Desabafo de uma mãe
5:50 da manhã de quinta feira, 02/11/2011. Acabo de passar a pior noite de minha vida. Meu filho acaba de chegar de um passeio que fez com o pai. Resolvi escrever sobre o que eu estou sentindo, não sei ao certo quais sentimentos amargam meu coração, sei que são muitos. Como eu disse, meu filho foi passar o feriado na casa de um amigo do pai e, na volta, na escuridão da noite foram surpreendidos por um carro saindo do acostamento, e houve a colisão. O carro não parou, mas também não saiu em alta velocidade, meu esposo decidiu ir atrás do carro, logo depois o colega também foi atrás. No desespero, deixaram meu filho no carro. Chegou uma viatura e dois policiais, abordaram meu filho perguntando o que ele estava fazendo ali, ele explicou, mas um deles disse que ele estava mentindo e deu dois tapas no rosto de meu filho de apenas DOZE anos de idade. A sorte é que o pessoal dos estabelecimentos próximos confirmou a versão dado por meu filho. Caso contrário, não sei o que poderia ter acontecido. Posteriormente, eles encontraram meu esposo com a mulher do acidente, ela explicou que tinha acabado de ser assaltada quando colidiu com o carro, mas eles foram embora sem prestar socorro e sem fazer a ocorrência, vocês podem imaginar porque. Quem conhece meu filho sabe que ele é negão, então, eu pergunto: será que se fosse uma criança branca que estivesse ali no acostamento seria esta a abordagem? Tenho certeza que não. O que me revolta é que não posso fazer nada, pois ninguém anotou a placa nem os nomes dos policiais. Paro por aqui está na hora de acordar meu outro filho para ir para escola.
5:50 da manhã de quinta feira, 02/11/2011. Acabo de passar a pior noite de minha vida. Meu filho acaba de chegar de um passeio que fez com o pai. Resolvi escrever sobre o que eu estou sentindo, não sei ao certo quais sentimentos amargam meu coração, sei que são muitos. Como eu disse, meu filho foi passar o feriado na casa de um amigo do pai e, na volta, na escuridão da noite foram surpreendidos por um carro saindo do acostamento, e houve a colisão. O carro não parou, mas também não saiu em alta velocidade, meu esposo decidiu ir atrás do carro, logo depois o colega também foi atrás. No desespero, deixaram meu filho no carro. Chegou uma viatura e dois policiais, abordaram meu filho perguntando o que ele estava fazendo ali, ele explicou, mas um deles disse que ele estava mentindo e deu dois tapas no rosto de meu filho de apenas DOZE anos de idade. A sorte é que o pessoal dos estabelecimentos próximos confirmou a versão dado por meu filho. Caso contrário, não sei o que poderia ter acontecido. Posteriormente, eles encontraram meu esposo com a mulher do acidente, ela explicou que tinha acabado de ser assaltada quando colidiu com o carro, mas eles foram embora sem prestar socorro e sem fazer a ocorrência, vocês podem imaginar porque. Quem conhece meu filho sabe que ele é negão, então, eu pergunto: será que se fosse uma criança branca que estivesse ali no acostamento seria esta a abordagem? Tenho certeza que não. O que me revolta é que não posso fazer nada, pois ninguém anotou a placa nem os nomes dos policiais. Paro por aqui está na hora de acordar meu outro filho para ir para escola.
Zelinda Barros - Ciências Sociais
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