terça-feira, 3 de abril de 2012

Secretaria de Cultura apresenta ações voltadas para igualdade na Assembléia Legislativa

Maria Preta
Arany Santana ao lado de Alaíde do Feijão no Largo Teresa Batista
Quitando do Saber 2012
As ações afirmativas e políticas públicas da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) voltadas para a valorização e promoção da igualdade racial foram tema de uma audiência pública da Comissão de Promoção da Igualdade na Assembléia Legislativa, ontem (27). A audiência, solicitada pelo deputado Bira Coroa, presidente da comissão, contou com a presença da gestora do Centro de Culturas Populares e Identitárias, Arany Santana, representando a SecultBA.
Com o propósito de debater as ações e diretrizes da cultura baiana no sentido de promover a igualdade, o encontro contou com representantes de movimentos sociais e outros órgãos ligado à cultura no Estado. A professora Arany Santana iniciou o diálogo apresentando as diretrizes da Secretaria de Cultura para o estado e falando sobre a criação e as missões do Centro de Culturas Populares e Identitárias. “Agora, com a criação do Centro, as ações culturais voltadas para os grupos populares e de identidade, antes pulverizadas pelos diversos órgãos da Secult, se concentram no CCPI”, explicou.

Em sua fala, Arany esclareceu as atribuições do órgão e citou ações da secretaria como o programa Ouro Negro, que apoiou em 2012, 127 entidades durante o Carnaval. “Apoiamos tradicionais blocos afro, de índios e de samba. Essas são entidades que, se não fosse o Programa Ouro Negro, talvez já tivessem sucumbido e não estariam mais participando do carnaval”, contou. Além do programa, Arany citou ações programadas pela SecultBA, como a criação de um centro de referência da capoeira no Forte Santo Antônio Além do Carmo, do edital que premiará mestres da cultura popular, do Encontro das Culturas da Diáspora, e das ações do programa Pelourinho Cultural, que já vêm dando prioridade às manifestações de matrizes africanas em suas pautas.

A Fundação Pedro Calmon, esteve representada pelo professor Ubiratan Castro, diretor da instituição, que deu seu depoimento a respeito das leis do país voltadas à promoção da Igualdade. “A nossa constituição diz que é dever do Estado preservar e garantir a integridade dos valores e religiões afro-brasileiras”, afirmou o professor. Para ele, o que é necessário agora é fazer cumprir a lei. “Precisamos também da construção e consolidação de uma legislação estadual”, disse. No campo das ações, o professor Ubiratan citou a publicação do livro da Ialorixá Mãe Stella de Oxossi. “Faremos ainda uma série de nove livros de Mãe Stella sobre o jogo de ifá”, adiantou Ubiratan.

Participaram ainda da audiência, o diretor geral do IRDEB, Pola Ribeiro, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Márcio Griô, o representante do coletivo CMA Hip Hop, DJ Branco e o diretor da Companhia de Teatro Abdias Nascimento, Ângelo Flávio. Estiveram presentes também ao debate, os deputados Carlos Gilson, Graça Pimenta e Fátima Nunes.

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