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sábado, 17 de setembro de 2011

Obrigado, Mãe Hilda !

Homenagem da Maria Publicidade em parceria com a
Maria Preta a Mãe Hilda


Anúncio de Jornal veiculado na Tribuna da Bahia 22 de Setembro de 2009

A Passagem de Mãe Hilda nos faz pensar, nos obriga a fazer uma reflexão intima e profunda sobre o papel de cada ser humano na face da terra.

Nos ensina que podemos sim ser plenos de amor sem precisar ser "bonzinhos" mas para isso é preciso ser reto, justo, duro e com a visão de um futuro melhor tanto para os que estão aqui como os que virão.

Nos ensina que a cor de nossa pele, o estatus social ,a idade, a religião, o grau de escolaridade, o sexo não somos nós, pois ela nos deixou claro que somos todos "SERES DE LUZ".

Ela nasceu Hilda Dias dos Santos , em 06 de Janeiro de 1923 tornou-se um grande símbolo de paz, sabedoria, beleza, fortaleza, justiça, resistência, e principalmente de fé na humanidade!

A pergunta é simples: como expressar tudo isso a uma pessoa que nos deixa um tesouro como esse?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bomfim 2011 - Viva a Diversidade! Amigos no Alto da Colina

Iara, Verçosa, Zilmar Alverita
A gargalhada de Iara
Jorge Almeida


Iane e o companheiro
Aluízio e Izabel Portela (Inst. Iris)
Izabel Portela (Inst Iris) e Suzana (Maria Preta
João Silva e André Ferraro
Professor Sergio Guerra e Zé Guerra ,João Silva
Luciana Embilina, Luciana Simões e Concita (Maria Preta)
Dourado e João Silva
Verçosa e Bira
Candido, João e Gersinho
João Silva e Marta
Veja Mais

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

BONFIM 2010 - COMENTÁRIO DE SUZANA PIMENTEL DIRETO DE MIAMI - EUA.

Quero aqui agradecer à D. Maria Preta (a OCIP mais porreta da Bahia) e ao sensível fotógrafo Nelson Issa.
Muito Bom, maravilhoso, perfeito! Através do Olhar do fotógrafo, eu pude participar da Lavagem do Bomfim, foi como se eu estivesse lá, de fato.(veja as fotos aqui)
A criteriosa escolha das imagens não poderia ter sido melhor.
Eu pude rever Reginaldo, Dom Roquito, Jonie e Con, Alaíde, Bira e Verçosa, Paulinha e tantas outras pessoas e personagens tão interessantes dessa minha Bahia querida: as baianas, o vendedor de reletes, vendedor de fitinhas...
Senti como se as imagens tivessem vida, como se tivessem sido escolhidas para que eu as visse e pudesse me transportar para a festa. Foi isso o que aconteceu!
Claro que senti falta de muitas pessoas e de muitos personagens, mas, isso também faz parte do ritual da Lavagem. Se todos estivessem lá ficaria perfeito demais e não ia ter muita graça.
A foto da carroça me lembrou de uma frase que se diz quando alguém exagera nos adereços: "Está mais enfeitado do que jegue na Lavagem do Bomfim". Atualmente, pela imagem que Nelson fez pode-se notar que a tal frase perdeu o sentido, só tinha palhas de coqueiro. Cadê as flores de papel crepon colorido e as bandeirolas se movimentando com o vento? Não teve nada disso, só as folhas verdes de coqueiro e o jeguinho coitado, completamente despido. Vamos combinar que foi uma imagem de carroça bem chochinha para o gosto dos bahianos.
As baianas e os caretas de Maragogipe me lembraram de Lula, que deve ter ficado muito orgulhoso com a participação de Maragogipe no cortejo. Parabéns ao Secretário de Cultura e ao prefeito de Maragogipe. Um abraço a Roquinho, o vereador mais querido da cidade.
E assim, daqui de Miami, muito satisfeita com a performance da Maria Preta, mando um abraço a todos, com saudades,
Suzana Maria Pimentel Ribeiro


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Novo lançamento da Editora Cedraz - RESISTÊNCIA E CORAGEM conta a história de Zumbi dos Palmares.

Nessa aventura, Xaxado inventou de pegar uma carona no redemoinho do Saci, ele não imaginava que iria parar tão longe de casa, no ano de 1696. No meio de uma floresta, Xaxado e o Saci se encontram com um guerreiro que está a caminho do Quilombo de Palmares para lutar ao lado de Zumbi, um dos grandes heróis da história de nosso país.

A Turma do Xaxado sempre se preocupou com a leitura e a promoção da cultura brasileira em todas as faixas etárias. Em “Resistência e Coragem”, história em quadrinhos e literatura ilustrada convivem em uma mesma obra, para que o leitor habituado apenas aos quadrinhos também se interesse, aos poucos, por outras formas de leitura.”.


Preço do exemplar avulso: 15,00

Venda: LDM Livraria.

Para informações: edicoes@xaxado.com.br fone: (71) 8860-2224

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

BENIN ESTA VIVO AINDA LÁ - Exposição internacional multimídia imperdivel pra qem gosta de entender mais as matrízes africanas de nossa sociedade.


BAHIA BENIN ESTA VIVO AINDA LA - ANCESTRALIDADE E CONTEMPORANEIDADE
CURADORIA - EMANUEL ARAUJO
ONDE - MUSEU NACIONAL DA CULTURA AFRO BRASILEIRA - MUNCAB
entrada principal pela Rua das Vassouras, em frente a SEFAZ- tapoumes grafitados - proximo aos terminal de
onibus da Ajuda - Centro Historico - Salvador - Bahia
QUANDO - DE TERCA A DOMINGO, INCLUSICE FERIADOS - DAS 10 AS 16 HS (ENTRADA) ATE 03 DE JANEIRO 2010
PRECO - ENTRADA FRANCA
REALIZACAO - AMAFRO - diretor presidente - CAPINAN
tel (71) 3321-0859 / 3321-6722
visitas agendadas para grupos escolares - agendamentobeninbahia.amafro@gmail.com

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O BLUES - SUAS ORIGENS E SEMELHANÇAS COM O SAMBA

Matéria feita pelo repórter Dalton Soares no programa BAHIA MEIO DIA
(canal 11 local) a respeito das raízes do blues e suas semelhanças com
o nosso Samba.


Enviado por Luiz Rocha


A Península de Itapagipe em Quadrinhos.

Neste novo livro, Xaxado pega uma carona no redemoinho do Saci e vai conhecer um dos lugares mais bonitos de Salvador, A Península de Itapagipe.

Localizada na Baía de Todos os Santos, a Península de Itapagipe oferece, além das praias de águas tranqüilas e mornas e areia fina, um fantástico visual do Centro da cidade de Salvador.
Escrito pela escritora Cecy Ramos, a guardiã de Itapagipe, e adaptado e desenhado por Antonio Cedraz e equipe, este livro foi selecionado pelo edital nº 23, Apoio à Edição de Livros de Autores Baianos, e realizado com recursos do Fundo de Cultura.
O Livro tem 64 páginas coloridas, impressa em papel couchê 115 g. e capa em cartão supremo 250 g.
O lançamento será as 20:30 hs. do dia 03 de dezembro, no auditório do Colégio São José, um dos maiores e mais tradicionais de Itapagipe.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Gênio August Rodin e Os Burgueses de Calais

Calais é uma cidade no litoral da França que fica no ponto mais estreito do Canal da Mancha, aquele que separa a Inglaterra do continente Europeu. Do outro lado, o britânico, fica Dover. Antes do Eurotúnel, se você quisesse ir da França até a Inglaterra, tinha que pegar o barco em Calais.

É claro que essa localização estratégica meteu a cidade em várias broncas através dos séculos. E uma delas foi na Guerra dos 100 anos, lá nos anos mil e trezentos. É de lá que vem a história dos Burgueses de Calais.

Eduardo III, rei da Inglaterra, cercou a cidade e o rei da França, Felipe VI, disse para o pessoal segurar o tranco a qualquer custo. Só que o Felipão não conseguiu liberar a cidade e a fome instalou-se entre os habitantes de Calais.

Foi então que o rei Eduardo propôs o seguinte: entreguem-me seis dos homens mais importantes da cidade que eu livro a cara do povo. Minhas condições: que eles venham até mim com o mínimo de roupas, que tenham cordas no pescoço e que carreguem as chaves da cidade e do castelo de Calais.

Um dos mais ricos habitantes da cidade, Eustache de Saint Pierre, foi o primeiro a ser voluntário e outros cinco burgueses prontamente o seguiram.

Resumo da ópera: a rainha da Inglaterra, que estava grávida, achou que seria de mau agouro executar os seis burgueses e pediu para o marido poupar os franceses em nome do filho que estava por nascer.

Em 1888, Auguste Rodin, o famoso escultor francês, foi convidado pelo prefeito de Calais a executar uma escultura em homenagem aos seis burgueses. A obra original está na cidade, mas há cópias em diversas praças e museus do mundo. As imagens que você vê são da instalação que existe no Victoria Tower Gardens, ao lado do Parlamento inglês em Londres.

O mais bacana desta escultura é a representação desprovida de heroísmo que Rodin fez de seis homens poderosos. A face de cada um reflete o desespero da situação, as roupas e as cordas deixam suas figuras frágeis e impotentes frente ao destino trágico que acaba não acontecendo.

Pois é. Toda a vez que eu leio alguma coisa sobre a crise mundial eu penso nos Burgueses de Calais. E vejo muitas lições a serem aprendidas. O rei que cerca é o mercado financeiro, que exige um sacrifício. O povo está lá, na berlinda e embarricado, esperando que alguém tome uma atitude e que, pelo amor de deus, o rei que manda segurar as pontas não exija mais nada dele. Se não vai aparecer ninguém para fazer o papel dos Burgueses, pelo menos que surja uma outra Philippa de Hainault, a rainha grávida, que ache de muito mau agouro jogar mais essa fatura na conta do povo de Calais.

Desde o dia 26/11/2009 até 2012, 62 peças originais de Auguste Rodin (1840-1917), o mais genial e importante escultor da idade contemporânea, estão à disposição do público no Palacete das Artes.

Palacete das Artes Rodin Bahia


Rua da Graça, 284,
Tel : 3117-6983

Salvador, BA

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ED RIBEIRO - UM BAIANO UNIVERSAL I

Foto : Obra YEMANJÀ - Ed Ribeiro
Nascido em São Sebastião do Passé, na Bahia, primogênito de uma família pobre de 17 irmãos, Edmilton Ribeiro é homem de múltiplos talentos. Empresário bem sucedido, inicialmente com a "Socorro do Lar", primeira empresa de serviços da Bahia, em seguida com o já tradicional "Point do Acarajé"- primeira casa de acarajé do Brasil, começa agora a mostrar através da pintura, o seu maior talento; o de artista plástico.

Dominando com maestria a técnica de espalhar a tinta sobre telas sem o uso de pincel, o baiano vem surpreendendo com a sua coleção de entidades e a vivacidade das suas cores.

PRÊMIOS E TÉCNICA INOVADORA

Tem na cultura afrobrasileira em especial os ORIXÁS sua fonte de inspiração.Em 2008, no Museu de Arte Moderna MAM-SP, foi premiado com medalha de ouro.
Recentemente sua pintura YEMANJÁ foi selecionada entre 120 obras artísticas no lançamentodo VIII catálogo na categoria melhor pintura de impressionismo abstrato.Em apenas três anos e oito meses de carreira e na terceira exposição coletiva no Rio de Janeiro foi agraciado com 01 medalha de bronze e duas de prata.

Durante este mês de outubro estaremos acompanhando mais de perto da vida, da obra e das expectativa desse artista baiano inovador e empreendedor.

domingo, 11 de outubro de 2009

Museu Tempostal

Entre as ruas do Pelourinho, um museu instalado num antigo sobrado do século XIX abriga um acervo impressionante com mais de 45 mil peças, entre cartões postais, fotografias e estampas. É o Museu Tempostal, que, desde 1997, guarda histórias, costumes, o cotidiano, a arquitetura, os credos da Bahia e de diversas partes do mundo. Um acervo de rico valor histórico, artístico e documental que tem origem na coleção de Antônio Marcelino do Nascimento. O espaço possui três exposições fixas que possibilitam o visitante fazer uma viagem histórica através de imagens. O Museu fica aberto de terça a sexta, das 10 às 18 horas, e sábados, domingos e feriados, das 13 às 17 horas.

sábado, 10 de outubro de 2009

Nas raízes da primeira dama, um caminho complexo desde a escravatura

Em 1850, um idoso da Carolina do Sul pegou a caneta na mão e dolorosamente dividiu suas posses. Entre as rocas, foices, toalhas de mesa e cabeças de gado que ele deixou aos seus herdeiros distantes havia uma escrava de 6 anos, avaliada em US$ 475.
No testamento, ela era descrita simplesmente como a "menina negra Melvinia". Após sua morte, ela foi arrancada dos locais e pessoas que conhecia e enviada para a Geórgia. Enquanto ainda era adolescente, um homem branco foi pai de seu primeiro filho, sob circunstâncias perdidas com a passagem do tempo.
  • Obama Campaign 2008/The New York Times

    Fraser Robinson III posa para a foto com sua mulher, Marian, e os filhos Craig e Michelle,
    hoje primeira-dama dos EUA, Michelle Obama


Nos anais da escravatura americana, esta história dura não seria digna de nota salvo por uma razão: esta união, consumada dois anos antes da guerra civil, marcou as origens de uma linhagem familiar que se estenderia da Geórgia rural para Birmingham, Alabama, Chicago e, finalmente, até a Casa Branca.
Melvinia Shields, a jovem escrava analfabeta, e o homem branco desconhecido que a engravidou são pais do tataravô de Michelle Obama, a primeira-dama.
Consideradas por muitos como símbolo poderoso do avanço dos negros, Obama tinha apenas uma vaga noção de seus ancestrais, dizem seus assessores e parentes. Durante a campanha presidencial, a família descobriu um tataravô paterno, um antigo escravo da Carolina do Sul, mas o resto das raízes de Obama continuava desconhecido.
A história recém descoberta dos ancestrais maternos de Obama -a mãe escrava, o pai branco e seu filho Dolphus T. Shields- pela primeira vez conecta plenamente a primeira primeira-dama afro-americana à escravidão, traçando sua viagem de cinco gerações dos grilhões para a primeira fileira da presidência. As descobertas -feitas pela genealogista Megan Smolenyak e pelo "New York Times"- substanciam o que Obama chamou de rumores antigos de família sobre um antepassado branco.
Enquanto a origem bi-racial do presidente Barack Obama atraiu atenção considerável, o pedigree da sua mulher, que inclui ramos de índios americanos, ressalta a complicada história de miscigenação, algumas vezes nascida de violência ou coerção, existente nas linhas de muitos afro-americanos. Obama e sua família se recusaram a tecer comentários para este artigo, em parte por causa da natureza pessoal do assunto, segundo seus assessores.
"Ela representa como evoluímos e quem somos", disse Edward Ball, historiador que descobriu que tinha parentes negros -descendentes de seus ancestrais brancos proprietários de escravos- quando pesquisou para seu livro de memórias "Slaves in the Family" (escravos na família).
"Não somos tribos separadas de latinos e brancos e negros nos EUA", disse Ball. "Somos misturados há gerações."
Os contornos da história da família de Obama saíram de registros de testamentos do século 19, licenças de casamento amareladas, fotografias apagadas e as memórias de idosas que se lembravam da família. Das dezenas de parentes identificados, foi a menina escrava que mais chamou a atenção, disse Smolenyak.
"De todas as raízes de Michelle, Melvinia estava gritando para ser encontrada", disse ela.
Quando seu proprietário, David Patterson, morreu em 1852, Melvinia se viu em uma fazenda de 80 alqueires com novos patrões, a filha e o genro de Patterson, Christianne e Henry Shields. Era um mundo estranho e pouco familiar.
Na Carolina do Sul, ela morava em uma terra com 21 escravos. Na Geórgia, era uma de apenas três escravos na propriedade, que atualmente faz parte de uma subdivisão na cidade de Rex, perto de Atlanta.
Se Melvinia trabalhava dentro da casa ou nos campos, não faltava de trabalho: trigo, milho, batata doce e algodão para plantar e colher, três cavalos, cinco vacas, 17 porcos e 20 carneiros para cuidar, de acordo com uma pesquisa de 1860.
É difícil dizer quem pode ter engravidado Melvinia, que deu a luz a Dolphus em torno de 1859, com cerca de 15 anos. Na época, Henry Shields estava com quase 50 anos e tinha quatro filhos de 19 a 24 anos, mas outros homens talvez também passassem tempo na fazenda.
"Ninguém ficaria surpreso em saber do alto número de estupros e da exploração sexual que ocorria na escravidão; era uma experiência diária. Contudo, descobrimos que alguns desses relacionamentos eram muito complexos", disse Jason A. Gillmer, professor de direito da Universidade Wesleyan no Texas, que pesquisou as ligações entre proprietários de escravos e escravos.
  • Birmingham Public Library/The New York Times

    Casa de Dolphus Shields, em Birmingham, no Alabama. A árvore genealógica da família de Obama destaca a complicada mistura racial entre muitos americanos com origem africana


Em 1870, três dos quatro filhos de Melvinia, inclusive Dolphus, foram listados no censo como mulatos. Um nasceu quatro anos após a emancipação, sugerindo que a ligação que produziu esses filhos continuou após a escravidão. Ela deu aos seus filhos o nome de Shields, talvez sugerindo sua paternidade ou simplesmente pelo costume de ex-escravos de adotarem o nome de seus patrões.
Mesmo após ter sido libertada, Melvinia continuou no local, trabalhando na fazenda adjacente à de Charles Shields, um dos filhos de Henry.
Mas em algum momento de seus 30 ou 40 anos, Melvinia conseguiu partir e se reunir com ex-escravos de sua infância na fazenda de Patterson: Mariah e Bolus Easley, que se estabeleceram em Bartow Country com Melvinia, perto da fronteira do Alabama. Dolphus se casou com uma das filhas de Easley, Alice, que é tataravó de Michelle Obama.
Uma comunidade "despedaçada, de alguma forma, estava se reunindo", disse Smolenyak do grupo em Bartow County.
Melvinia parece ter vivido com o legado não resolvido de sua infância em escravidão. Seu certificado de óbito de 1938 assinado por um parente diz "não sei" no espaço para os nomes dos pais, sugerindo que Melvinia talvez nunca tenha sabido.
Em algum momento antes de 1888, Dolphus e Alice Shields continuaram a migração, dirigindo-se para Birmingham, uma cidade com linha de trem, ferro, minas e fábricas, que atraía ex-escravos e seus filhos do Sul.
Dolphus Shields tinha 30 e poucos anos e pele muito clara -alguns diziam que parecia branco- era carpinteiro, sabia ler e escrever, frequentava a igreja e progredia em uma cidade que se industrializava. Em 1900, ele era proprietário de sua casa, segundo o censo. Em 1911, ele abriu sua própria marcenaria e empresa de afiar ferramentas.
Ele foi co-fundador da Igreja Batista Trinity, foi ativo no movimento de direitos civis, supervisionava escolas dominicais na Trinity e na First Ebenezer, que ainda existem hoje, e na Igreja Bastista Missionária Regular.
"Foi reitor dos diáconos em Birmingham. Era um homem sério, era um executivo", disse Helen Heath, 88, que frequentava a mesma igreja.
Sua família ingressou na classe trabalhadora, morando em um bairro segregado de negros em dificuldades, proprietários ou locatários. Em sua casa, não se podia fumar, praguejar, mascar chiclete, usar batom ou calças para as mulheres e absolutamente não se podia ouvir blues no rádio, que ele reservava para os cânticos de igreja, lembra-se Bobbie Holt, 73, que foi criada pelos Shields e sua quarta esposa, Lucy. Ela disse que a família ia à igreja "todas as noites da semana, parecia".
Ele carregava mentas para as crianças do bairro, disse Holt, e contava histórias engraçadas sobre suas aventuras de menino. Mas a família passava por dificuldades.
Sua primeira mulher, Alice Easley Shields, mudou-se depois que eles se separaram, trabalhando como costureira e empregada doméstica e dois de seus filhos tiveram problemas.
Robert Lee Shields, um inventor cujas patentes para melhorar as operações de lavagem a seco estão na biblioteca de Birmingham, terminou trabalhando como rapaz de manutenção, disse Holt.
Dolphus Shields não falava de suas origens.
"Chegamos a um ponto no qual não queríamos que ninguém soubesse que conhecemos escravos; as pessoas não queriam falar sobre isso", disse Heath, que assumiu que ele tinha parentes brancos porque a cor de sua pele e a textura de seu cabelo "diziam que era quase branco".
Em uma época em que negros se desesperavam com a intransigência e a violência dos brancos que os proibiam de votar, os excluíam da maior parte dos trabalhos, dos restaurantes e de terem propriedades em bairros brancos, Dolphus Shields servia como raro elo entre as comunidades profundamente divididas.
Sua marcenaria ficava na parte branca da cidade e ele se misturava facilmente e frequentemente com brancos. "Eles vinham à sua loja, sentavam e conversavam", disse Holt.
Dolphus Shields acreditava que as relações raciais iam melhorar. "Algum dia vai melhorar", dizia, conta Holt.
Quando morreu aos 91 anos, em 1950, a mudança estava a caminho.
No dia 9 de junho de 1959, quando seu obituário apareceu na página da frente do "Birmingham World", o jornal negro também dizia "Tribunal Proíbe Segregação em Lanchonetes e em Educação Superior". A Suprema Corte tinha proibido acomodações separadas em vagões de trem e em universidades no Texas e Oklahoma.
No norte, seu neto, um pintor chamado Purnell Shields, avô de Obama, estava buscando maiores oportunidades em Chicago com sua família.
Na medida em que avançaram, os descendentes perderam contato com o passado. Hoje, Dolphus Shields está em um cemitério negro negligenciado, onde o gramado cresce na altura do joelho e muitos túmulos estão destruídos.
Holt, assistente de enfermagem aposentada, disse que ele apareceu para ela em um sonho no mês passado. Ela procurou a fotografia dele, jamais imaginando que logo ia descobrir que Dolphus Shields era tataravô da primeira dama.
"Meu Deus", disse Holt, ao saber da notícia. "Sempre o admirei, mas nunca teria imaginado algo assim. Benza a Deus, progredimos muito."
Fonte: The New York Times
Rachel L. Swarns e Jodi Kantor em Washington
Tradução: Deborah Weinberg

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Homenagem a Bule Bule dia 28 de agosto na Biblioteca Juracy Magalhães Jr., no Rio Vermelho

Em comemoração ao Dia Nacional do Folclore (22 de agosto), a Biblioteca Juracy Magalhães Jr., no Rio Vermelho, realiza no dia 28 (sexta-feira), às 14h30, uma homenagem especial ao repentista, cordelista, poeta, músico e cantador Bule-Bule, um dos mais representativos artistas populares da Bahia. A programação traz atrações musicais, poesia, cordel e a apresentação do repentista Paraíba da Viola e Antonio Queiroz, artistas populares que fazem shows diariamente no Mercado Modelo, onde comercializam folhetos de cordel. O evento é gratuito e aberto ao público.

A homenagem a Bule-Bule será o encerramento das atividades realizadas pela Biblioteca durante todo o mês de agosto, Mês do Folclore. Na programação: contação de histórias abordando o tema folclore, no setor infantil, uma exposição de documentos do seu acervo sobre o tema e objetos do artesanato nordestino, aberta a visitação até o dia 31 e uma roda de capoeira em comemoração ao dia do capoeirista com o mestre Canguru e seus alunos, no dia 27, às 10h. Fizeram também parte das comemorações ao Folclore na Juracy Magalhães, o professor e cordelista Antonio Barreto que apresentou o seu novo cordel sobre o acordo ortográfico no dia 07/08 e o filme Patativa do Assaré, exibido no dia 18/08.

Bule Bule, nasceu em 22 de outubro de 1947, na Cidade de Antônio Cardoso no Estado da Bahia. Ao longo dos seus mais de 38 anos de carreira gravou seis Cd’s (Cantadores da Terra do Sol, Série Grandes Repentistas do Nordeste, A fome e A vontade de Comer, Só Não Deixei de Sambar, Repente Não Tem Fronteiras e Licutixo), quatro livros editados (Bule Bule em Quatro Estações, Gotas de Sentimento, Um Punhado de Cultura popular, Só Não Deixei de Sambar), mais de oitenta cordeis escritos, participação em vários seminários como palestrante, varias peças teatrais e publicitárias. Atualmente ocupa o cargo de Gerente de Cultura da Prefeitura Municipal de Camaçari, diretor da Associação Baiana de Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia e da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Recentemente foi premiado com o Prêmio Hangar de Música no Rio Grande do Norte junto com Margaret Menezes e Ivete Sangalo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Em defesa de Nina Rodrigues -Palestra na Biblioteca Pública do Estado abordará aspectos positivos das obras do cientista.Hoje 25 de Agosto

A trajetória do médico e antropólogo Raimundo Nina Rodrigues será o tema da próxima aula do Conversando com sua História do Centro de Memória da Fundação Pedro Calmon/Secult, hoje 25 de agosto, às 17h, com o Prof.º Lamartine Lima. O curso é gratuito e acontece sempre às terças-feiras, no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris).

“Nina Rodrigues foi um homem que teve a antevisão dos tempos atuais. Foi um dos primeiros a chamar a atenção para a cultura negra. Hoje, pouca gente conhece sua obra”, defende o palestrante. Especialista em Medicina Legal pela Sociedade Brasileira de Medicina Legal, Lamartine Lima é também professor honorário da UFBA e presidente emérito do Instituto Bahiano de História da Medicina e Ciências Afins. “Querem olhar Nina Rodrigues com os conceitos de hoje. Querem dizer que ele era racista. Isso é uma distorção”, ressalta Lamartine, referindo-se ao que se costuma afirmar sobre o trabalho do cientista. Na ocasião, o professor abordará também outros aspectos de Nina Rodrigues, como o pioneirismo nos estudos sobre o negro e a compreensão da Antropologia Criminal para desmistificar a visão racista.Mais...

Cachoeira debate Educação Patrimonial até hoje 25/08

Conhecer, examinar, diagnosticar patologias e prescrever tratamentos. Até parece consultório médico, mas, os pacientes não são seres humanos e, sim, papéis. Essas são, apenas, algumas das muitas etapas de uma ‘Oficina de Conservação em Papel’ que o IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural) realiza, através do seu ‘Programa de Educação Patrimonial’ (PEP), no Estado da Bahia.
Desde 2007, mais de 30 municípios já receberam os técnicos do IPAC para atividades que abordam vistorias, orientações, restauração de bens culturais, ações educativas e de conscientização pela preservação do patrimônio cultural, sejam eles imateriais, como as manifestações populares – festas religiosas -, ou materiais, como edificações de importância arquitetônico-histórica, documentos antigos, quadros, imagens sacras ou monumentos.

Andaraí, Seabra, Ituberá, Caetité, Jacobina, Senhor do Bonfim e Morro do Chapéu já foram visitadas pelo PEP/IPAC. São Félix e Cachoeira, a cerca de 100 km de Salvador, municípios do Recôncavo baiano e da bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu, são os mais recentes a receber essas ações, já que sediam até 25 de agosto (2009) o PEP/IPAC que congrega, além das oficinas de papel, exposições, cursos e pesquisas para registro de bens culturais.Veja mais...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

THE NOSSA SENHORA DA BOA MORTE COMMEMORATIONS - SCHEDULE

CACHOEIRA - BAHIA - BRASIL 2009

FESMAN - ULTIMO PRAZO PARTICIPAÇÃO DA FESTA DA BOA MORTE CACHOEIRA

FESMAN

ULTIMO PRAZO PARTICIPAÇÃO DA FESTA DA BOA MORTE CACHOEIRA

POR DELIBERAÇÃO DA ULTIMA ASSEMBLÉIA O COMITÊ BAIANO PRÓ-FESMAN2010, ESTA ORGANIZANDO UMA EXCURSÃO PARA PARTICIPAR DA FESTA DA BOA MORTE EM CACHOEIRA.

INFORMAÇÕES

DATA: 15/AGOSTO/2009 (SÁBADO)
SAÍDA DE SALVADOR: 06:00 HORAS
LOCAL DE SAÍDA: CAMPO GRANDE
SAÍDA DE RETORNO 19:00 HORAS
CONTRIBUIÇÃO POR PESSOA : R$ 20,00 (VINTE REAIS)PRAZO DE ENTREGA DAS CONTRIBUIÇÕES: 09/AGOSTO/2009 - DOMINGO
LOCAL DE ENTREGA DAS CONTRIBUIÇÕES:SAMUEL AZEVEDO/AFRICA 900
RUA CARLOS GOMES – 900,
TEL: 3328/7610//8709-0312
EMAIL: ASEYDOU@HOTMAIL.COM
OBS: TODOS OS PARTICIPANTES DEVEM VESTIR CAMISA DO FESMAN

AS MAIS ACESSADAS

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