Fonte: Raça Brasil
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Por Maurício Pestana | Foto Jane Araujo/Divulgação
Congresso Nacional, Brasília, mês de agosto. A energia de estar na mais alta esfera política do país era inerente nos corredores de tapetes azuis, nas salas e antessalas de vidros escuros onde tudo inspira e transpira poder. O entrevistado personificava toda a atmosfera, afinal, há mais de 50 anos, sua vida se confunde com a história de poder político no Brasil: José Sarney, senador e presidente do Congresso Nacional.
O dia foi atípico na capital federal. Uma crise política acabara de ser defl agrada. Um dos assessores nos dá a notícia de que a entrevista seria adiada para a manhã seguinte, pois Sarney estava reunido às portas fechadas com a presidente da República, Dilma Rousseff . O motivo? A possível queda do ministro da defesa Nelson Jobim, fato que se consumaria horas mais tarde. Na manhã seguinte, o senador nos recebeu e nos explicou o porquê da agenda adiada do dia anterior.
Deputado federal (1958-1965) Sarney foi um dos líderes progressista da UDN, defensor, naquele momento, de bandeiras como a reforma agrária. Em 1964, fez oposição ao golpe militar que depôs o presidente João Goulart; um ano mais tarde, entrou para o partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Governou o Maranhão de 1966 a 1971 e cumpriu dois mandatos como senador.
