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| Poesia e beleza |
Começamos numa nuvem, num belo céu
azul. Apesar do espaço – ou falta dele –, Pingo d’Água vive feliz ali com seus
irmãos, brincando de formar diferentes figuras nas nuvens.
“Se a nuvem tivesse nacionalidade,
aquela seria uma nuvem da China, com uma superpopulação de pingos d’água se
espremendo toda para caber lá dentro”.
E com tanto pingo d’água num só
lugar, Pingo d’Água cai e cai, pois um dia todos caem, é a lei da vida.
Acontece que a distância até o chão é imensa, mas ele consegue pousar numa
folha de roseira que começa a lhe mostrar os encantos da Natureza, todas as
suas formas e cores.

