Ilê Aiyê participa do II Encontro das Culturas Negras com show comemorativo aos seus 40 anos
A musicalidade e a negritude marcante do Ilê Aiyê sobem ao palco do Teatro Castro Alves, no próximo dia 23 de novembro, como parte da programação do II Encontro das Culturas Negras, que reunirá em Salvador as principais expressões da cultura negra baiana. O show será também um novo momento de celebração dos 40 anos do mais antigo bloco afro de Salvador, que desfilará um repertório com ícones musicais de sua rica trajetória. Ingressos: R$20 e R$10 (meia). Vendas na bilheteria do TCA e SAC’s Iguatemi e Barra. O show conta com apoio da Rede Bahia, Altera, Publimex, TCA, Novembro Negro e Secretaria de Cultura/Governo da Bahia.
Informações: Tel. 2103-3400.
O espetáculo contará com a presença da Band’ Aiyê, com sua batida característica e um repertório que reúne sucessos como “Perola Negra”, “Que Bloco é esse?”, “Deusa do Ébano”, “Charme da Liberdade” e “Depois que o Ilê passar”, entre outros que marcaram esses 40 anos de existência do primeiro bloco afro a desfilar no Carnaval baiano. Além da Band’Aiyê, o espetáculo contará com alguns convidados do Ilê Aiyê, a serem ainda confirmados.
As comemorações pelos 40 anos do Ilê Aiyê tiveram início no dia 11 de outubro com a inauguração do estúdio musical da Senzala do Barro Preto e deverão ter o seu ponto máximo no próximo Carnaval, com o desfile do bloco com o tema "Do Ilê Axé Jitolu para o Mundo - Ah se não fosse o Ilê Aiyê", que incluirá uma retrospectiva dos principais acontecimentos e conquistas de sua história, mostrando desde suas origens, no Terreiro Ilê Axé Jitolu, no bairro da Liberdade, até os dias atuais, quando é (re)conhecido no Brasil e no mundo, levando a riqueza da cultura negra por onde passa.
Beleza Negra
Antes do Carnaval, o Ilê realiza na Senzala do Barro Preto a sua festa maior: a Beleza Negra. O objetivo é escolher a rainha, ou Deusa do Ébano, que desfilará com o bloco e o representará durante todo o ano em apresentações e eventos mundo afora. Especialmente em 2014, o concurso será aberto a mulheres negras até a faixa dos 40 anos (normalmente o limite é de 30 anos), uma alusão às quatro décadas de existência da instituição. As inscrições já começaram e vão até o próximo mês de janeiro.
Nesses 40 anos de vida, o presidente do Ilê Aiyê, Antonio Carlos Vovô destaca o pioneirismo do bloco em ser o primeiro afro a desfilar no Carnaval baiano, o seu compromisso com as origens africanas, o papel social e aglutinador que desempenha na comunidade do Curuzu. Tudo isso “costurado” por uma musicalidade única e uma estética diferenciada: “A musicalidade do Ilê Aiyê é muito contagiante. Temos uma iniciativa muito corajosa de só cantar músicas próprias. Nossas músicas contam as histórias do povo negro, trabalhamos a autoestima das mulheres e dos homens negros. E ainda tem a plasticidade.... A estética do Ilê forma um espetáculo muito interessante”, observa.
O show dos 40 anos do Ilê é uma realização do próprio bloco, contando com a ação de marketing cultural da Caderno 2 Produções.
O Ilê e sua história
A história do Ilê Aiyê começa exatamente no dia 1º de novembro de 1974, no Curuzu-Liberdade, bairro de maior população negra do país, onde vivem cerca de 600 mil habitantes. O bloco nasceu no espaço sagrado do Terreiro de Candomblé de nação gêge-nagô Ilê Axé Jitolu, sob o comando de Mãe Hilda dos Santos, falecida, substituída pela yalorixá Hildelice Benta dos Santos, sua filha biológica.
Apesar de profano, o Ilê herdou os fundamentos e princípios do Candomblé, como a compreensão da convivência social, o respeito aos mais velhos e o aproveitamento da simbologia para suas canções, toques, adereços e figurinos, sem ferir os fundamentos religiosos. Firmou-se, assim, como um dos principais agentes no resgate da autoestima e elevação da consciência da população negra da capital da Bahia.
Ilê Aiyê aposta no social
Na realidade, o Ilê Aiyê é muito mais do que uma entidade carnavalesca. É reconhecido pela sua importante participação social, através de ações voltadas para a inclusão do povo negro da Bahia. Os projetos funcionam no Centro Cultural Senzala do Barro Preto (na sua sede, no Curuzu- Liberdade), sendo um dos mais importantes a Escola Mãe Hilda, fundada em 1988, que atende a cerca de 200 alunos da alfabetização à 4ª série do ensino fundamental e tem como diferencial, no seu currículo, justamente o ensino da cultura negra. A Escola de Percussão, Canto, Dança e Cidadania Band'Erê, por sua vez, vem contribuindo para a formação musical e cidadã de cerca de 100 crianças e jovens.
A Escola Profissionalizante do Ilê Aiyê capacita em torno de 730 jovens por ano, com uma média de inserção de 25% desses profissionais no mercado de trabalho. Oferece uma gama de cursos gratuitos para jovens de 17 a 25 anos, a exemplo de Informática, Ajudante de Cozinha, Dança, Estética Afro, Corte e Costura Industrial, Fabricação de Calçados e Bolsas, Operador de Telemarketing e Eletricidade Predial. Além disso, o Ilê desenvolve diversas atividades e oficinas e mantêm, em sua sede (a Senzala do Barro Preto), biblioteca especializada, infocentro, estúdio e o grande espaço para shows, ensaios, festas e eventos.
Serviço
Ilê Aiyê no II Encontro das Culturas Negras
Data: 23/11/2013 - 20h
Atrações: Band’ Aiyê e convidados
Local: Teatro Castro Alves
Preço: Pista - R$20 e R$10
Vendas: Bilheteria do TCA e SAC’s Iguatemi e Barra Informações: Tel. 2103-3400 e 3117-4899
Assessoria de Imprensa
Companhia de Comunicação
Tels: 3247-5851/88921119 (Antonio Moreno)

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