María Corina Machado, que há meses vem sendo alvo da fúria chavista, agora enfrenta acusações formais por um suposto complô para matar Nicolás Maduro
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A ex-deputada venezuelana María Corina Machado p (Sérgio Lima/Folhapress/VEJA)
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O Departamento de Estado dos Estados Unidos acusou nesta quarta-feira o governo da Venezuela de intimidar e punir seus críticos depois que a opositora e ex-deputada María Corina Machado foi indiciada oficialmente por conspiração com o objetivo de matar o presidente Nicolás Maduro. Em março, Corina teve mandato cassado depois de denunciar a repressão do governo venezuelano contra manifestantes e desde então passou a ser alvo da fúria chavista.
"As acusações contra (María Corina) Machado elevam mais uma vez nossa preocupação sobre o uso arbitrário do Poder Judiciário na Venezuela para silenciar e punir os críticos do governo", disse hoje em comunicado a porta-voz adjunta do departamento, Marie Harf. "Estamos profundamente preocupados pelo que parece ser um esforço contínuo do governo da Venezuela para intimidar seus opositores políticos através do abuso do processo legal", acrescentou.
A opositora foi envolvida na quarta-feira em uma nova batalha judicial ao ser indiciada por um suposto plano para assassinar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, um crime pelo qual pode pegar 16 anos de prisão.
"Continuamos pedindo que o governo da Venezuela respeite os direitos de assembleia e associação pacífica e liberte os presos políticos, entre eles dezenas de estudantes e os líderes opositores Leopoldo López, Daniel Ceballos e Enzo Scarano", afirmou Harf.
Após vários meses de investigação, o Ministério Público da Venezuela formalizou uma acusação contra a opositora envolvida no suposto complô.
A opositora foi acusada "por supostamente ter ligação com o plano magnicida contra o presidente da República, Nicolás Maduro Moros, com o propósito de perturbar a paz do país", diz o texto da denúncia.
Nesse mesmo caso, tiveram ordem de prisão decretada os opositores Henrique Salas Römer, Diego Arria, Ricardo Emilio Koesling, Gustavo Tarre Briceño, Pedro Mario Burelli e Robert Alonso, que estão fora do país.

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