Em entrevista ao site Bahia na Rede, o professor da Universidade Federal Bahia, Paulo Miguez, soltou o verbo sobre o atual modelo de organização do carnaval de Salvador e não poupou críticas ao Conselho Municipal. “O atual Conselho, hegemonizado pelos grandes grupos empresariais que controlam o mercado da festa, não passa de uma câmara organizadora dos interesses corporativo-mercantis que atuam no carnaval. Atua única e exclusivamente em favor destes grupos. [...] Pior ainda é sabermos que o Conselho age desta forma com o beneplácito ou omissão dos órgãos públicos municipais e estaduais que dele participam”, declarou. Estudioso do assunto, Miguez afirmou que, na contramão de cidades como Rio de Janeiro e Recife, o modelo de organização dos festejos em Salvador passa por um esgotamento. “Modelo ancorado, exclusivamente, na lógica do negócio, de um negócio que se caracteriza pelo caráter concentrador e excludente”, diz. Miguez também cobrou um posicionamento ativo e responsável da prefeitura de Salvador, que para ele “tem circunscrito seu papel ao de mero provedor dos serviços e infraestrutura necessários à realização do carnaval e à disputa por patrocínios, eximindo-se completa e irresponsavelmente das suas obrigações constitucionais de proteção e promoção, através de políticas públicas de cultura, do patrimônio cultural da cidade”. Nesta quinta-feira (19), a Câmara Municipal promove uma sessão especial para discutir o assunto.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
MIGUEZ CRITICA MODELO DE CARNAVAL DE SALVADOR
Assinar:
Postar comentários (Atom)
AS MAIS ACESSADAS
-
Já sonhou em posar nua? Sei lá acho que uma ‘boa’ parte das mulheres já ao menos pensaram nessa possibilidade, eu assumo que já pensei,...
-
Cu também é cultura, de acordo com uma Galeria de Arte de Paris. Confira abaixo:
-
A Christie de Londres leiloou "Le Coq" (1940), o espanhol Joan Miró (1893-1983) para 9.780.000 €, o preço mais alto já pago por...
-
Provérbio africano

Nenhum comentário:
Postar um comentário