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sábado, 29 de outubro de 2011

Poemação 23 - Uma Homenagem a poeta Cristiane Sobral


A Biblioteca Nacional de Brasília Leonel de Moura Brizola 
realiza no dia primeiro de novembro o Poemação 23 
abrindo as comemorações pelo Dia Nacional da Consciência Negra,
 o 20 de novembro, homenageando a poeta Cristiane Sobral. 
Segue  anexo o release do SarauVideoliteromusical. 
Contamos com a sua presença
A Biblioteca Nacional de Brasília agradece a divulgação.
Marcos Freitas e Jorge Amâncio - coordenadores
061 8129-7116       061 8167-4450
http://www.bnb.df.gov.br/

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Curso "200 Anos de Poesia na Bahia" destacará a importância da literatura negra

Na próxima sexta-feira, dia 2 de setembro, o poeta baiano José Carlos Limeira ministrará a palestra “De Luiz Gama a Landê Onawalê: um retrato da poesia baiana de matriz africana”. A atividade faz parte dos festejos alusivos ao Bicentenário da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, e integra o curso 200 Anos de Poesia na Bahia ministrado pelo poeta Douglas de Almeida, que já se encontra no terceiro módulo. O evento terá início às 15h, na sala Katia Mattoso da biblioteca localizada nos Barris.

terça-feira, 26 de abril de 2011

MISCIGENAÇÃO - Professor Eduardo Viana


Sou branco,
sou índio, sou negro.
Mameluco, mulato,
cafuzo, confuso.

Perdido na mistura
que tanto me encanta.
M' entristeço ante ao preconceito,
cuja presença ainda me espanta,
deixa marcas por todo o lugar...


Sou mosaico,
aquarela, heterogêneo,
Sou mistura.
Filho dos filhos da nação brasileira
E de sua inigualável cultura.

Esperança de uma nova sociedade,
pautada no ser
e não no ter.
E nas diferenças, por Direito.
Uma real igualdade.



Eudardo Viana é professor, poeta e pai de família. Parceiro de trabalho da professora Dulce Maria, no Escolas Sustentáveis da UFOP.

Eduardo Viana e sua família

terça-feira, 29 de março de 2011

Salvador 462 anos!Parabéns Negona!



É d'Oxum

Gerônimo

Nessa cidade todo mundo é d'Oxum
Homem, menino, menina, mulher
Toda gente irradia magia
Presente na água doce
Presente na água salgada
Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha
Seja tenente ou filho de pescador
Ou importante desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só
A força que mora n'água
Não faz distinção de cor
E toda cidade é d'Oxum
É d'Oxum
É d'Oxum
Eu vou navegar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Eu vou navegar nas ondas do mar
Iá aguibá Oxum aurá olu adupé

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Buraco - por Sergio São Bernardo


O mundo afundou no poço do oco da terra 
O buraco ficou sem fundo 
O buraco não tinha cor


Era uma estrela congelada e invisível 
Que não tinha nome
Botaram nome na estrela

O nexo mais profundo e exposto do que existe na terra
O fundo da terra é preto
O fundo do mar é preto
O preto que faz o reboco da terra afundou no poço
O vestido da menina que vai ao baile é preto básico
O fundo do buraco é sem cor
Se é negro o buraco sem fundo 
Se o negro não existe
O buraco inexiste
Entretanto, ninguém escapa de um buraco negro

A luz que fica lá dentro sem sair
Atrai estranhas gravidades
Atrai estranhas velocidades 
protomutâncias
um pêndulo entre deus e o metal

uma fé ressentida entre o bem e o mal 
uma relíquia indecifrável no pulmão oco do espaço
um tropeço esperado do próximo passo

O seu buraco

sou eu!

Sergio São Bernardo


domingo, 5 de setembro de 2010

O LAÇO E O ABRAÇO - Mário Quintana


Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de
braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço
afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum
pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O TRONO - Ed Ribe

Sentado com todo poder
Ordens, súditos derrotados e vencedores
Imaginários aliados e sugadores
O trono dá força real
Com toda pompa da realeza
Sempre com muita beleza
Sem pensar no final

O trono tem alegria
Tem poder tem a força
Ao ponto de colocar inocentes na forca
Homens ficam potentes
Pegando as migalhas dos carentes
Sem saber o que espera na frente
Sentado no trono com muito gosto
Até que um dia puxam a corda
Acabam parando no esgoto

Autor: Ed Ribeiro.

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