quinta-feira, 29 de abril de 2010
Olimpíada de Língua Portuguesa está com inscrições abertas até 14 de maio
Estão abertas até o dia 14 de maio as inscrições para a Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. A iniciativa, realizada pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Fundação Itaú Social sob a coordenação do Centro de Estudo e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), tem o intuito de colaborar com a melhoria do ensino da leitura e da escrita, possibilitando que alunos e professores pensem mundos transformados pela força da palavra escrita.
Com o tema ‘O Lugar onde Vivo’, a Olimpíada pretende estimular a interação das crianças e jovens com o seu meio, pois para escrever seus textos, os estudantes resgatam histórias, estreitam vínculos com a comunidade e aprofundam o conhecimento sobre a realidade, o que contribui para o desenvolvimento da cidadania. Outra preocupação do projeto é com a formação dos professores, considerado fator importante para que os alunos sejam estimulados a escrever mais e melhor. A meta para 2010 é atingir 80 mil escolas de 5.450 municípios em todo país.
Uma das estratégias utilizadas pela olimpíada é a realização de um concurso de produção de textos que premia poemas, memórias literárias, crônicas e artigos de opinião elaborados por alunos de escolas públicas de todo país. Porém, a Olimpíada vai além de um concurso porque oferece propostas de formação dos educadores, seja por meio da distribuição de materiais com orientações pedagógicas ou através da participação do educador em encontros para reflexão sobre as práticas educativas que ajudem a aprimorar o processo da escrita dos alunos.
Estão aptos a participar do concurso professores e alunos do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio que estudem em instituições de ensino mantidas pela União, Distrito Federal, Poder Público Estadual ou Municipal. Antes dos professores efetuarem a inscrição, as Secretarias de Educação Estadual e Municipal e do Distrito Federal deverão preencher e enviar pela internet o termo de adesão, no qual permitem que as instituições de ensino participem das atividades relativas à olimpíada e indiquem um responsável pela realização das atividades. O termo de adesão e a ficha de inscrição dos professores estão disponíveis nos endereços www.mec.org.br, www.fundacaoitausocial.org.br, www.cenpec.org.br, www.escrevendoofuturo.org.br.
Os alunos e professores semifinalistas receberão medalhas de bronze e coleção de livros. Os finalistas serão premiados com medalhas de prata e aparelhos microsystem e suas respectivas escolas receberão uma placa de homenagem. Já os 20 vencedores da etapa nacional, tanto professores como alunos, serão contemplados com medalhas de ouro, computadores e impressoras. As escolas dos alunos e professores finalistas serão premiadas com laboratórios de informática e livros para a biblioteca. Para obter mais informações sobre as etapas e critérios de seleção dos textos, consultar o regulamento da Olimpíada no site www.escrevendoofuturo.org.br.
Agenda
O que: Inscrições abertas para a Olimpíada da Língua Portuguesa 2010
Quando: Até o dia 14 de maio
Onde: Através dos endereços www.mec.org.br, www.fundacaoitausocial.org.br, www.cenpec.org.br, www.escrevendoofuturo.org.br.
Contatos
Rose Silva, Conteúdo Comunicação
Tel.: 55 11 5056-9800/9230-0689
www.conteudocomunicacao.com.br
www.twitter.com/agenciaconteudo
Enviado por: Rede Agenda Sociedade Civil
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Filme brasileiro é eleito o 4º melhor da década
De acordo com a revista, as quatro indicação ao Oscar do filme brasileiro em 2004 deixaram muitos chocados, mas teria sido "um dos raros momentos de clareza da Academia". O texto afirma ainda que o longa de Meirelles não precisa, no entanto, de prêmios para garantir seu lugar na história do cinema. "Universalmente aclamado por sua honestidade visceral em descrever o crime organizado no Rio de Janeiro, o filme é o melhor tipo de obra de arte: aquela que vem de um talento não conhecido em um lugar improvável".
Antes de "Cidade de Deus", figuram na lista "O labirinto do fauno", do mexicano Guillermo del Toro, "O tigre e o dragão", do diretor taiwanês Ang Lee, e "O escafandro e a borboleta", produção francesa assinada pelo diretor americano Julian Schnabel.
Constam ainda na lista "Fale com ela" e "Volver", de Almodóvar, o alemão "A vida dos outros", "Amores brutos", de Iñárritu, o romeno "4 meses, 3 semanas e 2 dias", o francês "O fabuloso destino de Amélie Poulain", entre vários outros.
http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=Cultura&vCod=67534
Enviado por Rosangela
Grupo Barlavento lança Cd 'Buraco de Maroca' nesta quinta (28) - Entrada gratuita

'Buraco de Maroca'
CD do Grupo Barlavento será lançado dia 28 de maio na Varanda do Sesi Rio Vermelho
O Grupo Barlavento lança nesta quinta-feira (28), às 20h, no Jequitibar Café, Varanda do Sesi Rio Vermelho, o CD “Buraco de Maroca”. O patrocínio é da Bahiagás, através do edital de apoio institucional. O lançamento contará com participação especial dos grupos Sambadores de Mutá e Mandaia, além do Maestro Fred Dantas, Silvinho do Acordeon e Kiko Souza na Flauta. O disco, que conta com 11 faixas, será vendido no próprio local a R$ 10,00. As lojas Pérola Negra e Mídia Louca também estarão vendendo o Cd, que poderá, ainda, ser solicitado através do e-mail grupobarlavento@gmail.com.
A produção foi feita dentro da proposta do grupo de preservar e divulgar o samba de roda. As músicas do Cd “Buraco de Maroca” são de autoria de Davizinho de Mutá, Hamilton Reis, Ricardo Cruz, Júlio Caldas, Djalma de Jurema, Gereba e Carlos Pita.
PLURALIDADE - Gravado em Salvador, com direção de Júlio Caldas, e prensado com patrocínio do Governo do Estado da Bahia, através da Bahiagás, “Buraco de Maroca” traz músicas para todas as faixas etárias, ao ritmo do autêntico samba de roda. Entre os destaques estão as faixas: “Pra iluminar você”, que conta com a participação do Grupo Mandaia; “ Samba pra Jurema” com o Maestro Fred Dantas no trombone; e “Aonde?” que conta com arranjo de Kiko Souza na flauta. Além disso, a música carro-chefe do Cd, “Buraco de Maroca”, é uma homenagem a Dona Maroca, moradora da cidade de Ourives que se banhava todos os dias em um rio do local, o que gerou a composição da música.
É um disco simples que prioriza mostrar a importância do samba de roda como formação cultural da música Brasileira. Neste CD o Barlavento inovou e, além dos ritmos nordestinos sempre presentes em suas músicas, gravou “Cadê Barravento?” em ritmo de samba reggae, algo novo para o grupo. No álbum, o Barlavento também homenageia o Candomblé, que para os integrantes do grupo é o berço do samba de roda. Hamilton Reis destaca ainda a presença do “samba junino”. “Neste trabalho, mostramos como a cultura do samba junino é absorvida nas vilas de pescadores, onde nem sempre as pequenas comunidades podem contratar um grupo típico junino. Assim, o samba-de-roda toma a forma e entra no ritmo do São João”, ressalta. Para homenagear o período junino, o cd conta com duas faixas “Casa de Bombeiro” e “São João na Beira do Mar”, com arranjos do sanfoneiro Silvinho.
Apesar de seguir a linha de quando o grupo ainda se chamava Barravento, tendo dois cds lançados com a antiga formação, “Buraco de Maroca” está recheado de músicas inéditas e, segundo Davizinho de Mutá e Hamilton Reis, está mais livre e mais profissional do que os anteriores.
BARLAVENTO – Fundado em 2007 por Davizinho de Mutá e Hamilton Reis, após a saída de integrantes do antigo Barravento, que durou aproximadamente 15 anos, o grupo Barlavento tem como proposta principal divulgar o samba de roda feito por mariscadeiras e pescadores do interior da Bahia, ajudando a preservar a identidade do povo do Recôncavo. As canções retratam a vida dos pescadores, das pessoas simples que moram à beira mar, homenageiam o candomblé e resgatam o samba tradicional. O grupo é responsável também pelos Sambadores de Mutá, grupo formado para reunir pescadores e mariscadeiras de Mutá e que, muitas vezes, acompanham o Barlavento em suas apresentações.
A música do grupo resgata e preserva a música popular do Recôncavo e dos ritmos nordestinos tais como forró, baião, xaxado, xote, dentre outros. Esta iniciativa de criar músicas do Recôncavo na capital baiana confere ao grupo influências urbanas e um maior leque para explorar os diversos estilos regionais, daí a singular interpretação das músicas ser outra forte marca do Barlavento.
EUROPA – No dia 23 de junho o Barlavento inicia uma turnê pela Europa, a convite de instituições de Portugal e da Itália. A primeira apresentação acontece na Casa da América Latina em Portugal, outros shows estão programados para acontecer nas lojas da FNAC. No dia 21 de agosto, o grupo participa do famoso Festival de Rua de Ferrara na Itália.
MÚSICAS:
1 O Buraco de Maroca – Davizinho de Mutá, Hamilton Reis e Júlio Caldas
2 Sambas de Roda 1 – Domínio Público
3 Aonde? – Ricardo Cruz e Hamilton Reis
4 Samba de Jurema – Djalma de Jurema
5 Pra iluminar você – Davizinho de Mutá e Ricardo Cruz
6 São João na Beira do Mar – Davizinho de Mutá
7 Casa de Bombeiro – Domínio Público – adaptação Davizinho de Mutá
8 Ina do Mairi – Domínio Público em homenagem ao Candomblé
9 Cadê Barravento? – Gereba e Carlos Pita
10 Sambas de Roda 2 – Domínio Público
11 Músicas de Terreiro – Domínio Público
SERVIÇO
O que? Lançamento do Cd Buraco de Maroca do grupo Barlavento
Onde? Jequitibar Café, Rua Borges dos Reis, nº8, Varanda do Sesi Rio Vermelho
Quando? 28 de maio, às 20h
Quanto? Gratuito
Informações: www.barlaventosambaderoda.com.br
Enviado por Gerusa
MDA recebe projetos de Organização Produtiva de Mulheres Rurais
A Assessoria de Gênero, Raça e Etnia (Aegre) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) recebe, até 8 de julho de 2009, propostas no âmbito do Chamamento Público para Apoio a Projetos de Organização Produtiva de Mulheres Rurais (POPMR), aberto em 8 de junho de 2009, visando ao recebimento de projetos de ações voltadas para apoiar a organização produtiva de agricultoras familiares, assentadas da reforma agrária, extrativistas, quilombolas, pescadoras artesanais e indígenas, preferencialmente as que estejam inseridas nos 120 Territórios da Cidadania.
O chamamento prevê o apoio financeiro a projetos nas modalidades "Apoio a Grupos Produtivos" e "Apoio a Feiras da Economia Feminista e Solidária". Podem participar deste chamamento público pessoas jurídicas de direito público ou privado, legalmente estabelecidas no País, com no mínimo três anos de fundação, de forma individual ou em rede/consórcio, e que deverão estar credenciadas e cadastradas no Portal de Convênios/Siconv.
CDHM promove seminário sobre tráfico e exploração de crianças e adolescentes
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados realiza na quarta-feira, 17/6, às 14 horas, no plenário 9 do anexo II, o seminário "Tráfico e Exploração de Crianças e Adolescentes", com a participação do ministro do Turismo, Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho, e da presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Carmen Silveira de Oliveira, e outros/as convidados/as.
Plenário da Câmara tem em pauta projeto que aprova o Plano Nacional de Juventude
O item 8 da pauta do Plenário da Câmara para a semana de 15/6 é o Projeto de Lei 4530/04, da Comissão Especial destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude, que aprova o Plano Nacional de Juventude. O projeto vem à pauta com substitutivo da comissão especial, formada para apreciar a matéria.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
III Circuito Nacional de Astrologia

A CENTRAL NACIONAL DE ASTROLOGIA -CNA - está promovendo o III Circuito Nacional de Astrologia. Uma série de eventos com palestras e debates gratuitos e abertos ao público, que ocorrem em várias capitais brasileiras. Em sua terceira edição, os circuitos promovidos pela CNA têm como finalidade promover o encontro e o intercâmbio entre estudantes, pesquisadores e astrólogos profissionais com o público interessado em Astrologia, além de divulgá-la e aproximá-la do público em geral.Para saber da programação nos demais estados acesse o site:www.cnastrologia.org.br a programação completa
Abaixo, a programação da CNA REGIONAL BAHIA
ASTROLOGIA E RELAÇÕES HUMANAS
SÁBADO, 04 DE JULHO de 2009
Programação:
09h00 - Abertura - Apresentação da CNA - Central Nacional de Astrologia
Gicele Alakija - Coordenadora da CNA Regional Bahia
Viviane de Santana - Coordenadora Adjunta da CNA Regional Bahia
09h25 - Do individual para o coletivo: as relações na era de Aquário. Tudo no universo está ligado a encontros e contatos de Ser para Ser, precisamos entender as motivações que nos conectam ao outro para nos abrirmos para as relações mais amplas e coletivas na era de Aquário.
Palestrante: Cláudia Resende
10h10 - Vênus e o amor que eu escolho. A Vênus do mapa natal elucida nosso padrão de escolha afetiva. Como podemos refletir sobre nossas relações a partir dessas escolhas e trazer mais prazer para nosso relacionamento, é a proposta dessa palestra.
Palestrante: Viviane de Santana
10h55 – Intervalo
11h05 - Saturno nas Relações. Saturno: uma possibilidade de transformar chumbo em ouro nos relacionamentos.
Palestrante: Patrícia Imbassahy
11h50 – Sorteio de brindes e Almoço
14h05 - Vênus, Projeções nos Relacionamentos. A projeção é o mecanismo básico pelo qual vivenciamos nosso mapa astral. Afrodite/Vênus é o próprio arquétipo da relação projetiva, é tudo o que nos desperta esteticamente, nos envolve, tanto com o outro semelhante (Libra) quanto com o próprio mundo físico (Touro). Que associações elucidativas podemos fazer com a mitologia Greco romana?
Palestrante: Pedro Guedes Conceição
14h50- Astroterapia - Relacionamento Interior e Processos de Auto-Organização. O Mapa astral como modelo e guia pessoal no caminho de realização e cura. Uma Abordagem terapêutica do uso da Astrologia como técnica de Autoconhecimento, Autogestão e Autocura.
Palestrante: Denise Dinigre
15h35 - Intervalo
15h50 - Mulheres em busca do homem impossível. Algumas mulheres passam suas vidas buscando um amor impossível: o homem casado, sua paixão de infância, o homem descomprometido com a vida afetiva, etc. Através da astrologia podemos examinar que padrões estão por trás desta conduta, bem como as alternativas que ajudam a descomplicar esses relacionamentos.
Palestrante: Lucivone Carneiro
16h35 - Relações Amorosas: sobrevivendo a Plutão. O medo de perder o outro, objeto do seu amor e desejo, leva a desenvolver um padrão de relação amorosa, onde cada um procura se tornar imprescindível, na vida do outro. Com o tempo, a relação, entre términos e voltas, vai ficando sufocante. Plutão, símbolo maior de morte e renascimento, cobra o seu tributo e a relação acaba... ou... se transforma!
Palestrante: Gicele Alakija
17h20 – Sorteio de brindes e encerramento
Local: Universidade Federal da Bahia - PAC - Pavilhão de Aulas do Canela
Av. Reitor Miguel Calmon, s/n - Sala 201 - Vale do Canela - Salvador - BA ( Prédio do cinema da UFBa, ao lado da Faculdade de Educação)
Entrada: Franca
Oferecemos 80 vagas. O evento é aberto e gratuito, mas é necessária a inscrição através do e-mail: cna.eventos@gmail.com.
Sorteio de brindes, durante o evento.
Enviado por Rosangela Guedes
Roda Viva - segunda-feira, 15 de junho de 2009 às 22h10
Participam como convidados entrevistadores:
Debatedores: Alberto Ercílio Broch, presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura; João Paulo Capobianco, ex-secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, professor visitante da Universidade Columbia e pequisador associado do IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia; Cesário Ramalho da Silva, presidente da Sociedade Rural Brasileira e Moreira Mendes, Deputado Federal PPS/RO, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária para a Região Norte.
Apresentação: Heródoto Barbeiro
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
http://www2.tvcultura.com.br/rodaviva
PRÊMIO CIDADÃO VOLUNTÁRIO DE SALVADOR.
sábado, 6 de junho de 2009
"Nobre balanço"
.jpg)
Dão ainda desfruta do recém lançamento do seu primeiro disco: "Para embelezar a noite", que será mostrado nessa apresentação, além das releituras de Tim Maia, João do vale, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Paulo Costa, Roberto Carlos e Nego Tenga (muzenza).
Em seguida, no dia 13 de junho, sábado, no restaurante Tom do Sabor, Tom do saber, Dão fará o show "Para embelezar a noite", na íntegra, a partir das 21:00 horas, ingressos 15 reais.
"Nobre balanço"
"Aqui só pra quem curte swing
o nobre balanço, aqui só pra quem sabe dançar
Aqui só pra quem curte swing
o nobre balanço, aqui só pra quem quer mais balançar"
Dão
www.myspace.com/daoeacaravanablack
www.daoblack.com
Geraldo Vandré rompe silêncio
Em entrevista exclusiva a CliqueMusic, o recluso autor de Disparada fala sobre seus projetos, entre eles o disco que pretende gravar em parceria com Zé Ramalho. Mas avisa: "Não tenho pressa. Vivo em outro mundo"
Tom Cardoso/CliqueMusic (tomcardoso@cliquemusic.com.br)
28/7/2000
Numa entrevista recente a CliqueMusic, Zé Ramalho deu a pista: "Olha, estive com o Geraldo Vandré há pouco tempo. Ele está ótimo, me mostrou várias canções inéditas maravilhosas e quer gravar um disco em parceria comigo". Depois da insistência do repórter, Zé concordou em dar os telefones de contato do autor de Disparada, que amarga um auto-exílio de mais de 30 anos. "Mas vê se não liga muito, ele costuma se irritar fácil com as pessoas", alertou o compositor.
De nada adiantou o aviso de Zé Ramalho. Foram mais de 40 ligações ao celular e à casa de Geraldo Vandré. Monossilábico, o músico paraibano quase sempre repetia a mesma frase: "Vamos nos encontrar, me liga amanhã. Tá frio aí no Rio?". E nada de encontro. Depois de dois meses conversando sobre o clima do Rio de Janeiro e outras amenidades, Vandré resolveu, enfim, marcar uma entrevista com a reportagem de CliqueMusic.
O cantor escolheu um restaurante árabe localizado no centro de São Paulo, a poucos metros do edifício onde mora. Chegou pontualmente no horário marcado. Vestindo um blusão preto e um boné de aviador, pediu cerveja quente e uma coalhada e reclamou da fria noite paulistana (parece ter obsessão por temperaturas). O fato de ter pedido cerveja quente já reforçaria a tese de que Vandré estivesse, de fato, louco. Vítima da tortura dos militares? Vítima do cruel ostracismo?
Mas não. Geraldo Vandré não pirou. Calmo, conversou sobre tudo. Deu opiniões curtas, mas inteligentes, sobre os mais variados assuntos. Mora sozinho há mais de três décadas. Não tem filhos e são poucos os amigos. No entanto, Vandré diz levar uma vida super ocupada para um senhor de 65 anos de idade. "Sou advogado (formou-se em direito no fim dos anos 50, no Rio de Janeiro), o único da minha região. Advogado, porém inútil", brinca.
Durante a entrevista, Vandré conversou sobre os seus projetos. Do disco que pretende gravar no Uruguai e da esperada parceria com Zé Ramalho. "Só depende dele". Afirmou não ter gostado do álbum que o Quinteto Violado gravou em sua homenagem em 1997, Quinteto Canta Vandré ("É um disco equivocado", diz) e confessou desconhecer o que a MPB tem produzido. "Só ouço música clássica".
O músico revelou sua paixão por carros e principalmente por aviões, que o levou a escrever uma canção em homenagem à FAB (Força Aérea Brasileira), Fabiana, no fim da década de 80, rompendo um silêncio de várias décadas sem compor. Sobre a atual e controvertida lua-de-mel com os militares, que em 1968, em pleno AI-5, ficaram furiosos e censuraram Caminhando (Pra Não Dizer que Não Falei de Flores), sua canção mais emblemática, Vandré não conseguiu dar uma explicação muito convincente. "Caminhando não era uma canção política. Era um aviso aos militares: ‘Olha gente, desse jeito não dá mais’. Eles (militares) nunca tocaram um dedo em mim".
CliqueMusic – O sr. vive recluso há muitos anos. Não dá entrevistas, não faz shows e não grava discos. Como é a sua rotina de vida? Vive do que hoje em dia?
Geraldo Vandré – Sou advogado, o único da minha região. Advogado, porém inútil (risos). Tô sempre muito ocupado, muito mais do que muita gente da minha idade. Quando estou em casa, com o tempo livre, componho, mas não tenho pressa para gravar discos.
CliqueMusic – Zé Ramalho, seu conterrâneo e amigo, disse que o sr. concordou em gravar um disco com ele. Quando vão entrar em estúdio?
Geraldo Vandré – A gente combinou sim. Mas ele não me ligou mais. Deve estar ocupado com o novo show, que é muito bom. Fui assistir outro dia, gostei da regravação de Caminhando.
CliqueMusic – O mesmo Zé Ramalho também confirmou que o sr. tem canções inéditas belíssimas guardadas. Por que tanto tempo sem gravar um disco?
Geraldo Vandré – Por que vou atender as exigências do mercado de gravar um disco por ano? A maioria das minhas canções eu compus em espanhol. Pretendo primeiro lançar um disco no Uruguai. Estou indo para lá estudar um pouco de música.
CliqueMusic – O Quinteto Violado gravou em 1997 um disco só de canções de sua autoria. Chegou a ouvi-lo?
Geraldo Vandré – Ouvi. Tem uma série de coisas equivocadas neste disco. As pessoas fazem tudo com muito pressa.
CliqueMusic – O sr. ficou marcado como um compositor de protesto. Alguma dessas canções novas têm essa característica?
Geraldo Vandré – Nunca fui um compositor de protesto. Sou um músico de formação erudita. Ouço Villa-Lobos, Wagner...
CliqueMusic – Mas muitas das suas canções são sim de protesto, Caminhando, Canção da Despedida, e estão longe de ter um perfil erudito.
Geraldo Vandré – Não quero falar do passado. Ouça essa minha canção, que eu acabei de compor, ainda não tem título (começa a cantarolar um tango em portunhol): "Hoje cantor de mi tango/ Um tango do meu viver/ La Pampa, larga e serena/ Nela, vou renascer/ E há o outro lado, Argentina/ Que parte de mi querer".
CliqueMusic –O sr. pode mostrar alguma canção inédita em português?
Geraldo Vandré – Eu fiz essa música para a FAB (retira da bolsa um cartão com a letra de Fabiana, com um brasão da Força Aérea desenhado no verso).
CliqueMusic – Não é estranho alguém que protestou contra a ditadura militar hoje compor músicas em homenagem à Força Aérea?
Geraldo Vandré – Vocês não entendem, nunca entenderam (irritado, bate com força a colher com coalhada no prato). A minha relação com os militares não foi política e nunca vai ser. Caminhando era um aviso: "Olha gente, desse jeito não dá mais".
CliqueMusic – Muita gente tem convicção de que o sr. foi torturado na época do AI-5, por causa dos polêmicos versos de Caminhando ("Há soldados armados, amados ou não/ Quase todos perdidos de armas na mão/ Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição/ De morrer pela pátria e viver sem razão ).
Geraldo Vandré – Nunca fui preso. Eles (militares) nunca encostaram um dedo em mim. Aproximei-me da FAB porque voar sempre foi uma paixão de criança. Veja o início da letra de Fabiana, diz assim: "Desde os tempos distantes de criança/ Numa força, sem par, do pensamento..." Sou fascinado pela mecânica dos aviões e dos automóveis desde criança. Tenho dois carros em casa, um Fiat Palio e um Fusca. Hoje prefiro mexer num motor de carro do que compor uma música.
CliqueMusic – O sr. esteve visitando o Wilson Simonal no hospital um pouco antes de sua morte (em junho deste ano). Não te incomodou o fato dele carregar por muito tempo a fama de delator na época da ditadura?
Geraldo Vandré – Isso foi uma grande injustiça. Não fizeram essa acusação porque ele era preto e rico. Senão, tinham feito o mesmo com o Jair (Rodrigues). Era porque ele era um cara petulante, tinha aquele jeitão, mas nunca dedurou ninguém. Tenho certeza disso.
CliqueMusic – Se alguns dos seus antigos parceiros o convidassem para compor de novo, o sr. aceitaria?
Geraldo Vandré – Acho que sim. Estive assistindo o show do Baden (Powell) recentemente. Um grande show, um grande artista.
CliqueMusic – O sr. soube que ele se recusa a cantar os seus afro-sambas (em parceria com Vinícius de Moraes) depois que virou evangélico?
Geraldo Vandré – É sério? Que grande maluquice (risos).
CliqueMusic – O Caetano Veloso contou em seu livro, Verdade Tropical, que o sr. brigou com ele e com a Gal Gosta por causa da música Baby. O que acha do movimento tropicalista?
Geraldo Vandré – Achava Baby uma m. e hoje acho mais m. ainda (risos). O Rogério Duprat (maestro e arranjador da Tropicália) deve ter ficado surdo de tanto ouvir a barulheira dos tropicalistas.
CliqueMusic – O sr. ouve música? Vê televisão?
Geraldo Vandré – Ouço só rádio, a Cultura AM, que toca música clássica. Tenho um aparelho de TV branco e preto em casa, mas raramente ligo.
CliqueMusic – Já ouviu Chico César?
Geraldo Vandré – Nunca ouvi falar. Da onde ele é?
CliqueMusic – Da sua terra, a Paraíba.
Geraldo Vandré – Não sei quem é. Vivo em outro mundo.
Matéria extraída de http://www.cliquemusic.com.br
Enviado por Jaziel
Acervo musical de Vandre
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Mãe Estella,autografa livro infantil "Epé Layié terra viva"
Chegou a hora! Entrevista com Pola Ribeiro sobre o filme Jardim das Folhas Sagradas

Quando Jardim das Folhas Sagradas vai chegar às telas?
Em 2009. Vamos definir quem será nosso parceiro na distribuição nos
próximos dias e logo teremos uma data. A atividade audiovisual se intensificou, mas o cinema brasileiro passa invisível pelas salas. A comunicação é fraca, conservadora. É restritiva, não atinge as pessoas que deveria atingir. Tenho a responsabilidade de informar e criar nessas pessoas o desejo de ver o filme. Queremos desenvolver uma estratégia de comunicação para o público que não têm o hábito de ir ao cinema. Então, como primeiro passo, quero tocar estas pessoas. Criar através do site, uma camada de interesse que vá se expandindo.Pola e Godi em 2006
O que o público pode esperar do filme?
Jardim é um filme de orçamento médio, mas feito com cuidado de produção, uma fotografia linda e coerente com um universo diferenciado da cidade, mais ligado aos seus matos do que ao mar. Tem um elenco que aos poucos foi se tornando bem conhecido ao longo dos últimos dois anos. A começar por João Miguel, e muitas revelações e caras novas do Bando de Teatro Olodum. Mas também conta com a participação de veter
anos como Sérgio Guedes, Haydil Linhares, Wilson Mello, Lia Mara, Meran Vargens, Harildo Deda e Antonio Godi, que faz o personagem principal, Bonfim, e agrega uma coisa muito forte.A história com Godi é um processo longo. Meu desejo de tê-lo como protagonista vem desde o primeiro momento em que pensei em fazer o filme. E ele se dôou de maneira extraordinária. Nos permitiu cortar os dreadlocks de seu cabelo, fez um ritual religioso para isso porque entendeu que esse gesto, de fato, iria somar muito para a composição do personagem. O que acabou gerando, inclusive, uma música que o Jorge Papapá fez.Esperamos mostrar um pouco de Salvador e suas contradições entre o tradicional e o moderno, o conhecimento espiritual e a tecnologia material, as fronteiras de pele e os vínculos disso com a espiritualidade. Nesse ponto, acho que vamos trazer alguma novidade por tratar de assuntos pouco tratados, pelo menos em termos de mídias como o cinema e a televisão.
As filmagens foram realizadas em 2006. Por que tanto tempo para finalizar este seu primeiro longa-metragem?Fizemos o esforço de rodar duas longas em quatro meses com a estrutura muito pequena da Studio Brasil. Então foi natural que viesse uma certa ressaca do processo, com acertos de contas, pagamento de passivos. Em novembro (de 2006) acabamos de rodar Jardim e, em janeiro, eu estava dirigindo o Irdeb (Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia). Era uma tarefa nova e inesperada, em um órgão para o qual faltava meta, rumo e projeto.
Com isso, passei 2007 sem tocar no filme, apenas decantando e acertando arestas. Retomamos, em 2008, com o processo de montagem e finalização com esse delay de 2007. Mas agora o processo caminha normal, fizemos um teste de audiência no mês de maio, em Brasília, com resultado bem satisfatório. Em seguida, o Estúdio Base finalizou a mixagem de som, fizemos as correções de cor na Teleimage, agora, estamos produzindo as computações gráficas e a Cinecolor trabalha no teste de cópia.
Do ponto de vista da mise-en-scene, da constituição de uma dramaturgia, como você lida com a representação das manifestações afro-religiosas?
Trabalhamos com humildade e deferência com o desconhecido. Meu pai falava: enquanto você constrói a casa, é a casa que está fazendo você. Isso quer dizer que o projeto foi sempre se alterando. Sei que identifico, desde o início, uma área de interesse onde claramente há limites. É preciso saber relacionar-se com o segredo. Tenho a consciência de que sou alguém de fora fazendo o filme. Cada vez que eu conhecia um pouco mais de uma coisa, percebia que meu desconhecimento era ainda maior – fosse no roteiro, na ocupação dos espaços para levantar o set, na manipulação dos objetos sagrados, no acesso aos terreiros de diferentes vertentes. Tivemos a missão de congregar, de pedir permissão para as pessoas trabalharem. Sem falar no privilégio de ter colaboradores como Júlio Braga, Raul Lody e diversos técnicos e atores que carregavam elementos, histórias, gestos.A pesquisa não parou quando fomos para o set, o filme foi se enriquecendo de informações. Não foi à toa que partimos para a produção de um documentário sobre o assunto, interprogramas de TV e acumulamos 100 horas de making of. Esperamos passar a dignidade que se estabelece nessa relação. Pedimos agô o tempo inteiro e está chegando a hora de devolver ao público imagens que são a comunicação deste conhecimento.
Harildo Deda
Agora, com o filme quase pronto, você pode avaliar se o enredo mudou muito em relação ao argumento inicial?
O enredo cresceu muito antes da filmagem. A criação do roteiro foi um processo de escuta. Vários dos diálogos são falas quase que literais dos cidadãos das ruas ou colhidas em terreiros, palestras, entrevistas. Então o roteiro engordou muito e foi para umas quatro horas. Houve o encantamento com a escrita. Depois o roteiro foi enxugado com a consultoria de Orlando Senna, que ajudou a mim e ao roteirista Henrique Andrade a encontrar um foco mais preciso. A partir daí não se alterou muito, já sabíamos qual era a intenção. Algumas seqüências mudaram de posição do primeiro para o segundo corte. Mexemos no quebra-cabeça, na estrutura, mas não no conceito. E, no saldo geral, apenas uma seqüência ficou de fora.
João Miguel estourou com vários filmes e prêmios, o elenco do Olodum via Ó Pai Ó estreou com sucesso nos cinemas e emplacou um seriado na Globo. Você considera bom ou ruim o fato de o elenco ter adquirido visibilidade ao longo desses dois anos?
Como o ator principal, embora veterano no meio teatral, é um rosto novo na tela, considero essa visibilidade importante. Engrandece, é bacana, não chega a ser um excesso. E o ator principal está resguardado. Rostos conhecidos aproximam, não criam distância. E, no filme, eu diria que cada personagem se sobrepôs ao ator. Aproveito para lembrar também da visibilidade das estrelas da música que estão atuando no elenco de Jardim – Mariene de Castro, Virgínia Rodrigues, Lazzo.A disponibilidade dos atores e demais participantes do elenco me deixa comovido. O elenco ESTÁ no filme, seja na frente ou atrás das câmeras. Os movimentos organizados ligados ao tema reagiram com uma aceitação bem bacana. Simulamos um 20 de Novembro na Ladeira do Curuzu, reduto do Ilê, e reunimos grupos que tradicionalmente se opõem dentro do movimento negro. Eram duas mil pessoas caminhando, integrantes de vários blocos carnavalescos, como Olodum e Os Negões, de grupos como o MNU (Movimento Negro Unificado) e Unegro. Isso deu solidez ao projeto. Foi aí que percebi que estávamos fazendo um filme maior que a gente.
Como vai conciliar o cargo de diretor do Irdeb com a tarefa de divulgar Jardim das Folhas Sagradas?
Como conciliei em 2008. Estou trafegando em espaços muito próximos, então tenho que ter cuidado. Mas sem boicotar o filme. Minha empresa está finalizando o processo e vamos manter nossas parcerias, mostrar o filme a possíveis novos parceiros. Quero comprovar na prática com Jardim o que prego como gestor público do audiovisual. O mercado é duro, temos que utilizar ao máximo os meios disponíveis. A política pública, o apoio da ABD (Associação Brasileira de Documentaristas), do Conselho Nacional de Cineclubes. Queremos potencializar o apoio dessa associações, que, afinal de contas, estão em todos os estados do país, e trabalhar também com a Abepec (Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais), a Arpub (Associação das Rádios Públicas) e a Ancine. É um momento de grande exposição, mas cinema, por outro lado, envolve muita gente mesmo e também recursos públicos. Queremos implementar maneiras de dar esse retorno à sociedade, criar a oportunidade de o público ver o filme.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Cultura colaborativa para o Século XXI
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Mês de Maria
Mês de Maria.
Como parte das comemorações pelos seus 14 anos, a Maria Comunicação convida para uma Missa em Ação de Graças, que será realizada na Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos, no Largo do Pelourinho, domingo,
dia 17, às 10 horas.
AS MAIS ACESSADAS
-
Já sonhou em posar nua? Sei lá acho que uma ‘boa’ parte das mulheres já ao menos pensaram nessa possibilidade, eu assumo que já pensei,...
-
As finalistas do concurso aderiram a campanha #racismoaquinao As 12 finalistas do concurso Rainha do Carnaval da Bahia 2019, que de...
-
O selo “Racismo, aqui não!” foi concebido em 2009 pelo Instituto Maria Preta e tem como objetivo principal, inibir práticas racistas e con...
-
Publicitário João Silva, em palestra sobre o dia nacional da consciência negra


