| Peça da exposição séculos indigenas no Brasil |
O encontro foi convocado com o objetivo de promover a discussão e construir entendimentos coletivos entre os cinco povos sobre a gestão etnoambiental e cultural do Corredor Tupi Mondé. A programação começou no primeiro dia com uma série de palestras e exposições em painéis e mesas, seguidas de debates, sobre os seguintes temas: análise de conjuntura; cultura; gestão territorial e ambiental; e associativismo e redes sociais – nas quais participaram indígenas e brancos (assessores e representantes de órgãos públicos federais e estaduais).
Ao final do primeiro dia foram constituídos quatro grupos de trabalho, compostos com representantes de todos os povos presentes ao encontro para, em torno de perguntas orientadoras, construir entendimentos e apresentar propostas sobre: o que é o Corredor; quais os tipos de articulação e de atuação possíveis entre os povos no Corredor; e a gestão territorial e ambiental do Corredor.
Retomando as atividades na manhã do segundo dia, após as apresentações dos resultados dos grupos de trabalho, seguiu-se um debate em torno do melhor arranjo para articular os povos indígenas do Corredor, suas comunidades e associações, e fez-se uma rápida sistematização do principais problemas, desafios e propostas levantados, de modo a constituir uma agenda/pauta para o prosseguimento das ações no Corredor pelos povos indígenas. Tirou-se a composição de uma "comissão provisória", que se reunirá no próximo dia 09 abril, com apoio dos recursos das próprias associações, de modo a consolidar a agenda e avançar na definição da estrutura de governança do Corredor – que deve, no futuro, incorporar representantes dos povos e comunidades tradicionais agroextrativistas, que vivem nas reservas extrativistas estaduais ao norte do Corredor (conforme entendimento construído durante o encontro).
A plenária do encontro também aprovou o encaminhamento de cinco manifestações a autoridades federais e estaduais – notadamente, a Presidenta Dilma, o Presidente do Congresso Nacional e os governadores de Mato Grosso e Rondônia – renovando demandas do movimento indígena, cobrando compromissos assumidos por essas autoridades em diferentes momentos e exigindo maior participação indígena nos assuntos que lhes dizem respeito – em especial, medidas legislativas ou administrativas que os afetam. Aproveitando-se a presença do Coordenador Geral da COIAB, Marcos Apurinã, também foi repassada e revista a agenda política do movimento indígena para os próximos meses, que inclui, entre outros: o processo de regulamentação do direito de consulta previsto na Convenção 169 da OIT; uma assembleia extraordinária da COIAB entre os dias 27 a 31 de março próximo, em Manaus/AM; e a realização do Acampamento Terra Livre (ATL) 2012 no âmbito da Cúpula dos Povos que precede a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro/RJ.
Portal Cacoal-RO
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