O O governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi atingido na cabeça por um copo de cerveja enquanto desfilava pelas ruas do bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em comemoração ao 2 de Julho, data que se comemora a Independência do Brasil na Bahia. A reportagem é do site Política Livre.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
O bicho tá pegando na Bahia ... O Governador Jaques Wagner é atingido por copo de cerveja no desfile ao 2 de Julho!
O O governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner (PT), foi atingido na cabeça por um copo de cerveja enquanto desfilava pelas ruas do bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em comemoração ao 2 de Julho, data que se comemora a Independência do Brasil na Bahia. A reportagem é do site Política Livre.
segunda-feira, 7 de março de 2011
ESTAMOS AQUI! EXCLUSÃO BASTA! Um dia sem Nós!
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| Versão em inglês da marca criada em campanha contra o racismo, pelo publicitário João Silva. |
sexta-feira, 2 de julho de 2010
RACISMO AQUI, NÃO! - NA COPA 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
PARA OS NEGROS, O "BRASIL" VIRA AS COSTAS! - Por Tonho Matéria
sábado, 20 de março de 2010
Carnaval de Salvador no mar da Barra! Impressionante!!!.
Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.
Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.
Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.
Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.
A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.
Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…
Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.
Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.
Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.
Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!
Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.
Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.
Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.
Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.
O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.
É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…
Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.
Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.
O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.
Não tem alegria alguma no fundo da folia!
Enviado Por:André Papi
Biólogo / Coord. Geral
Org. Sócio-Ambientalista Joguelimpo
Instrutor do Projeto Orla - MMA/SPU
Mestrando em Geologia Costeira, Marinha e Sedimentar - UFBA
Tel:(71) 8865.5239 / 3374.7945
Site: www.joguelimpo.org.br
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
SALVADOR: TERRA DE NEGROS COM ELITE ESCRAVOCRATA! Por Capitão Marinho
Salvador conhecida, também, como “Cidade Alegria” devido aos festejos populares, destaque para o Carnaval – a maior festa de rua do mundo, tem números estarrecedores quanto à questão social. A renda per capita de Salvador só ganha de Teresina – capital do Piauí, estado mais pobre do Brasil; a taxa de desemprego de Salvador, em outubro de 2009, segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômico), foi de 18,7%, a maior taxa de desemprego das capitais brasileiras. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Salvador, segundo o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) em alguns locais têm indicadores melhores que os da Noruega (País de melhor IDH no mundo) e em outros amargam uma situação pior que a da África do Sul, igualando-se a Namíbia (o segundo pior IDH do mundo).
Salvador é a terceira maior população do Brasil (2 998 056 – Jul/09 IBGE), entretanto seu PIB (Produto Interno Bruto) é o décimo primeiro (R$ 26 727 132 000), ficando atrás de cidades que têm uma população menor que a METADE da população de Salvador, como Duque de Caxias – RJ, Guarulhos – SP e Campinas – SP. Quanto às estatísticas policiais, os números de Salvador são ainda mais estarrecedores. Nos meses de setembro, outubro e novembro de 2009, Salvador registrou 469 homicídios (Fonte: Centro de Documentação e Estatística Policial da Secretária de Segurança Pública do Estado da Bahia), o que equivale a 15,64 homicídios para cada 100 mil habitantes. Para ter um parâmetro trago à baila os números da cidade do Rio de Janeiro, considerada por muitos como a cidade mais violenta do Brasil. Nos meses de setembro, outubro e novembro de 2009, a cidade do Rio de Janeiro registrou 486 homicídios (Fonte: Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro), o que equivale a 7,85 homicídios para cada 100 mil habitantes (população da cidade do Rio de janeiro: 6 186 710 – Jul/09 IBGE). Ou seja, o número de homicídios em Salvador é o dobro da cidade do Rio de Janeiro. Em 2008, Salvador registrou 1733 homicídios, o que equivale a 57,80 homicídios para cada 100 mil habitantes. Portugal, que é o país com a MAIS ALTA taxa de homicídios da Europa Ocidental, segundo o Departamento de Drogas e Crime das Nações Unidas, tem o índice de 2,15 homicídios por 100 mil habitantes. Até quando Salvador vai ficar “gastando gente”?
Salvador nunca viveu legitimamente uma democracia, pois a sua população, formada de 84% de afrodescendentes, nunca teve um prefeito negro eleito pelo povo. Lá, para a grande maioria dos políticos, o negro só serve para votar, jamais ser votado. Que diga o Dep Fed Luiz Alberto o quanto articulou para ser uma alternativa negra para a Prefeitura de Salvador. Ou João Jorge, que na presidência do Olodum fez com que a logomarca da banda, no exterior, perdesse apenas para o Cristo Redentor e a praia de Copacabana como um dos símbolos brasileiros mais conhecidos que reportam os estrangeiros ao Brasil. Apesar da Bahia ser conhecida no exterior graças ao ritmo do Olodum, seu Presidente ainda não tem assegurada uma vaga para poder disputar o Senado nas próximas eleições. Vou torcer muito para que os soteropolitanos “empreteçam” a política, elegendo, além dos poucos que já estão, Tonho Matéria, Jorge Portugal, Sérgio São Bernado, João Jorge, dentre outros que se destacam na mitância em busca de mais oportunidades e igualdade para a população afrodescendentes. Ah... Salvador tem uma Secretaria de Reparação (SEMUR), onde o Secretário está mais desorientado que cego no meio de tiroteio. Sem querer ser deselegante, no dia que ele atender meu telefonema, vou dizer para ele: ou você pede ajuda para estabelecer metas e consolidar projetos ou PEÇA PRA SAIR!
O carnaval é uma demonstração transparente da política escravocrata que predonima em Salvador. A banda "Chiclete com Banana" e a banda "Asa de Águia" recebem milhões dos cofres públicos para tocar no carnaval da Bahia. Por que ninguém divulga isso? Sozinho, "Chiclete com Banana" ou "Ásia de Águia", recebe mais dos cofres públicos do que todas as bandas e cantores Afro reunidos, Olodum, Ilê, Os Negões, Muzenza, Tonho Matéria, Lazzo, dentre outros. Diferentemente de Nizan Guanaes, gosto do Bell e do Durvalino, mas acho que os milhões do cofres públicos poderiam ter destinações diferentes. Por que não melhorar as condições de trabalho dos policiais e dos cordeiros, que trabalham em condições análogas a escravos? Ou melhorar a infraestrutura do carnaval para aqueles que não podem pagar a fantasia dos blocos ou a camisa dos camarotes, e que são a grande maioria dos soteropolitanos? Muitos desses não conseguem emprego porque muitas empresas e shopping de Salvador só recebem currículos com foto, para não incorrer no risco de contratar um negro sem saber.
Os empresários de Salvador, não todos – a grande maioria, compartilham do mesmo pensamento do Cônsul haitiano: “todo lugar que tem africanos tá f...”. E eles conseguem influenciar nas estatísticas religiosas, pois Salvador, que tem milhares de adeptos das religiões de matrizes afro, segundo o IBGE este número é desprezível, pois na sua estatística, Salvador tem: 58,74% de católicos, 18,14% sem religião, 15,13% protestante e 2,53% espírita. Cadê os adeptos do candomblé? Por que não se declaram? Respondo: receio da intolerância religiosa que a “Roma Negra” vive até hoje. A elite escravocrata faz com que Salvador regrida!
Terminarei este artigo de forma diferente, com exposição de fotos, logo abaixo, onde uma delegada de Salvador, de forma exibicionista, expõe suas “presas”, algumas delas, pais de família, de boa índole, que foram reconhecidos pelos meus amigos. Esta delegada tem espaço na mídia soteropolitana, que a denomina de "deleGata" – eu pensava que ela tinha espaço por ser loira. Mas diante destas fotos, fazendo pose - de arma em punho - diante de várias pessoas (NEGRAS) que passavam pelo constrangimento de serem revistadas, agora, tenho certeza que ela tem espaço na mídia por REZAR a mesma cartilha da ELITE ESCRAVOCRATA SOTEROPOLITANA. Será que ela tem a mesma postura quando prende - se é que ela prende - os suspeitos que praticam crimes de colarinho branco? Por fim, é lamentável e muito triste concluir isso: SALVADOR É TERRA DE NEGROS COM ELITE ESCRAVOCRATA!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
HAITI - O PACTO COM O DIABO
Vale a pena colocar trechos no blog da Maria Preta e despertar uma discussão sobre o tema, sobretudo sobre este país, Haiti, que tanto representa nosso povo negro.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
ALGUÉM SE CANDIDATA A GOSTAR DE SALVADOR ?
que precisa Salvador. A cidade da Bahia, mundialmente reconhecida como a cidade
da luz barroca e das águas imantadas de prazer e do sol, também é reconhecida
por ser a cidade do mijo, cidade dos que não têm lugar onde morar, cidade dos
que andam a pé, cidade que não tem passeio público, cidade que não tem
estacionamento público, cidade dos jovens que morrem nas periferias, cidade que
não tem empregos para todos, cidade que se privatiza e se fecha para o restante
da população...
Salvador
é uma cidade rica e plural. A diversidade é hierárquica e poder e dinheiro
mandam por aqui. Temos belíssimos intelectuais e ricos investidores na cidade
que não gostam da maioria da população. Ainda fazemos congressos internacionais
e sonhamos com as fachadas de Barcelona e Madri. Temos muitas pessoas que estragam
a cidade e outras que parecem nem existir nela. Precisamos mudar a atitude da
cidade sobre nós mesmos.
O
carnaval tá chegando e precisamos saber qual o preço filosófico e civilizatório
da baianidade nagô. Até quando cederemos às investidas fáceis dos empresários
gananciosos do setor imobiliário, do setor dos transportes e do setor hoteleiro
que mandam na cidade e nem parecem gostar tanto dela assim. O Estatuto do
Carnaval precisa tratar da riqueza que ele produz e não da miséria que é
ocultada através dele.
Cultura
e arte também não são suficientes para debater o poder do dinheiro e do
desenvolvimento econômico da cidade. Um milhão de pessoas andam a pé e o transporte
público tem ônibus feio, velho, cheio e quente para os bairros populares e
ônibus bonito e novo para os bairros mais vistosos. O sistema habitacional
necessita de 100 mil casas. Uma parte da população morre aos milhares
executados todos os dias. Mais de duas mil pessoas moram nas ruas e o sistema
de TV simula um teatro diário de julgamento e execução de pessoas em conluio
com os grupos de extermínio e poderes constituídos. A violência e seu
enfrentamento viraram um produto à venda. Muitos vivem de estatísticas e
relatórios sobre a miséria e a morte dos outros.
Não
sabemos ainda se Salvador nasceu apenas para ser uma fortaleza, ou um centro da
colônia... Entretanto, continuamos a fechar ruas e prédios e a transformar
Salvador na cidade das Vilas, Residences e Palaces. Nas micro cidades sitiadas.
É o fim da Cidade.
Mesmo
tendo uma forte indústria, a infra-estrutura da cidade é a mesma de 30 anos
atrás. Sabemos muito bem porque o metrô já leva 10 anos e os seus 6,5
quilômetros de percurso não chegarão a lugar algum. Sabemos muito bem porque o
projeto de revitalização do Centro Histórico e do Comércio parecem não acabar.
Agora é preciso ter
coragem. Se quiser governá-la será preciso gostar de Salvador. A cidade precisa
de quem goste dela. Na verdade, a cidade precisa de quem goste de quem vive
nela. Alguém se candidata a gostar de Salvador e a ter propostas sólidas para a
maioria de sua população?
Sérgio São Bernardo
Instituto Pedra de Raio - Justiça Cidadã
www.pedraderaio.org.br
sergiosaobernardo.blogspot.com
sábado, 16 de janeiro de 2010
"Seus problemas com a violência acabaram" - Malu Fontes
Que a Malu Fontes é uma das pessoas mais lúcidas na Bahia atualmente, não há dúvidas. Portanto, vale a pena ler o texto bem escrito e inteligente.Mesmo que você não concorde com as idéias dela, vale a pena ler, pela diversidade de opiniões. Eu já havia comentado o anúncio com amigos, na mesma linha. Mas ela produziu um texto, digamos, superinstigante.TELEANÁLISE
SEUS PROBLEMAS COM A VIOLÊNCIA ACABARAM
Malu Fontes
Algum gênio, expert ou autoridade em sociologia, antropologia, semiótica, ou, melhor ainda, em comunicação, é capaz de explicar o objetivo, a função, o sentido, a eficácia e o efeito público da campanha institucional, produzida e veiculada pela Prefeitura de Salvador, para anunciar o site <www.salvadordapaz. com.br>, em defesa da paz? Muita coisa abaixo de qualquer classificação de ridícula se tem feito e refeito em nome da promoção da paz. E talvez seja justamente por isso, ou seja, por assustar-se com tamanho mau gosto e tamanha breguice e ineficácia das campanhas e manifestações em seu nome, que a coitada da paz cada vez mais dá as costas a esse país e, mais recentemente, especialmente a Salvador.
Quem quiser saber como a banda toca na relação paz versus violência na cidade, preferencialmente antes de entrar no site anunciado em horário nobre, com o dinheiro dos contribuintes encurralados pela violência, que pergunte a alguma voz privilegiada que vê literalmente o número abissal de cadáveres objetos de violência que chegam todos os dias ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. Se não quiser chocar-se um tanto mais, que pergunte tão somente sobre o número de corpos vitimados pela violência e que lá chegam como não identificados. Mas transparência no que se refere a estes ou outros números da violência não é o forte dos órgãos oficiais que usam o gasto nome da democracia em vão.
PÁGINAS POLICIAIS - Os personagens e o cenário da campanha do tal site são de anúncio de sabão em pó, de um branco total radiante. Uma mistura temática de imagens que remetem, ora a aquele povo esquisito e improvável que morava no céu entediante da novela A Viagem, ora a aquelas mulheres de branco reunidas por Duda Mendonça na campanha eleitoral do primeiro mandato do presidente Lula. Ao som do Bolero de Ravel, elas caminhavam muito felizes num campo de trigo, sob um céu de brigadeiro, rumo a um futuro seguro.
O exército humano e o enunciado da promoção da paz da campanha da Prefeitura anunciam literalmente o nada. Já não basta o batalhão de ONGs duvidosas, da confraria do axé e dos engajados sem noção que saem às ruas soltando pombas brancas, todos engajadíssimos em coisas como Sou da Paz ou Vou na Paz? A vida é tão à la Nelson Rodrigues que os famosinhos que aparecem nessas campanhas com as mãos em asas numa mímica da pomba nos outdoors, volta e meia aparecem nas páginas policiais dos jornais sob referências nada pacíficas. Um dia esmurrando um motorista após um pequeno incidente de trânsito, no outro recrutando policiais para matar desafetos.
ARTISTADA - Tão risível, portanto, como os atos e os fatos envolvendo a artistada e a militância que vai ao orgasmo diante de um outdoor da paz é a iniciativa da Prefeitura de usar dinheiro público para divulgar, em horário nobre, em rede de televisão, um site que provoca em quem tem mais de um neurônio uma avalanche de vergonha alheia. A campanha pede para que o telespectador vá ao site, acesse-o e engaje-se na promoção da paz. Como? Ora, muito simples: basta deixar mensagens edificantes, ou um vídeo, um clip. Por que ninguém nunca havia pensado nisso antes como uma estratégia e uma ferramenta definitiva para evitar que uma cidade tão feliz tenha, por exemplo, 62 assassinatos entre o Natal e o Ano Novo? Por que, deuses do mundo, aquelas almas sebosas que esquartejaram e deceparam um rapaz no Bairro da Paz, aquele outro que atirou no publicitário no bar e os metralhadores do Chaplin da Barra não deram uma acessadinha antes no site pacificador? Se o tivessem feito, as manchetes teriam sido diferentes no dia seguinte. Faltou o quê? Divulgação do site um pouquinho antes? Talvez. Só pode ter sido isso. Semana que vem, com a campanha no ar, a matança será estancada. A receita para a paz é, seguramente, apenas holofotes da Prefeitura no intervalo comercial.
TABAJARA - Sob o álibi de saudar 2010, o que a campanha pede mesmo é que o telespectador entre no tal site para promover a paz e passe a fazer parte do contingente que está disposto a mudar as coisas: em nome da harmonia, da alegria do sorriso. Dá uma tese de doutoramento descrever quantas mudanças serão empreendidas na cidade por conta dos cidadãos que entrarem naquele espaço virtual e forem recepcionados por aquela pomba estilizada, aos moldes da de Picasso, mas com mais cores que o arco-íris e galhinho verde na boca, mesmo em tempos de preservação das árvores. Mas se a causa é a paz, tudo pode. Quem entrar, pode deixar sua receita de pacificação. Seus problemas com a violência acabaram e não são as Organizações Tabajara que estão dizendo isso. É o Poder Executivo de Salvador que dá o caminho para, finalmente, interromper essa sangria desatada de assassinatos numa cidade onde só tem gente bonita, feliz e que vive dançando de branco no meio da rua.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. 10 jan. 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
[Carta O BERRO] Carta do cineasta Silvio Tendler ao Ministro Nelson Jobim
Ao Ministro da Defesa Exmo. Dr. Nelson Jobim Invado sua caixa de mensagem pedindo atenção para um tema que trata do futuro, não do passado. O Sr. me conhece pessoalmente e lembra-se de que quando fui Secretário de Cultura de Brasília, no ano de 1996, o Sr. era Ministro da Justiça e instituiu e deu no Festival de Cinema Brasília um prêmio para o filme que melhor abordasse a questão dos Direitos Humanos. Era uma preocupação comum a nossa. Por que me dirijo agora ao senhor? Um punhado de cidadãos -̶ hoje somos mais de dez mil -̶ assinamos um manifesto afirmando que os envolvidos em crimes de tortura em nome do Estado Brasileiro devem ser julgados e punidos por seus atos, contrários aos mais elementares sentimentos da nacionalidade. Agimos em nome da intransigente defesa dos direitos humanos. O Sr., Ministro da Defesa, homem comprometido com a ordem democrática, eminente advogado constitucionalista, um dos redatores e subscritores da Constituição de 1988, hoje em ação concertada com os comandantes das forças armadas, condena a iniciativa de punir torturadores pelos crimes que cometeram. Este gesto, na prática, resulta em dar proteção a bandidos que desonraram a farda que vestiam ao torturar, estuprar, roubar, enriquecer ilicitamente sempre agindo em nome das instituições que juraram defender. É incompreensível que o nosso futuro democrático seja posto em risco para acobertar crimes praticados por bandidos o que reforça a sensação de impunidade. Ao contrário do que afirmam os defensores da impunidade dos torturadores. O que está em juízo não é o julgamento das forças armadas, como afirmam os que as querem arrastar para o lodo moral que mergulharam. Agora pretendem proteger sua impunidade, camuflados corporativamente em nome da honra da instituição. Um pouco de história não faz mal a ninguém. Não está em questão que para consumar o golpe de 64, os chefes militares de então tiveram que expurgar das forças armadas milhares de homens entre oficiais, sub-oficiais e praças cujo único crime foi defender o regime constitucional do país. Afastaram da vida política brasileira expressivas lideranças, cassando direitos políticos e mandatos parlamentares ou sindicais. Empurraram milhares de cidadãos, na imensa maioria jovens, para a ação clandestina que desembocou na luta armada. De qualquer maneira os golpistas de 64 protegidos pela lei de anistia não serão anistiados pela história. Fecharam e cercaram o Congresso Nacional. Inventaram a excrescência chamada de Senador Biônico para não perder, pelo voto, o controle do Senado em plena ditadura militar. Os chefes militares podem ficar tranqüilos que seus antecessores não irão para a cadeia pelos crimes que cometeram contra um país, contra uma geração inteira, a minha, que desaprendeu a falar e pensar em liberdade. Nada disso está em juízo. Vinte e cinco anos depois de iniciada a transição democrática, o que está em juízo não é o processo de anistia política. Tranqüilize seus colegas militares, ministro. O regime militar não está sendo julgado pela quebra do sistema público de saúde ou pela quebra do sistema educacional. Estamos pedindo a punição contra criminosos comuns por crimes de lesa humanidade. Queremos o julgamento e condenação da prática de crimes hediondos. Só isso. Assusta a quem? Em nome do quê o Brasil será eternamente refém de bandidos? O que justifica acobertar crimes condenados por todos os códigos, normas e tribunais internacionais em matéria de direitos humanos? O Sr. deve estar se perguntando o porquê do meu empenho nesta causa. Vou lhe contar. Despontei pra a vida adulta baixo a ditadura militar. Em 1964, tinha 14 anos e cresci sob o signo do medo. Sou de uma família de judeus liberais, meu pai advogado e minha mãe médica. Invoco as raízes judaicas porque meus pais eram muito marcados pelo holocausto, pelos crimes nazistas cometidos contra a humanidade. Tínhamos muito medo das soluções autoritárias. Eu queria viver num país livre e tinha sentimentos de profunda repugnância a ditaduras. Meus amigos também eram assim. Participei de passeatas, diretórios estudantis e cineclubes. Queria derrubar a ditadura fazendo filmes. Acreditava que era possível. Em 1969, um companheiro de Cineclubismo seqüestrou um avião para Cuba. Não tive nada a ver com isso. Desconhecia as intenções e a organização do seqüestro. Meu crime foi ser amigo – sim, meu crime foi o de ser amigo de um seqüestrador. Quase fui preso e morreria na tortura sem falar, não por ato de bravura, mas por absoluto desconhecimento de causa. Não pertencia a nenhuma organização revolucionária. Não sabia nada sobre o seqüestro. Escapei dessa situação pela coragem pessoal de minha mãe que driblou os imbecis fardados que foram me prender e consegui fugir de casa nas barbas da turma do Ministério da Aeronáutica que, naquele momento, ao invés de dedicar-se a cumprir sua missão constitucional de proteger nossas fronteiras, prendiam, torturavam e matavam estudantes. Tive também a ajuda do Coronel Aviador Afrânio Aguiar que empenhou-se até a medula para que não fosse preso e massacrado na Aeronáutica. A ele dedico meu filme mais recente "Utopia e Barbárie". Sem ele, dificilmente estaria contando essa história hoje aqui. Outras pessoas também me ajudaram a sair vivo dessa história mas como não tenho autorização para citá-los e estão vivos, guardo nomes e lembranças no coração. Em 1970 fui viver no Chile por livre e espontânea vontade. Saí do Brasil legalmente com passaporte, ainda que tenha ido ao DOPS explicar por que saía do Brasil. Eles sabiam as razões pelas quais saía (como é cantado na música, "Não queria morrer de susto, bala ou vício"). Em Janeiro de 1971,do Chile, mandei uma carta para minha mãe, trazida por uma portadora, senhora de boa cepa, que fora visitar o filho no exílio em um gesto humanitário se ofereceu, ingenuamente, para trazer correspondência para os familiares dos exilados. O gesto lhe custou prisão e "maus tratos" nas dependências da aeronáutica. Na carta pedia a minha mãe que me enviasse livros e minha máquina de escrever. A carta foi entregue em Copacabana por militares do Doi-Codi que arrombaram minha casa, arrombaram móveis a procura de metralhadora (Assim entenderam "máquina de escrever"). Minha mãe foi levada para o quartel da PE na Barão de Mesquita, onde foi humilhada e um dos "patriotas"que a conduziu assumiu de forma permanente a guarda do relógio que entrou com ela na PE e não voltou para casa. Amigos ocultos numa rede de gente decente ajudaram a tirar minha mãe daquela filial verde oliva do inferno. Sim ministro, havia muita gente decente nas forças armadas ou que gravitavam em torno dela e que faziam o que podiam para ajudar pessoas. A maioria, prefere, até hoje, não revelar seus gestos por medo dos que praticando atos dignos dos piores momentos da máfia intimidam e atemorizam pessoas de bem. Pior do que o relógio foi o destino do ex-deputado Rubens Paiva que foi preso no mesmo dia e nunca mais encontrado. Os senhores fazem muita questão mesmo de proteger os canalhas que seqüestraram e assassinaram o ex-deputado pelo crime de ter recebido correspondência pessoal de exilados no Chile? A quem interessa essa “Omertá"? Ministro, para esses crimes não há justificativa e menos O que leva a chefes militares e o Ministro da Defesa a se pronunciarem contra a apuração de crimes? Tortura, estupro, morte, muitas vezes seguido de roubo, são atos políticos passíveis de anistia? Desculpe a franqueza, mas não consigo entender. Em nome do futuro democrático do Brasil , espero que a banda podre, montada no Dragão da Maldade, não saia vitoriosa. Os chefes militares pronunciam-se a favor do pagamento de reparações às vitimas do arbítrio como um ato indenizatório. Pagamento este feito com recursos públicos desviado de finalidades mais nobres para ressarcir prejuízos causados por canalhas que deveriam ter seus bens confiscados e pagarem com recursos próprios os crimes que cometeram. Muitas empresas que se locupletaram durante a ditadura e inclusive financiaram o aparato repressivo poderiam participar dessas indenizações. No meu caso, ministro, posso lhe dizer que não há dinheiro que feche essa conta. Não pedi anistia nem indenização porque acho que não sou merecedor (nunca fui exilado, nunca me apresentei assim). E vivo bem com meu trabalho de cineasta há quarenta anos e professor universitário há 31. Se fosse pago com recursos dos bandidos, aceitaria de bom grado. Recursos públicos não. Cada centavo que aceitasse, me sentiria roubando de uma criança ou de um homem ou uma mulher humildes que precisam mais desse dinheiro numa escola pública, num posto médico, do que eu. Não recrimino quem, por necessidade ou sentimento de justiça, o faça. A reparação que peço é a punição exemplar dos torturadores da minha mãe. O senhor há de concordar que não estou pedindo muito nem nada despropositado. E quando digo que penso no futuro e não no passado é porque a punição exemplar de criminosos desestimulará semelhantes práticas no futuro e terá uma função pedagógica para os que caiam em tentação de uso indevido dos poderes do Estado, que entendam que não vivemos no país da impunidade.Justiça, peço apenas justiça. Bom 2010 para o sr. Atenciosamente, Silvio Tendler P.S. Falamos de tanta coisa mas esquecemos de comentar dois crimes cometidos depois de 1979 que já não estariam cobertos pela lei de anistia: O assassinato de D. Lyda Monteiro da Silva, secretaria do Presidente da OAB, a mutilação do jornalista José Ribamar em 1980 e, em 1981, a bomba que explodiu no Riocentro que causou a morte de um sargento e graves ferimento no Capitão. Imagino que enquanto advogado, o quanto lhe repugna o assassinato da secretária do Presidente da OAB e a mutilação de um jornalista. Tantos anos decorridos, talvez ainda seja possível descobrir "os comunistas" responsáveis pela bomba do Riocentro, como concluiu o vexaminoso IPM instaurado na ocasião. Por falar em comunistas, movimento que condenava a luta armada, o que dizer do assassinato do jornalista Wladimir Herzog, do operário Manoel Fiel Filho e do desaparecimento do dirigente Davi Capistrano? Seus assassinos terão imagem, nome e sobrenome ou continuarão protegidos por este exército das sombras? Silvio Tendler Enviado por Vercosa |
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
CAMPANHA DO GREENPEACE MOSTRA LIDERES MUNDIAIS NO FUTURO

Em outdoors espalhados pelas ruas, com os dizeres "Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas... mas não impedimos", as lideranças aparecem mais velhas e arrependidas no ano de 2020.
Além de Lula, também foram lembrados os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, da França, Nicolas Sarkozy, da Rússia, Dmitry Medvedev, e os Chefes de governo da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, da Inglaterra, Gordon Brown, e da Alemanha, Angela Merkel.
"Esperamos que estes anúncios prevejam um futuro errado - um futuro em que os líderes mundiais olham para o passado, para uma cúpula que falhou, com uma atitude de 'podia, deveria'. Ainda há tempo para mudar o futuro", afirmou o Greenpeace em seu site. "Para que as lideranças evitem arrependimentos, a nossa receita é: alcancem um acordo justo, ambicioso e vinculativo para salvar o planeta", alertou a ONG em comunicado.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
V Caminhada contra a Violência, a intolerância Religiosa e Pela PAZ

sexta-feira, 16 de outubro de 2009
ETERNAS MENSAGENS - VIAGEM A SERRA DA CAPIVARA


"O certo é que não sabemos nos aproximar de outros sem destruí-los. Nossa civilização ocidental, cristã e européia, tão destruidora e igualmente má para si própria, cria um tipo de sociedade que só tem podido viver e prosperar à custa de milhões de vidas escravizadas e anuladas. O preço de nosso adiantamento técnico e mercantil tem sido a dignidade do próprio homem; uma organização social que é uma máquina de criar párias. Isso é o que temos tido. Essa é a obra do homem branco".” Darcy Ribeiro
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Racismo, Aqui Não! Religiosos pedem que Madonna assuma causa cigana
Em um comunicado divulgado hoje, Rajan Zed, presidente da Sociedade Universal do Hinduísmo, e o rabino Jonathan B. Freirich disseram que Madonna poderia, de maneira "efetiva", mobilizar a opinião pública para o problema dos ciganos, também conhecidos como Roma.
Os dois líderes religiosos, ambos sediados em Nevada, disseram que "o assuntos dos Roma deveria ser uma das prioridades na agenda de direitos humanos da Europa". A dupla já havia se posicionado em defesa dos ciganos da Europa anteriormente.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
CURIOSIDADES DE UM PAIS DE LOUCOS OU DE POLITICOS DESONESTOS ?
Isso é uma vergonha!!!!!!
Pra frente Brasil...
CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata ! Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados. Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional. Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO. OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES. TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA” O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS. JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO. VALE A PENA TENTAR. PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA. REPASSE, NÃO SEJA OMISSO. NA ÉPOCA DO COLLOR A IMPRENSA SE MOVIMENTOU E DEU NO QUE DEU, HOJE A IMPRENSA É REFEM DO GOVERNO, POIS ESTÁ PENDURADA EM DÍVIDAS DE IMPOSTOS E NÃO PODE REPETIR A DOSE. Enviado por Rosangela |
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Modelos negros protestam na porta da São Paulo Fashion Week
REBECA DE MORAES
colaboração para a Folha Online
Um grupo de cerca de 30 negros --a maior parte deles mulheres-- está na porta da Bienal do Parque do Ibirapuera, onde acontece o primeiro dia de desfiles da São Paulo Fashion Week (SPFW). O motivo da mobilização é chamar atenção para a cota de modelos negros que o evento instituiu a partir desta edição.
| Rebeca de Moraes/Folha Imagem |
| Para André de Souza, organizador do projeto Fashion Black, a cota de 10% prevista pelo TAC para modelos negros é muito pequena |
Conforme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado há menos de um mês entre o Ministério Público e a organização do evento, 10% dos modelos de cada desfile devem ser negros, afrodescendentes ou indígenas.
André de Souza, organizador do projeto Fashion Black, disse que foram chamados apenas quatro modelos para vinte desfiles da semana de moda. "É muito pouco", diz Souza, que lidera o grupo, que tem como objetivo chamar atenção da imprensa e os frequentadores do SPFW para sua causa.
Segundo ele, as cotas devem existir para que o assunto da participação de negros nesse tipo de evento venha à tona. "Se a intenção da moda brasileira é ser um reflexo da sociedade, os negros precisam estar representados de verdade", diz Jordana Rosa, estilista da grife Cresposim.
| Rebeca de Moraes/Folha Imagem | ||
| Modelos negras protestam na entrada do São Paulo Fashion Week nesta quarta-feira |
A assessoria de imprensa do SPFW informou que ninguém da organização do evento falará sobre o assunto.
Só para negros
O projeto Fashion Black é uma agência que organiza dois eventos de moda por ano uma espécie de São Paulo Fashion Week só para negros.
Nos desfiles, que acontecerão entre os dias 25 de outubro e 1º de novembro, passarão pelas passarelas seis marcas, todas criadas e geridas por negros. Na passarela, adivinhe? Só negros.
Questionado sobre a possibilidade de uma cota para brancos, Souza responde: 'Quem sabe?'
Enviada por Ana Paula
Caso Canabrava :mais uma mãe negra morre em Salvador
Todos os dias pela manhã quando acordo procuro me manter informada dos acontecimentos locais, nacionais e internacionais.
Leio os jornais de grande circulação da cidade onde moro ,Salvador a exemplo do jornal A Tarde, como também assisto a telejornais e programas policiais para solidificar a minha responsabilidade enquanto porta voz do meu povo.
Tenho identificado que esta responsabilidade perpassa falar de cultura, artes, religião e música enfim de eventos, que me auto-definir enquanto membro de um grupo étnico-racial é também me posicionar no plano político e ideológico, uma vez que membros do meu grupo estão todos os dias expostos a humilhação nos meios midiaticos e que na condição de repórter e mulher negra não posso de forma alguma me comportar de maneira imparcial perante estes fatos sem me sentir parte destes problemas.
Esta manhã não foi mais uma manhã em que eu apenas assistir , li e me indignei com as noticias , ela foi diferente porque não da mais para suportar, então, decidir soltar o verbo nos meios de comunicação deste estado porque Salvador esta lavada de sangue negro.
Ago,forças ancestrais para que eu possa transgredir as regras dessa academia imparcial para falar de uma dor que é irreparável , de um assunto de extrema seriedade na sociedade brasileira, de fatos recorrentes na sociedade baiana.
Ontem(16) por volta das 20 horas três jovens negros foram executados dentro de casa pela policia, os três irmãos – Edmilson Ferreira dos Anjos, 22 anos, Rogério Ferreira, 24, e Manoel Ferreira, 23 .
O fato esta exposto nos jornais de grande circulação da cidade ,porém a minha ótica é para além deste fato é na conseqüência , na desestrutura das famílias negras do bairro de Canabrava, submetidas à guerra urbana e tratadas como se não tivessem direitos à segurança publica , como se fossem as culpadas pelo caos social,na morte psicológica não só da senhora Maria Conceição mãe destes três jovens negros como também de várias mães negras desta cidade que presenciam o extermínio dos seus filhos sem direito a defesa, porque os déspotas tratam imediatamente de contextualizar os fatos afirmando que os jovens negros (as) envolvidos em situação de violência são membros do tráficos, não se enganem meu povo!Afinal estes mesmos déspotas e tantos outros aprenderam com as idéias cientificista e racistas do século XIX “Nina Rodrigues” e seus discípulos a definirem o fenótipo dos supeitos (as).
Ao me deparar com o discurso da senhora Maria da conceição foi inevitável não pensar na possiblidade da minha mãe negra também ser vítima desta violência. Leiam na intergra o que ela falou para o jornal A Tarde[...] que os filhos não teriam envolvimento com o tráfico de drogas e nem com o homicídio.
“Eles não iam ficar em casa, onde foram mortos, se estivessem envolvidos, ainda mais vendo um monte de policiais na rua”, se desesperou a mãe”.[...]
A violência não esta explicita neste depoimento ela esta para além dele porque a morte psicológica em casos como este é irretratável , os policiais pediram para que dona Maria Conceição se retirasse da sua casa para executar seus três filhos.
Ai, eu tentei me transportar para o sentimento, para dor desta mãe negra, a me questionar se existe alguma força superior ou alguém que consiga conforta-la neste momento.
Movimento negro deste estado, deste país e agora qual será o nosso posicionamento com relação a esta situação?O que vamos fazer para garantir o acesso jurídico destas famílias , como será a nossa intervenção no amparo a dona Maria Conceição e toda sua família ? Será que este fato será mais um número no índice de pesquisa sobre violência ? Deixo aqui as minhas reflexões e setimento pois à primeira conferência nacional de segurança pública esta se aproximando com o tema segurança e cidadania:participe desta mudança! E aqui em Salvador a madeira continua comendo no centro.
Por Ana Paula Fanon
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