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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Juventude e sonho - Deputado eleito da BA é o mais jovem do país e afirma sonhar ser presidente

Uldurico Júnior, 22 anos, foi eleito pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC).
Ele nunca tinha concorrido a um cargo político e conseguiu 39.904 votos.
Uldurico Junior 
Uldurico Júnior, de 22 anos, do Partido Trabalhista Cristão (PTC), é o deputado federal mais jovem deste ano no país. O estudante de Agronomia, morador de Teixeira de Freitas, região sul, e filho do ex-deputado federal Uldurico Pinto, conquistou 39.904 votos e pretende aliar o mandato ao seu curso universitário. "Sempre fui político. Quando era pequeno, assistia aos comícios e, desde os meus 18, sempre trabalhei, fazia reuniões de movimento estudantil", conta.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vendedora de sorvetes e ex-moradora de rua passa na Ufba


Na prova da vida,  Mona Lisa Nunes de Souza, 23, marcou a alternativa correta. Restava o vestibular e, também nesse caso, acertou em cheio. Aprovada  na Universidade Federal da Bahia (Ufba), seu nome consta entre os 45 selecionados para cursar história. Seria apenas mais uma estudante de ensino superior se na sua linha do tempo tudo não tivesse conspirado para que sequer completasse o primeiro grau.
A fábrica de sorvetes no quarto do barraco e saindo para estudar História  


 “Sentem-se aí”, convidou, ao receber o CORREIO na Igreja Batista Sinai, no Barbalho, onde fez um cursinho para alunos de baixa renda. Após puxar a cadeira e sentar-se, a mais nova estudante de História da Ufba começou contando a sua própria. Uma trajetória de tragédia e superação.
Atual vendedora de sorvetes no bairro do Santo Antônio, Mona conta que foi abandonada pela mãe quando criança. Entregue à avó numa cidade do interior, apanhava e era tratada como empregada doméstica. “Passava o dia lavando roupa e arrumando a casa. Me alimentava com restos de comida dela”.
Sempre teve o sonho de reencontrar a mãe. Mas, quando ela reapareceu de repente, descobriu que na verdade o pesadelo começaria ali. Aos 9 anos, foi trazida para a capital sem ter onde morar. Passou seis anos nas ruas. A essa altura, a mãe e as duas irmãs estavam viciadas em crack. “Nunca nem toquei nessas”.

Sobrevivia pedindo esmolas, fazia malocas de papelão para dormir e esperava o “carro da sopa” passar à noite. Pela manhã, tomava café na Ladeira de Santana, onde até hoje existe uma instituição de caridade que assiste moradores de rua. Quando tinha comida para cozinhar, usava fogareiros de álcool. Numa dessas, aos 14 anos, foi vítima de uma explosão.

Alma queimada
“Coloquei álcool e não vi que ainda tinha fogo aceso no fogareiro”. Mona ficou 30 dias internada no setor de queimados do Hospital Geral do Estado com 40% do corpo atingido com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. “Fiquei desfigurada. Minha mãe só foi me visitar uma vez”. Isso lhe queimou a alma.

Órgãos públicos até ajudaram a família, que em alguns anos foi agraciada com duas casas do governo. “Mas minha mãe vendia as casas e voltava para a rua”. Mona era a única a não se conformar. Por iniciativa própria, longe dos olhares da mãe, matriculava-se em escolas públicas.

“Minha mãe era analfabeta e não queria que eu estudasse. Sempre dizia: ‘Pra que estudo? Com a vida que você tem, você não precisa’. Mas eu me matriculava escondido”. 

Perdeu alguns anos letivos por ausência. “Eu  tinha que fazer serviços domésticos o dia inteiro. Senão apanhava. Apanhava muito”. Através de uma instituição pública, conseguiu emprego como ajudante de cozinha de um restaurante que só abria aos sábados e domingos. Ganhava R$ 15 por dia. Foi quando fugiu de casa para morar no emprego. Teve que largar a família para não abandonar os livros.

Teve outros dois empregos. Trabalhava das 6h às 19h e corria para escola. No Colégio Estadual Marques de Abrantes, no Santo Antônio, conheceu o esposo, Welson Pereira, 27, com quem se casou há quatro anos. Logo ele, que largou os estudos para ser sorveteiro. “Ele é meio preguiçoso para os estudos. Fica dando desculpa pra não voltar a estudar”.

Sustento  Juntaram um dinheirinho, compraram freezer e máquina de fazer sorvete. Até outro dia, Mona passava a manhã e as tardes misturando ingredientes e essências para produzir o seu sustento. À noite, tentava garantir o seu futuro na sala de aula. “Às vezes fazia tudo ao mesmo tempo. Enquanto fazia o sorvete dava uma olhadinha nos livros”. Atravessou o segundo grau nos colégios Central e Icéia. Depois, entrou para o cursinho. 

“Só chegava aqui esbaforida, essa menina”, lembra Riva Araujo, coordenadora do cursinho. O professor de História Marcelo Mascarenhas, o maior incentivador, diz que a realidade vivida pela aluna faz com que ela entre na universidade com uma maior capacidade crítica.

“É incrível. Para Mona, história é algo vivo. Através da disciplina, ela parece entender melhor as engrenagens sociais que a levaram a condição de pobreza e exclusão”, acredita o professor. Na nova fase, Mona tentou incluir as irmãs e a mãe.  Mas descobriu que, ao colocá-las dentro da sua própria casa, estava sendo roubada. “Levavam minhas coisas para sustentar o vício”.
Como não deu certo. Prefere nem ter notícias, mas elas chegam. “A última vez que soube das minhas irmãs, uma estava namorando um traficante. A outra continua se prostituindo”. A mãe, a maior mágoa, é a única a fazê-la chorar. “O mais duro é saber que ela não gostava de mim”. 

A aprovação na Ufba ajuda a abrandar o passado triste. Estava entre os 191 inscritos no vestibular para História. Enfrentou cinco candidatos para cada vaga. Agora só espera o dia da matrícula e o início das aulas, marcado para o final de fevereiro.

A paixão pela disciplina que dá nome ao curso começou de repente. “Fico imaginando como aconteciam as coisas do passado.  Me imagino na cena. Me revolto com as injustiças daquele tempo”, diz Mona. Curioso. Uma pessoa tão interessada no passado jamais abriu mão do futuro.
Barraco abriga fábrica de sonhos
Tem de coco, creme com passas, abacaxi, umbu e muito mais. Mona Lisa e o marido Welson fabricam seus sonhos numa casa onde não chega carro, um barraco construído bem na encosta que divide o bairro do Santo Antônio e a Cidade Baixa. A residência, ainda de reboco, tinha dois quartos, mas um deles foi transformado em sorveteria.

O CORREIO foi recebido com sorvete de umbu para aliviar o calor escaldante. Por enquanto, o casal abastece quatro sorveteiros, além do próprio Welson, que também circula com o carrinho pelas ruas. Por dia, fabricam em média dez litros de sorvete.

“Dá pra manter nossa casa. Principalmente nessa época do Verão”. Os sorvetes são da fruta. “Mas alguns têm que colocar essência”, ensina. Agora, Mona vai ter que se desdobrar entre os afazeres de sorveteira e estudante de História. Só não dá pra misturar sorvete de coco, chocolate ou umbu com história do Brasil, geral ou contemporânea.
Cursinho tem professores voluntários
O cursinho em que Mona estudou pertence à Associação Sinai para Desenvolvimento do Cidadão (ASDC), da Igreja Batista Sinai. Destinado para alunos de baixa renda, todos os 11 professores são voluntários. “E extremamente dedicados”, diz a coordenadora Riva Araújo.

Mona não foi a única dos 120 alunos do curso a ser aprovada numa instituição de ensino federal. Mais 18 passaram no vestibular da Ufba e outros 15 conseguiram vagas no não menos concorrido Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba).

Parte dos alunos paga uma taxa simbólica entre R$ 40 e R$ 60. “Alguns não pagam nada. Os mais pobres a gente tem que dar o dinheiro do transporte”, diz Riva.
Outros cursos comunitários em Salvador
Em Salvador, há outros cursos para estudantes de baixa renda. Somente dois deles estão oferecendo 680 vagas, com mensalidades que variam de R$ 50 a R$ 90. São eles a Associação dos Ex-Alunos da Uneb (Unex) e a ONG Pierre Bordieu, ambas com inscrições abertas. A primeira tem matrícula até o dia 10 de fevereiro e início das aulas programado para 4 de abril. A segunda inscreve até o dia 11 desse mês e começa em 21 de março.
Por : Alexandre Lyrio 
Fonte: CORREIO 

sexta-feira, 26 de junho de 2009

MODELO NEGRA BAIANA FALA SOBRE COTAS NA SPFW Por: José Mion - Foto: Reprodução


Apesar de já ter se posicionado contra as cotas para negros nas passarelas, a baiana Rojane Fradique (foto ao lado) se mostra agora favorável ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a São Paulo Fashion Week e o Ministério Público do Estado de São Paulo, que sugere às grifes que pelo menos 10% dos modelos nos desfiles da temporada sejam negros.

Em entrevista ao A Tarde, a bela de 22 anos - há cinco no mundo da moda - acredita que a medida é interessante por garantir a presença dos afrodescendentes nos desfiles. "Se não fosse essa lei de cotas não teria negros lindos e elegantes como tem agora", disse. Mesmo não desfilando este ano na SPFW, por estar dando prioridade aos estudos, ela não deixa de se posicionar e questiona se as cotas também não passarão a ser exigidas em outros eventos, como a Semana Iguatemi de Moda (SIM) e Barra Fashion, por exemplo.

Enviado por Rosangela

terça-feira, 23 de junho de 2009

Prêmio Viva Leitura 2009 recebe inscrições

Estão abertas as inscrições para a edição 2009 do Prêmio Vivaleitura, que tem como objetivos estimular, fomentar e reconhecer experiências relacionadas à leitura.

São avaliados os trabalhos em prol da leitura desenvolvidos por instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do Brasil inteiro. As inscrições podem ser feitas em três categorias distintas: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e sociedade, categoria que abrange empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais.

Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 30 mil. Para este ano, na categoria “Sociedade”, o regulamento prevê uma menção honrosa que poderá ser concedida a projetos realizados por empresas ou universidades.

O Vivaleitura é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), dos ministérios da Cultura e da Educação, com realização e patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de julho, por meio do site:www.premiovivaleitura.org.br, ou por carta registrada, com aviso de recebimento (Caixa Postal 71037-7 - CEP 03410-970 - São Paulo – SP). Os finalistas serão anunciados em outubro e a premiação está prevista para acontecer em novembro. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7700987. As ligações são gratuitas.

Enviado por Rosangela

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Caso Canabrava :mais uma mãe negra morre em Salvador

Todos os dias pela manhã quando acordo procuro me manter informada dos acontecimentos locais, nacionais e internacionais.

Leio os jornais de grande circulação da cidade onde moro ,Salvador a exemplo do jornal A Tarde, como também assisto a telejornais e programas policiais para solidificar a minha responsabilidade enquanto porta voz do meu povo.

Tenho identificado que esta responsabilidade perpassa falar de cultura, artes, religião e música enfim de eventos, que me auto-definir enquanto membro de um grupo étnico-racial é também me posicionar no plano político e ideológico, uma vez que membros do meu grupo estão todos os dias expostos a humilhação nos meios midiaticos e que na condição de repórter e mulher negra não posso de forma alguma me comportar de maneira imparcial perante estes fatos sem me sentir parte destes problemas.

Esta manhã não foi mais uma manhã em que eu apenas assistir , li e me indignei com as noticias , ela foi diferente porque não da mais para suportar, então, decidir soltar o verbo nos meios de comunicação deste estado porque Salvador esta lavada de sangue negro.

Ago,forças ancestrais para que eu possa transgredir as regras dessa academia imparcial para falar de uma dor que é irreparável , de um assunto de extrema seriedade na sociedade brasileira, de fatos recorrentes na sociedade baiana.

Ontem(16) por volta das 20 horas três jovens negros foram executados dentro de casa pela policia, os três irmãos – Edmilson Ferreira dos Anjos, 22 anos, Rogério Ferreira, 24, e Manoel Ferreira, 23 .

O fato esta exposto nos jornais de grande circulação da cidade ,porém a minha ótica é para além deste fato é na conseqüência , na desestrutura das famílias negras do bairro de Canabrava, submetidas à guerra urbana e tratadas como se não tivessem direitos à segurança publica , como se fossem as culpadas pelo caos social,na morte psicológica não só da senhora Maria Conceição mãe destes três jovens negros como também de várias mães negras desta cidade que presenciam o extermínio dos seus filhos sem direito a defesa, porque os déspotas tratam imediatamente de contextualizar os fatos afirmando que os jovens negros (as) envolvidos em situação de violência são membros do tráficos, não se enganem meu povo!Afinal estes mesmos déspotas e tantos outros aprenderam com as idéias cientificista e racistas do século XIX “Nina Rodrigues” e seus discípulos a definirem o fenótipo dos supeitos (as).

Ao me deparar com o discurso da senhora Maria da conceição foi inevitável não pensar na possiblidade da minha mãe negra também ser vítima desta violência. Leiam na intergra o que ela falou para o jornal A Tarde[...] que os filhos não teriam envolvimento com o tráfico de drogas e nem com o homicídio.

“Eles não iam ficar em casa, onde foram mortos, se estivessem envolvidos, ainda mais vendo um monte de policiais na rua”, se desesperou a mãe”.[...]

A violência não esta explicita neste depoimento ela esta para além dele porque a morte psicológica em casos como este é irretratável , os policiais pediram para que dona Maria Conceição se retirasse da sua casa para executar seus três filhos.

Ai, eu tentei me transportar para o sentimento, para dor desta mãe negra, a me questionar se existe alguma força superior ou alguém que consiga conforta-la neste momento.

Movimento negro deste estado, deste país e agora qual será o nosso posicionamento com relação a esta situação?O que vamos fazer para garantir o acesso jurídico destas famílias , como será a nossa intervenção no amparo a dona Maria Conceição e toda sua família ? Será que este fato será mais um número no índice de pesquisa sobre violência ? Deixo aqui as minhas reflexões e setimento pois à primeira conferência nacional de segurança pública esta se aproximando com o tema segurança e cidadania:participe desta mudança! E aqui em Salvador a madeira continua comendo no centro.

Por Ana Paula Fanon

terça-feira, 16 de junho de 2009

Plenário da Câmara tem em pauta projeto que aprova o Plano Nacional de Juventude

O item 8 da pauta do Plenário da Câmara para a semana de 15/6 é o Projeto de Lei 4530/04, da Comissão Especial destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude, que aprova o Plano Nacional de Juventude. O projeto vem à pauta com substitutivo da comissão especial, formada para apreciar a matéria.



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