Arquiteto transforma extensa área degradada em Santo Antônio do Pinhal, SP, em oito belíssimos jardins temáticos, semelhantes aos que ele conheceu em suas viagens pelo mundo
Texto: Suely Gonçalves
Detalhe do jardim japonêsManoel tinha um hobby: plantar e visitar jardins. Quando ia à Europa o roteiro incluía, prioritariamente, longas horas passadas em magníficos parques que ele já conhecia por meio da literatura, fotos ou viagens imaginárias. Pode soar esquisito, mas a ideia de construir um grande parque no alto da Serra da Mantiqueira começou a tomar forma quando ele visitou o Front Village, na Califórnia, Estados Unidos, em pleno deserto da cidade de São José: 'Fiquei impressionado com a criatividade com que eles exploravam aquele monte de areia e pedra', relembra. A histórica beleza do Parque Tivoli, na Itália, com suas fontes e chafarizes da época dos imperadores, também colaborou para a decisão do arquiteto. E, acima de tudo, havia as lembranças da infância no sítio do pai, em Paraibuna, SP, em meio a árvores e banhos de riacho.Receoso da reação familiar (ele tem quatro filhos), guardava só para si o projeto que desenhava na cabeça, como se estivesse diante de sua prancheta de arquiteto. Mas, um dia, no final de uma visita ao Butchart Gardens, jardim canadense considerado um dos mais belos do mundo, não aguentou e disparou: 'Quando chegar ao Brasil vou fazer um parque parecido com esse'. 'Tá louco?', disse Leda, a mulher, que quase morreu de susto. Dito e feito.
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