Resgatar a confiança do povo brasileiro.


Por Concita Pinto

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Bahia lidera número de crimes contra jovens e negros no Brasil


No estudo do Mapa da Violência 2012, realizado pelo Instituto Sangari, divulgado na última quarta-feira (14), a Bahia se destacou com dados alarmantes. Em números absolutos e proporcionais , o estado lidera o ranking nacional de homicídios cometidos contra jovens, na faixa etária de 15 e 24 anos,  tem três das dez cidades brasileiras mais violentas e possui o maior número de crimes cometidos contra negros.


No que se refere à vitimização juvenil, somente em 2010, foram contabilizados 2.215 crimes. Esse índice corresponde a um taxa de 84.2 casos a cada 100 mil habitantes. Entre 2000 e 2010, foram registrados 13.859 homicídios contra jovens, entre 15 e 24 anos, representando um crescimento total de 43,2%.

"Pelos dados atuais de todo o Brasil, a vitimização juvenil no país continua crescendo, sendo claro indicador da insuficiência de políticas de enfrentamento que consigam reverter o quadro atual. Em vários estados, os homicídios jovens triplicam ou mais os homicídios não-jovens: Bahia,  Amapá, Alagoas, Espírito Santo e Distrito Federal, são indicativos da complexidade e profundidade dos problemas que enfrentam com a sua juventude", pontuou Julio Waiselfisz, autor do Mapa da Violência 2012.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Seminário: A Arte de Viver em Paz: Uma Metodologia de Educação para a paz



A Arte de Viver em Paz

Uma metodologia de educação para a paz e não-violência


* Ecologia Pessoal, Social e Planetária *

Basta de Violência, é preciso que cada um entenda o que é fazer a sua parte na construção da Cultura de Paz.

Este seminário visa sensibilizar e despertar a consciência, reforçando a idéia de construção de uma “rede da paz” que possibilite a abertura de um novo olhar para que sejam criados caminhos diferentes para os desafios que a violência diária nos traz. São ensinadas práticas para o dia-a-dia no nível pessoal, social e ambiental.

Facilitadora: Cláudia Resende

Cláudia Resende é graduada em Comunicação Social e especializada em Marketing. Vem trabalhando, há vários anos, com a motivação do ser humano. Desenvolve trabalhos na área de planejamento organizacional, treinamento e desenvolvimento profissional e pessoal. É estudiosa da astrologia, Diretora da UNIPAZ – BA e coordenadora do Projeto Beija-flor na Bahia.

Data: 28 de maio de 2011

8:30 h às 12:30 h e 14:00 h às 18:00 h

Local: Auditório do Hotel MarAzul

Av. Oceânica, Barra

Informações: 9141-8828 /3248-2129 /9204-0007

Investimento: R$ 50,00

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Artigo de Sylvio Guedes: Eu Ajudei a Destruir o Rio


Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. 
Guedes desafia a todos que "tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro".

Leia o artigo na íntegra:

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro.
Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.
Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.
Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas chefias e diretorias.

Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.
Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão.
Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato. 



Festa sem cocaína era festa careta.
As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.
Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou.
Onde há demanda, deve haver a necessária oferta.
E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das
drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade. Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.
São doentes os que consomem.
Não sabem o que fazem.
Não têm controle sobre seus atos.
Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros. Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:

"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro." Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.

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