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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

(Vai até amanhã) Encontro de Saberes Ancestrais com Parteiras e Pajés Indígenas





Representantes de todas as 16 etnias indígenas do estado do Acre, mais uma etnia de Roraima e uma do Equador, Costa Rica e México vão estar reunidos no 1º Encontro de Saberes Ancestrais com Parteiras e Pajés Indígenas. O encontro inicia nesta terça-feira, 18, no Auditório da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Estado do Acre (Fetacre). “O evento é de grande importância, pois vai ser possível ouvir as necessidades e propor nossos desejos para que essas possam vir a ser tornar políticas públicas. O encontro vai ser muito rico, principalmente pela sabedoria dessas mulheres, que são parteiras, que tem tanto a ensinar e passaram tanto tempo no anonimato”, diz a coordenadora da União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), Letícia Yawanawá. A sabedoria indígena é tradicionalmente transmitida por gerações por meio da oralidade. O encontro não é apenas uma reunião cultural, é também um incentivo a união e ao fortalecimento dos relacionamentos e troca de informações, sendo ainda dinamizado pela perspectiva política e social. Esta é uma realização da Umiab, com apoio do Governo Federal, do Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Estado de Saúde e Fundação Bright Star.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Daniel Munduruku: "Manter-se vivo é a maior contribuição que o índio pode dar ao Brasil."

Escrito por João Rocha

Foi por truque do acaso que ele nasceu na cidade.
Os pais viviam numa aldeia paraense. A mãe, grávida, viajou a Belém e o menino resolveu conhecer o mundo antes do esperado.

Foi também por conta da curiosidade que, aos 15 anos, Daniel Munduruku deixou para trás a aldeia, formou-se em Filosofia, especializou-se em História e Psicologia e tornou-se um dos primeiros índios doutores do Brasil.

O confronto entre a tradição do povo munduruku e a vida na cidade ele transformou em histórias. E as histórias em instrumentos de diálogo.

“Como educador, percebi que éramos dois povos assustados um com o outro. Era preciso aprender com as diferenças.

” Com 40 livros publicados – voltados sobretudo para as crianças –, Daniel acredita que, apesar dos avanços, ainda há muito a fazer para que os povos indígenas sejam realmente reconhecidos dentro da pluralidade cultural brasileira.

Questionado qual seria a principal contribuição do índio para a cultura brasileira, ele não vacilou:
“Manter-se vivo. Se resistirem, esses povos garantirão uma riqueza cultural, espiritual e moral que só bem faz ao Brasil.” [...]

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