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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ocupação Feira de São Joaquim

Gente, esta exposição vai entrar na história da arte de Salvador. Começa quando a feira começa, na próxima sexta, 14, e acaba no fim do dia, junto com a Feira. Vocês não imaginam o que vai ser, não percam, vai estar acontecendo tudo ao mesmo tempo, as mais diversas formas de arte.
Rosângela Guedes
"Em todas as exposições que faço curadoria, procuro colocar um numero significativo de artistas, conceituados e emergentes! E entendo que temos que abrir espaços alternativos para mostrar a nossa produção!
Um trabalho em um espaço adequado, mais precisamente, convencional, como um Museu ou Galeria, ganha logo status de arte, de grande obra, TORNANDO-SE ASSIM DUVIDOSA porque pode ser mesmo uma grande obra, ou não! Para mim, não é o espaço que define a obra, ela se expressa por si só, e a Feira de São Joaquim é um desafio, não é um espaço adequado, tem muita informação e a obra tem que assumir o seu papel, que é se destacar por si só em meio a tudo. Este é o grande desafio para os artistas desta exposição!
Quando convidei os artistas, alguns se espantaram, o que é normal, mas todos toparam e isto me dá mais responsabilidade para realizar um evento à altura do que eles esperam!
Entendo que um Museu é freqüentado por um publico diferenciado, mas o povo sente o que a obra passa, cada qual com seu grau de conhecimento e sensibilidade!
A arte precisa ir onde o povo está! Afinal, “o povo não quer só comida, o povo quer e precisa de diversão e ARTE!”
Leonel Mattos
Artista plástico e curador"
Enviado por Rosangela Guedes

sábado, 14 de novembro de 2009

Estes meninos não foram notícia de jornal

"Afinal, eles não são testemunhas da CPI do DETRAN, do Metrô,
nenhum deles tem cartão corporativo,
nenhum dos dois arremessou a Isabella pela janela,
apenas foram tomados por um sentimento que anda fora de moda ...
SOLIDARIEDADE ". Rosangela Guedes





Enviado por Rosângela

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Blog do Centro Cultural do Cabula - Participe!!!!

Participe!!!

O que você gostaria de ler e/ou ver no blog do
Centro Cultural do Cabula
Por gentileza, dê uma examinada no blog e deixe a sua sugestão ou comentário:
FICAMOS MUITO GRATOS!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Convite as organizações negras da Bahia


CDCN Convoca Organizações do Movimento Negro para Encontro de mobilização com a Comunidade Quilombola de São Francisco do Paraguaçú, na Casa de Angola, nesta quarta-feira (05.08), as 17hs


O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado da Bahia - CDCN, está convidando as Organizações do Movimento Negro, Urbano e Rural para participar nesta Quarta-feira (05.08.09), às 17 horas, na Casa de Angola, de Encontro de mobilização com as representações da Comunidade Quilombola de São Francisco do Paraguaçu, que fica localizada no Recôncavo Baiano, para construir estratégias de defesa, apoio e mobilização pela garantia das terras secularmente ocupadas pelos membros desta comunidade, que há pelo menos 04 anos convive com ameaças constantes de fazendeiros que se auto-intitulam os donos daquelas.


O Encontro está sendo construído por várias organizações quilombolas e de pescadores, a exemplo da CPP - Conselho Pastoral de Pescadores e tem o apoio do CDCN, que no estado tem como objetivo propor e monitorar o cumprimento das políticas públicas, fazendo a ampla defesa dos interesses da população Negra.


O que desejam as lideranças é ampliar o leque de apoios as diversas frentes de luta necessárias neste momento tão difícil de pressão externa, de organizações poderosas que se movimentam nacionalmente para conter as conquistas quilombolas no país. os ataques tem se organizado dentro e fora do Congresso Nacional e a Comunidade de São Francisco do Paraguaçu hoje é um símbolo de resistência aos diversos lobbys que vão desde o questionamento da constitucionalidade do Decreto 4887/03, que regulamentou a demarcação das terras até a manutenção e ampliação das políticas.



Coordialmente,

Vilma Reis - Presidente do CDCN

CDCN: (71) 3117-1553 ou 9994-3749

DJ Branco – (71) 9151-0631
Carmen Felix – (71) 9934-8392
Coordenação Executiva do CDCN


Enviado por Rosangela Guedes

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A gente negra na Paraíba oitocentista vira livro

Obra da professora Solange Pereira da Rocha, do Departamento de História da UFPB, ganhou prêmio da Associação Nacional de História

Resultado de uma tese defendida em doutorado em História e vencedor do Prêmio ANPUH-Tese, outorgado pela Associação Nacional de História, o livro "Gente Negra na Paraíba Oitocentista – População, Família e Parentesco Espiritual", de autoria da historiadora Solange Pereira da Rocha, vai ser lançado em João Pessoa, em agosto. O lançamento está previsto para o Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB, no campus I, em João Pessoa, em data ainda a ser definida. O livro, editado pela Unesp, aborda a temática de famílias negras (escravas, libertas e livres) na Província da Paraíba. Com isso, coloca em evidência a relação de parentesco de sangue e espiritual existente entre a população do século XIX, refutando a imagem internalizada em nossa cultura de que os negros não tinham famílias, já que o modelo é sempre o da estrutura patriarcal colonial ou nuclear das sociedades urbanas. Na tese que deu origem ao livro, a professora Solange Pereira da Rocha, do Departamento de História da UFPB, constrói um panorama de lutas para identificar a autonomia social e econômica em um universo dominado pela escravidão, aprofundando o conhecimento acerca da organização familiar e da conjuntura econômica no contexto oitocentista. Solange Pereira é historiadora com graduação na UFPB e pós-graduação (Mestrado e Doutorado) na Universidade Federal de Pernambuco, com estudos sobre a população negra no século XIX. Desde o final da década de 1980 atua em movimentos anti racistas, sendo que em João Pessoa é co-fundadora da Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba.Fonte: Agência de Notícias - Wellington Farias

A Intolerância Religiosa e a Incitação ao Ódio Religioso também viajam de trem


NÃO PODEMOS PERMITIR QUE, NOS TEMPOS ATUAIS, O PRECONCEITO, A INTOLERÂNCIA E O ÓDIO RELIGIOSO CONTUINUEM SENDO DIFUNDIDOS!!!
A Intolerância Religiosa e a Incitação ao Ódio Religioso também viajam de trem
Segundo pesquisa recente realizada pela UFBA, intitulada Mapeamento dos Terreiros de Candomblé da cidade de Salvador, o subúrbio ferroviário de Salvador é a região que abriga a maior concentração de terreiros da cidade e conseqüentemente, grifo meu, o maior número de adeptos das religiões de matriz africana, possuindo 280 dos 1165 terreiros identificados pela pesquisa em toda a cidade. A grande maioria dos seus adeptos utilizam diariamente os trens da Companhia de Trens Salvador – CTS, antiga CBTU, que fazem a linha paripe-calçada-paripe, tendo como alguns dos principais destinos a Feira de São Joaquim, o trabalho ou a escola. Devido à presença significativa deste grupo na região, era de se esperar uma postura no mínimo respeitosa por parte dos adeptos de outros seguimentos religiosos, coisa que não tem acontecido. De algumas décadas para cá, com a crescente expansão dos movimentos neo-pentecostais e a ocupação de espaços públicos por meio da prosselitização, sua principal característica, os adeptos das religiões neo-pentecostais e de alguns seguimentos históricos tem direcionado uma série de ataques às religiões de matriz africana e aos seus seguidores e esta atitude tem tomado proporções incalculáveis que podem ser vistas num simples passeio de trem.
Os homens e mulheres de Deus, como se auto-denominam, pressupondo que existam aqueles que não o são, ocupam os vagões dos trens diariamente em escalas organizadas que fazem com que eles estejam presentes na totalidade das viagens, que vai das 6 da manhã à cerca das 21 horas, de domingo à domingo, apresentando-se em grupos que reproduzem dentro dos vagões os cultos realizados nas igrejas, ou individualmente, afirmando não temerem a nada nem a ninguém.
Tendo como objetivo principal cumprirem o que determina a palavra de Deus: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a todas as criaturas" e a combaterem o Diabo, causador de todos os males segundo eles, desde doenças e vícios às injustiças sociais, esses indivíduos estariam exercendo o seu direito à liberdade de expressão religiosa, como defende a Constituição Federal Brasileira em seu artigo 5º, se não fosse por um único motivo: seu discurso eufórico e agressivo tem sido direcionado ao "povo de santo" que, seriam "idólatras, seguidores do demônio e que devem ser combatidos e convertidos para sair da cegueira e do pecado", segundo pregação realizada recentemente. Nos vagões dos trens, diariamente, a transmissão da palavra de Deus, indireta e passiva, passa a tomar um caráter diferenciado ao serem identificados, por sua indumentária, os adeptos das religiões afro-brasileiras. O discurso indireto passa a ser dirigido objetivamente a esses indivíduos e é comum ver o pregador, que costuma andar de um lado para o outro, parar em frente à pessoa proferindo insultos e agressões verbais, desmerecendo as entidades por ela cultuada e afirmando publicamente já ter realizado atos como a invasão de terreiros para impedir a realização de cerimônias. Diante de alguma manifestação de descontentamento por meio dos passageiros, que tem seu direito à paz e ao silêncio violado, estes são acusados de estarem possuídos pelo demônio para impedir que a palavra de Deus seja apresentada.
Em episódio recente, uma jovem iniciada no candomblé que viajava no percusso escada-calçada, no horário das 15:40h, no ultimo dia 24 de julho, foi abordada por um destes indivíduos que ao identificá-la como adepta do candomblé passou a proferir insultos à divindades como Yemanjá, denegrir a imagem dos seguidores do candomblé ao chamá-los de porcos, sujos e ignorantes e dizendo-se ser capaz de "pisar na cabeça do diabo" caso ele se apresentasse. Diante da atitude passiva da jovem que não respondeu aos insultos mas passou a gravar por meio de um celular a atitude dele, este, aos berros, dizia que ela estava calada por admitir serem verdade as suas afirmações e que aquele celular seria roubado, quebraria ou as fotos queimariam, pois Deus não permitiria que ela o fotografasse. A jovem, acompanhada de uma testemunha, dirigiu-se à administração da CTS que se propôs a tomar uma atitude cabível no prazo máximo de 15 dias. No entanto, enquanto a jovem estava sendo atendida, o seu acompanhante foi interpelado por uma funcionária que, portando o crachá da companhia com sua identificação pessoal ilegível, justificava a atitude do pregador afirmando que este tinha o direito de agir daquela forma pois tinha sido mandado por Deus e preparado pelo mesmo para isso, tendo os passageiros que aceitar calados, pois muitos deles precisavam escutar aquelas palavras. O que mais espanta é que, além da postura desta funcionária, é comum vermos os funcionários da segurança da CTS, que deveriam garantir a proteção e o bem estar dos passageiros, se manterem indiferentes quando presenciam situações iguais a relatada.
Estaria a CTS sendo conivente com a atitude criminosa destes indivíduos ao se mostrar indiferente? Esta é a resposta que os adeptos das Religiões de Matriz Africana do Subúrbio de Salvador querem ver respondida, convidando a CTS à manifestar o seu posicionamento em relação aos fatos citados e, na inexistência de resposta, convocando a sociedade civil organizada e todos os membros das religiões de matriz africana e simpatizantes a reunirem-se em manifestação contra tal ato de desrespeito.
Salvador – Ba, 27 de julho de 2009
Eduardo Pereira Odùdúwa
Ogan do Terreiro Ilê Axé Odé Yeye Ibomin, Artista Plástico e Músico

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ministério da Cultura abre inscrições para processos seletivos

Ministério da Cultura abre inscrições para processos seletivos
Jornal Agora -

O Ministério da Cultura (MinC) e suas instituições vinculadas apoiam, por meio de editais de seleção pública, projetos e iniciativas culturais. Até o final de agosto estão abertas as inscrições para diversos processos seletivos. Confira os concursos e premiações, conforme o segmento cultural:

Diversidade Cultural
Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade - Edição Austregésilo Carrano - O Edital destina-se a premiar iniciativas culturais de instituições públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que atuam na interface saúde mental e cultura. As inscrições podem ser feitas até o dia 27 de agosto em http://www.cultura.gov.br/site/2009/05/25/edital-premio-cultural-loucos-pela-diversidade/

Artes Integradas
Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - Apoio financeiro para custeio de transporte para viagens em outubro. O programa se destina a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura. As inscrições vão até o dia 31 de julho. Saiba mais em http://www.cultura.gov.br/site/2009/04/24/edital-de-intercambio-n%c2%ba-22009/

Livro e Leitura
Prêmio Viva Leitura 2009 - São R$ 30 mil para cada um dos vencedores das três categorias da premiação: Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias; Escolas Públicas e Privadas; e Sociedade. As inscrições poderão ser feitas via internet, pelo site www.premiovivaleitura.org.br ou por carta registrada para Caixa Postal 71037-7, CEP 03410-970, São Paulo – SP até o dia 24 de julho.

Patrimônio
Arte e Patrimônio 2009 - Voltado para projetos de interação entre artes visuais contemporâneas e patrimônio artístico e histórico nacional. Inscrições até o próximo dia 24 no site www.artepatrimonio.org.br.


http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=19&noticia=68172

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Workshop de Fotografia




PhotoExpedição




conferencia sobre curadoria




II ENCONTRO NACIONAL DE ARTEDUCADORES – ENA 2009

Viva a Diversidade Viva! Abraçando a Cultura por Transformações Sustentáveis!
Salvador - Bahia, de 03 a 07 de Setembro de 2009



Da Terra de todos os Santos e axés, contagiando e irradiando Arte para todo o Brasil!!!

Como promover o diálogo entre sonhos em construção e projetos já existentes? Quais alternativas para enfrentar os desafios econômicos, sociais, ambientais e políticos do século XX? Quais são as iniciativas que estão transformando o país através da arteducação? Como as outras áreas do conhecimento e atuação humana dialogam com a arteducação nos seus trabalhos?

Estas são algumas questões que inspiram o II Encontro Nacional de Arteducadores. E convidamos você, seu grupo ou instituição a colaborar em processos de transformação social através das linguagens artísticas e a criar alternativas para pensar o mundo de uma outra forma, em busca de novos paradigmas no campo social, da cultura e da educação.
O Encontro é realizado pela REDE ABRA (Rede Brasileira de Arteducadores) e pela Ong Casa do Sol.
Para se inscrever e divulgar o ENA 2009 acesse o link
www.abraena2009.blogspot.com e tenha mais informações.
contato pelo email enabahia2009@gmail.com.
Enviado Por Rosangela Guedes

Exterminador de Livros ou visionário do futuro?






Centro Cultural do Cabula

O blog do Centro Cultural do Cabula foi indicado para concorrer aoPrêmio Top Blog Variedades 2009Por favor, examine-o, e se achar que merece o seu voto,clique no selo do concurso, no próprio blog, e
VOTE:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CURIOSIDADES DE UM PAIS DE LOUCOS OU DE POLITICOS DESONESTOS ?

Isso é uma vergonha!!!!!!

Pra frente Brasil...

CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata !
Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa, do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda um regimento de blindados.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro de um professor universitário federal concursado , com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE, NOS TRÊS PODERES DA REPÚBLICA , ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.

TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA”

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.

JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNARMOS. PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO.

VALE A PENA TENTAR.

PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA. REPASSE, NÃO SEJA OMISSO. NA ÉPOCA DO COLLOR A IMPRENSA SE MOVIMENTOU E DEU NO QUE DEU, HOJE A IMPRENSA É REFEM DO GOVERNO, POIS ESTÁ PENDURADA EM DÍVIDAS DE IMPOSTOS E NÃO PODE REPETIR A DOSE.

Enviado por Rosangela

sexta-feira, 26 de junho de 2009

MODELO NEGRA BAIANA FALA SOBRE COTAS NA SPFW Por: José Mion - Foto: Reprodução


Apesar de já ter se posicionado contra as cotas para negros nas passarelas, a baiana Rojane Fradique (foto ao lado) se mostra agora favorável ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a São Paulo Fashion Week e o Ministério Público do Estado de São Paulo, que sugere às grifes que pelo menos 10% dos modelos nos desfiles da temporada sejam negros.

Em entrevista ao A Tarde, a bela de 22 anos - há cinco no mundo da moda - acredita que a medida é interessante por garantir a presença dos afrodescendentes nos desfiles. "Se não fosse essa lei de cotas não teria negros lindos e elegantes como tem agora", disse. Mesmo não desfilando este ano na SPFW, por estar dando prioridade aos estudos, ela não deixa de se posicionar e questiona se as cotas também não passarão a ser exigidas em outros eventos, como a Semana Iguatemi de Moda (SIM) e Barra Fashion, por exemplo.

Enviado por Rosangela

O DEFORMANTE

por Claudio Manoel-produtor e diretor do documentário: Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei

No último domingo, Simonal foi, mais uma vez, julgado e condenado. Desta vez, pela Folha de São Paulo, numa matéria sensacionalista e exageradamente grande (com destaque na primeira página e tudo), assinada pelo “jornalista” Mário Magalhães.

Foram diversas páginas, todas provocadas pela “descoberta de um fato novo”, um documento inédito que provaria de maneira cabal e definitiva que Simonal era um informante do DOPS.

Simonal está morto há quase 10 anos. A Lei de Anistia tem uns 30. Mas o “fato” era tão importante, que por si só justificava não só a “reabertura do caso”, mas também provava, “por A mais B”, que o cantor era mesmo um dedo-duro juramentado. Afinal, no tal documento inédito, o próprio Simonal assumia suas ligações pra lá de perigosas.

Então tá ! Só que existem alguns probleminhas no “raciocínio” do “jornalista”.

Em primeiro lugar, o documento inédito não é inédito. Ao tentar se defender da acusação que teria sido mandante do seqüestro do seu ex-contador, Simonal (orientado pelos seus advogados, segundo depoimento da própria vítima, no documentário Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei, meu, de Micael Langer e Calvito Leal) afirmou que havia prestado queixa anterior de supostas ameaças terroristas e, por isso, tinha pedido que o DOPS investigasse.

O que o tal documento usado como base na imensa reportagem do caderno Mais diz é, mais ou menos, isso: Simonal tenta tirar o corpo fora do imbroglio policial que se meteu, dizendo que era alvo constante dos subversivos, porque ele simpatizava com o regime de 64 e acreditava que o DOPS poderia ajudá-lo, já que aquele órgão também atuava no meio artístico, à procura de opositores, etc e tal… por isso, ele emprestou o seu carro (um Opala) para a ajudar nessa “operação”.

Nosso documentário, inclusive, exibe duas matérias, publicadas pela grande imprensa da época com as manchetes “Terror ameaça Simonal” e “Simonal se diz de direita e com bom serviços prestados à Revolução”.

Quando fui procurado pelo autor da já citada reportagem (“O Informante”), seu tom era grave. Ele havia descoberto documentos, tinha tido acesso a mais de 600 páginas, lido vários depoimentos que acusavam Simonal e, o mais importante, num documento (o tal) anterior ao caso do seqüestro de Rafael Viviani (o contador), o “Rei da Pilantragem” assume que tinha vínculos com o DOPS.

Respondi que conhecia direitinho as tais 600 páginas, já que possuo cópias do processo inteiro há mais de 5 anos e que não lembrava mesmo de nenhuma menção com data anterior ao seqüestro. Mário, com a maior cara de pau, me afirmou que o documento foi lavrado às 15 horas do mesmo dia em que Viviani seria seqüestrado (às 23 horas).

A princípio não entendi. Disse pra ele que, exatamente, pela coincidência do dia, isso provaria o oposto. Que o tal depoimento comprometedor tinha a maior cara de ser meio “construído”, ser alguma espécie de álibi, de história de cobertura. Simonal, pra dar coerência à sua linha de defesa, apresenta uma queixa dada anteriormente (que também poderia ser “fabricada a posteriori”). Ou seja, o tal documento não é anterior ao caso do seqüestro, ele é parte tão fundamental do mesmo que o próprio Simonal o divulga, na grande imprensa, em 1971.

Também perguntei ao “jornalista”, já que ele estava tão interessado nos aspectos jurídicos do caso, se ele não tinha lido o arrazoado do Juiz ao proferir a sentença que condenou Simonal. Em sua argumentação final, o ilustre meritíssimo alega que não tem como julgar os agentes do DOPS, já que estávamos vivendo um estado de exceção e, por isso, não era da competência dele avaliar atos que poderiam ser de “segurança nacional”, mas Wilson Simonal, que era civil, não tinha esse tipo de “cobertura”, portanto pena de 5 anos e 4 meses pra ele.

Essa questão não seria um pouco mais intrigante para um jornalista? Se Simonal pertencesse, de fato, a algum mecanismo de repressão em plena “Era Médici”, porque ele não teve nenhuma proteção ? Seu caso foi o único processo que envolveu agentes do DOPS, tortura, prisão ilegal, que saiu em toda mídia da época. No período de censura mais dura, Simonal apanhou sem ser socorrido. Para um cara que era “amigo dos hômi” ele não foi uma presa fácil demais ?

Lendo os depoimentos do processo, testemunhos de defesa e acusação no julgamento, fica-se com a nítida impressão de uma grande confusão, uma vendeta boçal que degringolou. O improviso e precariedade das argumentações servem mais para provar a grande quantidade de estupidez envolvida, do que para jogar luz em possíveis ligações políticas bizarras.

Exatamente, por acharmos que esse era um terreno pantanoso demais para semearmos certezas, que, no nosso documentário, nesse momento do julgamento e das acusações policiais, passamos para uma montagem mais fragmentada, mais confusa. Nunca quisemos julgar. Nunca nos motivou conseguir a redenção, nem provar a culpa do ex-ídolo nacional. Nunca tivemos certeza onde íamos chegar. Apenas seguimos as pistas.

Procuramos, achamos e demos voz, pela primeira vez, a Rafael Viviani. Apesar do “jornalista” ironizar o fato que achou com muita facilidade o contador (se era tão fácil porque o contato só foi feito 5 anos depois que nós o encontramos ?), fomos nós que o ouvimos com todo respeito e também fomos os únicos a mostrar que Simonal tinha, realmente, cometido um crime bárbaro, uma violência condenável.

E ele foi condenado. Merecidamente. Por esse crime.

Mas a argumentação fajuta, citando promotores e juízes (e depois desmentindo en passant centenas de linhas depois) que, na época, a justiça aceitou as provas que ele era informante ou colaborador é outra enorme cascata. Só pra explicar, Simonal não poderia ter sido condenado por ser informante, simplesmente, porque isso não é crime. E mais, se em 1971 fosse provado que ele era um colaborador, ele não seria julgado por isso, seria condecorado.

Mas veio a anistia, né? Já passaram uns 30 anos. Pois é, mas a lei só vale para um lado, não é verdade?Para os amigos, anistia e indenizações, para os inimigos (os que não forem aliados de ocasião) , a danação eterna.

Nosso filme nunca teve como ponto de partida, nem de chegada, essa questão mais óbvia. Nossa (dos diretores) melhor pergunta nunca foi se ele era ou não era dedo-duro. Preferimos outras.

Por que um “crime” (delação), que além de não ser crime e de ser, praticamente, impossível de provar, não prescreve nunca? Por que, depois de décadas, de esquecimentos, perdões e mudanças de conjuntura a pergunta que todos fazem é se “ele era ou não era”?

Não fica meio subentendido que “se ele fosse” então era merecedor de todo castigo e muito mais? Delatar é a coisa mais imperdoável que um ser humano pode fazer?

Além disso, naquela época a luta era, realmente, entre democratas X autoritários? Os que queriam pluralidade, diversidade de opiniões, liberdade de expressão não eram, na verdade, minoria? No espectro político-ideológico da época quem, ao alcançar o poder, não queria prender e eliminar opositores? Quantos, em nome da luta contra a ditadura, tinham seus próprios projetos totalitários e defendiam com ardor (e também com posters e camisetas) genocidas de vários calibres?

E voltando ao velho Simona e a questão dele ser um famigerado colaborador da ditadura. Era, realmente, justo se esperar que um negro, pobre, favelado tivesse a mesma percepção dos “anos de chumbo”, quanto alguém com formação universitária, classe média alta, etc e tal?

Ditadura é quando são caçadas liberdades individuais, quando o estado policial invade domicílios, dilacera famílias, prendendo e barbarizando ao seu bel prazer? Pra quem é preto-pobre-favelado isso é sempre. Isso é hoje. Como entender que a pior época do país é, justamente, quando se possui as maiores liberdades individuais que já se teve na vida?

Algumas (poucas) pessoas (entre elas, o “jornalista” Magalhães), nos perguntaram, desconfiadas, qual era a nossa “real” motivação, por que falar desse caso? Sempre respondemos: “por que não falar ?”. Sempre acreditamos que tínhamos descoberto um tesouro: uma grande história, praticamente inédita. Portanto, precisávamos contá-la. Por isso, procuramos depoimentos antagônicos, checamos fontes, pesquisamos anos, levamos mais de 40 semanas editando. Trabalhamos duro, mas fizemos um bom filme. E, de quebra, fizemos também jornalismo de verdade.

Enviado por Rosangela

terça-feira, 23 de junho de 2009

Prêmio Viva Leitura 2009 recebe inscrições

Estão abertas as inscrições para a edição 2009 do Prêmio Vivaleitura, que tem como objetivos estimular, fomentar e reconhecer experiências relacionadas à leitura.

São avaliados os trabalhos em prol da leitura desenvolvidos por instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas do Brasil inteiro. As inscrições podem ser feitas em três categorias distintas: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e sociedade, categoria que abrange empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais.

Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 30 mil. Para este ano, na categoria “Sociedade”, o regulamento prevê uma menção honrosa que poderá ser concedida a projetos realizados por empresas ou universidades.

O Vivaleitura é uma iniciativa da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), dos ministérios da Cultura e da Educação, com realização e patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de julho, por meio do site:www.premiovivaleitura.org.br, ou por carta registrada, com aviso de recebimento (Caixa Postal 71037-7 - CEP 03410-970 - São Paulo – SP). Os finalistas serão anunciados em outubro e a premiação está prevista para acontecer em novembro. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-7700987. As ligações são gratuitas.

Enviado por Rosangela

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